As dificuldades que as pessoas e a própria sociedade criam, quando o assunto é namoro"
Alamar Regis
Tenho impressão de que este meu artigo vai ser mais interessante para as minhas amigas mulheres. Mas garanto que vai ser útil, também, a muitos homens.
Assisti, na última sexta-feira, aquele que acho um dos mais importantes e úteis programas de televisão brasileira, o "Globo Repórter", que sempre aborda temas interessantes, e interessei-me muito por esta edição que tratou da questão da dificuldade que as pessoas têm em namorar. O programa mostrou a cidade que tem mais homens, no Brasil, a que tem mais mulheres, abordou a questão do namoro pela internet, apresentou psicólogos e inclusive aquele cidadão que deu dicas de como o homem deve abordar e mulher, etc... Mas não falou sobre aquele que eu vejo como um dos maiores problemas na questão do namoro:
As dificuldades que as pessoas e a própria sociedade criam, quando o assunto é namoro. Tenho tido uma certa experiência no trato desta questão, porque durante algum tempo eu venho estudando, com muito interesse, o comportamental humano, mais especificamente acerca da mulher.
Tudo começou quando eu fiz uma palestra, sobre um outro assunto, e no meio dela abordei, por uns dois ou três minutos, a questão da submissão da mulher ao machismo, que, ao meu ver, é uma das culturas mais ridículas do mundo, quando, ao final da palestra, numa sessão de perguntas e respostas que o público me fez, que seria de meia hora, mas terminou sendo de uma hora, quase todas as perguntas giraram exactamente em cima desta questão, embora eu tivesse falado sobre outras coisas.
Para completar, ainda fizeram uma fila, para me cumprimentar, sendo a maioria constituída por mulheres, que me pediam nome de telefone, e-mail, MSN, etc... Achei aquilo muito interessante e preparei, depois, uma outra palestra só falando sobre a mulher, que terminou fazendo um certo sucesso, o que inspirou-me escrever o meu livro “Mulher, só é boba quem quer”.
Eu tenho tido muito contato com mulheres, principalmente por e-mail e MSN, e tenho verificado que todos os casos são quase a mesma coisa, ou seja: muitas mulheres sofrendo porque são bestas mesmo.
Vamos ao questionamento:
Eu gostaria muito que o Globo Repórter tivesse abordado a questão integralmente, mas compreendo que um programa de apenas 50 minutos seja insuficiente para isto, por mais boa vontade que tivesse, já que existem aspectos bem complicados a tratar e nem sei se agradaria a muita gente, da mesma forma que sei que este artigo aqui não vai agradar a todo mundo não, exatamente pelas razões as quais vou apontar, como dificuldades criadas para o namorar.
As pessoas, bem como a sociedade, são extremamente cruéis em relação ao namoro. O que elas puderem criar de dificuldades nesta área, elas criam. É lamentável, mas se trata de um tremendo masoquismo social, já que se cria dificuldade para a prática de uma coisa que todo mundo gosta.
O namoro é perseguido e patrulhado, desde a infância.
Nos colégios, por exemplo, não há tanta vigilância quanto a tráfico de drogas que hoje está uma verdadeira praga e nem quanto as porcarias que são vendidas nas próprias cantinas, para os alunos. Mas há uma rigorosa vigilância em cima da possibilidade de alunos namorarem.
O aluno que quiser fumar maconha, faz isto tranquilamente, que não aparece um inspetor para coibir a prática, mas, tente um casal de alunos arranjar um cantinho para dar uns beijos e uns amassos, que pode ser no lugar mais escondido do estabelecimento, mesmo atrás das caixas e caixotes de papéis do depósito do colégio, que sempre aparece um vigilante para retirá-los dali, veementemente, levá-los à secretaria e até suspendê-los.
