06/08/2008 - 17h:41
Daniel Santos
Correspondente de Parnaíba
A impunidade levou o técnico em telecomunicações, Geraldo Júnior, a comentar sobre o descrédito nas instituições de Justiça. Conta que seu estabelecimento sofreu uma tentativa de roubo, no entanto, devido ao alarme os ladrões não conseguiram e evadiram-se do local. E na mesma semana a residência de Geraldo foi invadida e vários objetos roubados. “Eles conseguiram entrar e subtraíram um DVD, máquina digital, MP3 entre outros”, conta.
O fato aconteceu no último dia 26 de junho e até o momento nada foi feito. “Depois do registro da queixa infelizmente não houve nenhum resultado, nem apreensão, nem prisão; nada foi recuperado”, desabafa. Esta é a realidade que incomoda boa parte dos parnaibanos, principalmente, no período de alta estação.
Isso significa que a onda de roubos se intensificou nos meses de junho e julho. A estratégia utilizada pelos bandidos é que estes transportam os objetos dentro de uma bolsa para não levantar suspeita. E os ladrões de uma localidade observam o ambiente e repassam as informações para outros. Ou seja, um ladrão não rouba no seu próprio bairro.
A vítima Geraldo Júnior diz que ao registrar o B.O. na delegacia, percebeu que não era o único, pois as pessoas reclamavam dos mesmos modos operantes dos ladrões. “O esforço dos policiais em deter tal ação existe; agora o investimento na estrutura da policia civil é que não existe aqui em Parnaíba”, diz Geraldo.
“A polícia está desestruturada sem equipamentos, sem logística não existe um carro quando existe não há gasolina. Tudo isso a gente ouve deles mesmos. E que estão sobrecarregados com vários casos para resolver”, reclama a vítima. A população fica a mercê e a com a sensação de impunidade o que estimula a violência que ameaça a todos nós. Tanto lojas como residências são alvo da criminalidade.