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Haddad diz que adaptou plano de governo a pedido dos aliados

Candidato à Presidência concedeu entrevista ao G1 e à CBN

Haddad diz que adaptou plano de governo a pedido dos aliados
1 | Reprodução
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Em entrevista ao G1 e à CBN, o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, falou sobre a necessidade de o PT se reconectar com a periferia e disse que retirou do seu plano de governo a proposta de realizar uma Assembleia Constituinte a pedido dos novos aliados do 2º turno, PSB e PSOL. Uma assembleia do tipo tem o poder de alterar ou mesmo criar um novo texto constitucional.

"Foi retirada a pedido dos novos parceiros que nós temos no 2º turno, PSB, por exemplo, e PSOL, fizeram sugestões de alterações. E é assim que se faz política. Quando você amplia. O PCdoB se aliou a nós logo no 1º tuno, fez sugestões de mudança. O PSB e o PSOL fizeram sugestões de mudanças de redação e nós próprios, vendo a malícia do adversário e a covardia de não enfrentar o debate, fizemos alterações. Mas a espinha dorsal é rigorosamente a mesma", afirmou o candidato.

Haddad afirmou que seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), estava "pinçando" frases do programa petista e distorcendo em campanha. Por isso, decidiu alterar o texto. "Demos clareza para coisas que ele estava distorcendo no WhatsApp."

Fernando Haddad (Crédito: Marcos Serra Lima/ G1)
Fernando Haddad (Crédito: Marcos Serra Lima/ G1)


Bolsonaro foi convidado para participar de sabatina no mesmo dia, mas não respondeu ao convite. Haddad foi sabatinado pelos jornalistas Renato Franzini, do G1, Milton Jung, da CBN, e pelo comentarista Gerson Camarotti, do G1 e da CBN.

Entre as mudanças no plano feitas pelo petista estão a retirada da proposta de instituir tempo de mandato para os juízes, a retirada a menções sobre descriminalização das drogas e desmilitarização da polícia, a inclusão de um tópico sobre a "necessidade de coibir roubos e furtos" e a inclusão de uma frase sobre a garantia da autonomia do Banco Central para combater a inflação, que não estava explícita.

Ele também mudou a parte sobre identidade de gênero. Onde antes eram citadas "políticas de promoção da orientação sexual e identidade de gênero", agora aparecem "políticas de combate à discriminação em função da orientação sexual e identidade de gênero".

Críticas ao PT

O candidato petista falou sobre as críticas que recebeu em comício com aliados e artistas na Lapa, no Centro do Rio, na noite desta terça. O rapper Mano Brown disse que o PT não entendeu a população e pode ter que pagar pelo que chamou de erro de comunicação. "A comunicação é a alma. Se não está conseguindo falar a língua do povo vai perder mesmo. Falar bem do PT para a torcida do PT é fácil. Tem uma multidão que não está aqui que deveria ser conquistada", disse o cantor.

"O que Mano Brown – que foi me dar apoio, foi pra dizer que vai votar em mim – disse e eu concordei, porque você não falou da minha fala depois, só falou da fala dele. Na minha fala eu disse o seguinte: 'O Mano Brown tem toda razão. Nós temos que abrir o coração para conversar com o pessoal da periferia, periferia das grandes cidades que não votou conosco no primeiro turno. Nós temos que reconectar com esse povo. [...] Nós vamos voltar para base para governar o país com a base, como nós sempre fizemos", afirmou Haddad na entrevista.

Pesquisas

Haddad também comentou as recentes pesquisas de intenção de voto e disse que ainda é possível virar o jogo. "Porque a rejeição do Bolsonaro aumentou 5% e a minha caiu 6, ou vice-versa, alguma coisa assim. Se na próxima rodada de pesquisa, a rejeição dele aumentar 5 de novo e a minha cair 6 de novo, ele vai perder a eleição."

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (23) apontou que a rejeição de Bolsonaro passou de 35% a 40% – um aumento de 5 pontos percentuais. A de Haddad passou de 47% para 41% – uma queda de 6 pontos percentuais. A comparação é feita com pesquisa divulgada em 15 de outubro.

Fernando Haddad (Crédito: Marcos Serra Lima/ G1)
Fernando Haddad (Crédito: Marcos Serra Lima/ G1)


Venezuela

Haddad falou sobre a proposta de encontrar uma saída democrática para a crise na Venezuela. Ele disse que, no passado, o governo do americano George W. Bush quis uma intervenção militar, mas o governo do PT defendeu a negociação.

"Quem praticamente impediu que isso [a intervenção militar] acontecesse foi o nosso governo. Nós nos comprometemos a criar um grupo de amigos da Venezuela, países da região, com os EUA inclusive. Demos suporte para a saída democrática para a Venezuela e impedimos um golpe. Eu sei que nós vamos ter que atuar na Venezuela, não tenho dúvida disso, mas não declarando guerra", afirmou.

O candidato afirmou que pretende recriar o grupo de amigos da Venezuela e encontrar, com a oposição e situação venezuelanas, uma saída democrática. Ele negou que tenha a intenção de intervir militarmente no país vizinho. "Eu vou dizer para você isso é ridículo, isso é uma bobagem que o cara tá falando. Você mandar jovens brasileiros para campo de batalha em território vizinho."

Segurança pública

Haddad falou sobre a proposta de dobrar o contingente de policiais federais e colocá-los para atuar no combate ao crime organizado. "A PF não cuida de segurança pública e passará a cuidar, por isso que eu quero dobrar o efetivo, não é dobrar o efetivo por dobrar, é dobrar para assumir essas novas tarefas. Disse e repito que o crime organizado hoje tem escala nacional, as facções atuam nacionalmente, as polícias locais, ao invés de focar no trabalho do cidadão que quer, fica hoje perdida, sem foco, tendo que lutar em várias frentes. Ela não vai conseguir da conta do recado, não é por incapacidade, é porque é muita tarefa para pouca gente. A Polícia Federal tem muita inteligência, equipamento instalado."

Questionado sobre os custos para implementação da proposta, o candidato afirmou que a PF é "uma das coisas mais baratas que tem nesse país pelo resultado que ela dá. [...] O que ela custa é muito menos do que ela combate de contrabando, de tráfico. É um equívoco falar em gasto quando você trata da PF. É investimento.


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