Os pais não têm tanta segurança se os filhos estão livre das drogas nos colégios, mas podem ficar seguros de que namorar, eles não vão, porque o patrulhamento é sempre rigoroso. No ambiente religioso, se um homem entra abraçado com uma mulher, alguém os repreende, sob a argumentação do "Aqui é lugar de respeito", como se namorar fosse desrespeito.
Os religiosos ficam, invariavelmente, aborrecidíssimos diante de qualquer argumento de que Jesus namorou Maria de Madalena.
- "Imagine, Jesus namorando! Isto é uma blasfémia. Como é que pode um desrespeito deste, em relação a Nosso Senhor Jesus Cristo!!!".
A visão de que o namoro é coisa imunda e impura é tão arraigada, no seio religioso, que muita gente não pode admitir que a mãe de Jesus tenha tido relação sexual, para dar-lhe a luz àquele maravilhoso filho. Têm que afirmar que ela viveu virgem a vida inteira.
Não consigo entender como pode alguém vincular uma simples pele, chamada hímen, com moral, honra, dignidade e valores elevados.
É impressionante o quanto o namoro é perseguido.
Se a pessoa está em determinado lugar, com amigos ou amigas, e de repente desperta olhar em uma outra pessoa de sexo oposto, e esses amigos percebem, aí todos voltam a atenção para aquela situação, esquecendo tudo o demais que possa ter no ambiente. Chega a ser constrangedor e deixa a pessoa em situação difícil, do ponto de vista psicológico.
Se algum parente, vizinho ou amigo tenta, por exemplo, insinuar a um pai ou mãe qualquer que o seu filho talvez esteja usando drogas, em maioria a reação é mais ou menos assim:
- “Acho que você está enganada. Quem? O meu filho? De jeito nenhum, eu confio nele, ele não aceita essas coisas, isto é coisa da sua cabeça, e pode ficar tranqüila que não está mesmo”.
Não dão atenção mesmo. As pessoas até se aborrecem com os alertas, e é por isto que todo o mundo tem receio de avisar. No entanto, se o aviso dado é de que o seu filho ou sua filha está namorando com alguém, com certeza a atenção será total.
Quando uma filha demora a chegar em casa, ou chega tarde, qual é a reação da maioria das mães, quando ela chega? Sempre a repreende, achando que ela estava namorando alguém. Muitas insinuam que ela deveria estar em algum motel, por aí, com algum vagabundo. Impressionante, mas é sempre com um vagabundo, nunca com uma pessoa de bem.
A condenação que se faz ao sexo, principalmente orquestrada pelas religiões, é uma das coisas mais ridículas e estúpidas da humanidade. É o que podemos chamar de masoquismo consciente.
Não consigo entender que nível de inteligência existe numa sociedade que vincula sexo com moralidade. O que tem uma coisa a ver com outra, pelo amor de Deus?
A sociedade inventa, a cada dia, mais dificuldade para o relacionamento entre as pessoas.
Em vários países, nos dias atuais, se um homem se atrever a olhar diferente para uma mulher, dizer que ela é bonita, insinuar qualquer interesse em estar com ela, estará ele sujeito até a ir para a cadeia, sob a argumentação do tal assédio sexual, que nos dias de hoje parece até piada, principalmente se isto ocorrer em uma empresa. É incrível o rigor como este tema é punido.
É claro que, de fato, existe o assédio sexual maldoso, por interesse, por pressão, por sabotagem, por chantagem e por outros motivos verdadeiramente indecentes, que precisam ser coibidos, sim, com rigor. Mas não há inteligência na sociedade para saber o que são alhos nem o que são bugalhos.
Por este motivo, homens mais sensatos, e mulheres também, terminam se resguardando e, com certo medo, fazem esforços para não dar qualquer demonstração de que estão interessados por outras pessoas.
Desde os tempos mais antigos a religião impôs ao mundo que o homem pode tudo e a mulher não pode nada, em termos mais íntimos.
Quando um homem, casado, tem algum relacionamento fora de casa, é admirado pelos outros homens e, por incrível que pareça, até mesmo pelas outras mulheres, que o vêem como o “poderoso”, o “garanhão”, o “eficiente”. Porém, quando é a mulher, a reação é violenta e cruel, todos a condenam, a consideram como “galinha”, e a maior condenação, por incrível que pareça, parte das próprias outras mulheres.
Um homem separado pode fazer o que quiser, pode namorar quem quiser, na frente de todo mundo, até mesmo na semana seguinte à sua separação. Agora, vai a mulher tentar fazer a mesma coisa, pra ver o que acontecerá com ela.
Acha a sociedade, de forma absurda, que a mulher separada no casamento, deve aposentar-se sexualmente e castrar-se totalmente em relação a qualquer desejo íntimo. Não importam quais foram as razões da sua separação, ninguém procura saber o que ela passou nas mãos de um verdadeiro animal que teve dentro de casa, que levava o rótulo de marido.
Ela é sempre a condenada, a quem todos devem recriminar e atirar pedras. Um absurdo.
As pessoas patrulham os namores de todas as maneiras:
- “Vânia, esse rapaz que você está namorando é novo demais pra você. Cuidado, viu?”
- “Ah, Célia, não gostei dele não, é muito baixinho!!!”
- “Minha filha, é preciso você saber de que família é esse rapaz. Tem que ter muito cuidado!!!”.
- “Roberto. Essa moça é uma negra e não tem a ver contigo.”
- “Celso. Pelo amor de Deus, essa menina tem idade de ser sua filha”.
- “Mônica. Esse rapaz tem condições de lhe sustentar? Tem bom emprego? O que ele tem?
- "Kátia. Será que ele não está só querendo se aproveitar de você?"
A sociedade, hipócrita, é assim: O que importa é o TER e não o SER.
No caso da Vânia, qual o problema que tem em ela namorar um rapaz mais novo do que ela?
E no da Célia, o que tem de relevante em o parceiro ser alto ou baixinho? Afinal de contas, o namorado tem que agradar a ela ou às amigas? Por que uma namorada negra não teria nada a ver com o Roberto? E se for uma moça de caráter, dignidade, inteligência e valores afins com os dele, não teria nada a ver só porque é negra?
O namoro e o compromisso:
Este é um outro grande problema que gera um tremendo obstáculo nos relacionamentos entre as pessoas: A exigência de compromisso. A maioria das pessoas, principalmente mulheres, impõe-se a si mesma o estabelecimento de um compromisso, para alguém namorar com ela. Pode estar na maior carência afectiva, ou numa “seca” enorme, como se diz nos dias actuais, mas se limita em relação a isto e acha que isto é princípio moral e é exemplo de honestidade e dignidade.
Compromisso é compromisso, é uma espécie de um contrato, uma prisão de uma certa forma.
Qual é a pessoa sensata e inteligente que vai querer assumir compromisso com alguém que conheceu há pouco tempo, não tem, ainda, idéia dos seus valores, dos seus pensamentos, das suas ambições, dos seus gostos, das suas manias, dos seus vícios,... para já vir logo assumindo compromisso, a fim de iniciar uma relação?
Aí vem uma amiga, para me dizer no MSN:
- “Ah, amigo, Eu não tenho sorte. Já tentei de tudo. Só consigo me envolver com homens galinhas, safados. É só decepção em cima de decepção”.
Mas é claro que isto vai acontecer sempre. Ela não quer um namorado ou um futuro marido que seja um bom companheiro, o que quer é um OBJETO para ela, uma PROPRIEDADE sua. Tem que quebrar a cara mesmo.
O homem sensato, por ser sensato, ter inteligência e ter nível, prefere não iniciar a relação; já o de nível mais rasteiro, não está nem aí, diz que assume, sim, porque só quer se divertir com ela, depois some, desaparece, sem a menor preocupação.
Não é que ela não dê sorte, é que faz a coisa errada. Nos dias atuais ninguém quer ser algemado por ninguém. Toda relação saudável deve respeitar os direitos à liberdade de cada um, deve se ligar por afinidade, por semelhança de valores e não por imposição, por obrigações e por prisões.
- “Ah, Alamar, mas o estabelecimento do compromisso é fundamental para dar segurança à família”.
E quem foi que disse que o relacionamento formal, nos parâmetros praticados pela sociedade, no civil e no religioso, dá segurança alguma para a família?
Quando o marido é descarado, viciado e problemático, casado ou não, de papel passado ou não, jurado para Deus em frente ao altar ou perante o juiz, ele será sempre descarado, omisso em relação à família, não estará nem aí para esposa e muito menos para filhos. Qual a segurança que uma família pode ter em relação a um animal desse?
Eu não canso de repetir para as minhas amigas: Vocês estão namorando errado!!! Vocês estão escolhendo errado!!! Vocês estão começando errado!!! Os parâmetros de valores estabelecidos estão equivocados!!!
Toda mulher, ou homem, que namora pessoa ciumenta, termina outorgando atestado de burrice e si própria. Ora, bolas, deixe que as pessoas ciumentas procurem, para relacionamento, pessoas ciumentas como elas, que adoram dar beliscões e fazer escândalos como elas, que sejam inseguras emocionalmente como elas, que se submetam a ser objeto dos outros da mesma forma que quer que os outros sejam objetos delas. Não você.
As meninas querem os rapazes bonitinhos, malhadinhos, atraentes fisicamente, porque só conseguem ver valores em pernas, bunda, olhos, peitoral, etc... sem qualquer relevância a caráter, inteligência, dignidade, sensibilidade, valores morais e espirituais, etc... por isto quebram a cara.
A mesma coisa é o homem em relação à mulher. Ele quer a mulher linda, pernas, bunda e seios atraentes e tudo mais, do ponto de vista visual. Não sabe o que é carácter, dedicação, carinho, afecto, dignidade...
Não canso de dizer às minhas amigas: Se você começa a namorar um cara que é grosso e estúpido para com a sua mãe e suas irmãs dentro de casa, não tenha a menor dúvida de que ele será, também, um cavalo em relação a você. Não se deixe enganar porque não há milagre, ninguém se transforma apenas porque mudou a mulher dentro de casa.
O mesmo digo para amigos: Se você namora uma jovem adolescente que em casa é uma irresponsável, não faz nada porque faz da sua mãe empregada sua, deixa calcinha imunda pra tudo quanto é canto, não lava uma louça, não cuida de nada dentro de casa, só sabe viver o dia inteiro grudada no telefone ou na internet, você vai querer ter que tipo de companheira no futuro? Vai esperar por milagre, pela sua transformação milagrosa só porque passou a morar contigo?
Bobagem, vai ter a mesma preguiçosa e imunda dentro de casa.
Pessoa inteligente não inicia namoro por beleza física, inicia por CABEÇA!!!!
Tem uma citação de um grande filósofo que diz o seguinte: "Os homens comuns, são medidos dos pés até a cabeça. Mas os grandes homens são medidos da cabeça para cima”.
Este “homens” aí, é no sentido homem e mulher.
Pare com essa bobagem do tal compromisso, porque compromisso da boca pra fora e m... é a mesma coisa. Mesmo se fosse assinado, ainda não teria garantia de nada. Inicie a relação normalmente, sem medos, sem submissão à formalidade e muito menos à língua dos outros, mas deixe claro para o parceiro:
- “Olhe só: Vamos sair, vamos dançar, vamos ficar a vontade, mas tem um detalhe: Que fique claro que eu não sou propriedade sua, não estou, com este momento, assumindo qualquer tipo de contrato, não vou cobrar e muito menos vou admitir ser cobrada de coisa alguma, não temos obrigação de ter que sair amanhã, semana que vem e nem dia nenhum...”.
E pronto.
Se um for boa companhia para o outro, não tenhamos dúvidas de que o relacionamento se repetirá, poderá ser duradouro e, quem sabe, amanhã não se transforme numa relação estável e tranquila. As pessoas já querem começar FIRMES e estabelecidos, o que quer dizer que o NAMORAR é objectivo, quando na realidade deveria ser CONSEQUÊNCIA do relacionamento natural.
Namorar amigos:
Nos contactos com as amigas, que tem se queixado que não tem dado certo nos relacionamento tentados, porque só encontram homens que não tem nada a ver, a primeira coisa que eu digo é:
"Você procura, por valores errados", mas pergunto se já tentou a experiência do namorar amigos.
Como assim, Alamar?
Toda moça, ou mulher já experiente, tem alguém na sua vida, uma pessoa, ou mais de uma, que conhece há muito tempo, que é seu amigo, amigo da sua família, talvez vizinho ou amigo de infância, gente cujas famílias tem relação de amizade, aquele que até freqüenta a sua casa, há muito tempo, que você conhece, que lhe conhece também, que é carinhoso para contigo, para com sua mãe, que gosta das mesmas músicas que é também carinhoso para com a mãe dele, as irmãs dele... enfim, pessoa de alto valor, inclusive espiritual e moral.
Muitas vezes é um homem que é louco por ela, desde infância, mas ela não lhe dar a menor bola.
Aí quando alguém pergunta se ela já experimentou ele, vem a resposta:
"Ah, não tem nada a ver. Eu só vejo ele como amigo, não sinto nada por ele".
Quando as pessoas admitem esse conceito, elas congelam o conceito e o sentimento em relação aos outros. Não se dão abertura e não fazem o menor esforço na tentativa de rever o conceito e o sentimento. Por conta disto, na maioria das vezes descarta um verdadeiro tesouro em sua vida.
- "Poxa, menina, pare com isto. Dispa-se dos congelamentos mentais, afinal de contas, o que almeja toda mulher não é uma companhia agradável, pessoa carinhosa, homem digno, de valores elevados e que realmente tenha carinho por elas? Por que você não faz um esforço em dar uma olhada diferente, para ele? tente, vai. Exercite, derreta os gelos, esquente, chegue próximo". Meu amigo e minha amiga: Não é fácil, mas posso garantir que várias amigas, mas várias mesmo, experimentaram a forma e encontraram resultados maravilhosos.
Algumas chegaram a dizer: - "Alamar, como você tinha razão. Eu estava com a preciosidade tão perto de mim e vivia procurando tão distante. Descongelei, como você sugeriu, tirei a venda dos olhos e percebi o quanto eu estava cega. Estou super-feliz, a relação está maravilhosa e tenho certeza de que esta relação é pra valer."
O que custa tentar?
Tem mais coisas desta minha experiência que não dá pra contar aqui, porque esta é uma mensagem pública que será retransmitida, certamente, e pode ter o problema da censura, por parte de algumas pessoas. Mas posso garantir que, em todos os sentidos que você pode imaginar, os resultados da tentativa da relação com amigos foram simplesmente fantásticas. Principalmente com mulheres depois dos 30 anos.
O grande problema é que a burrice das pessoas faz com que elas só queiram estar com quem não quer estar com elas. Depois vem com aquele papo besta de: - "Poxa, Alamar. Hoje eu estou muito pra baixo. Tive a maior desilusão com o meu namorado e terminamos. Estou sofrendo, amigo".
Aí eu digo: Bem feito, pra você deixar de burra. Só se desilude quem se deixa iludir antes. Você sabia e fingia que não via como ele era.
As experiências são muitas e eu escreveria outro livro sobre elas.
Liberdade e educação sexual:
Os falsos moralistas e hipócritas não suportam que se fale nisto, porque, geralmente, são pessoas altamente problemáticas, intimamente, com sérios problemas na área do sexo, podem ter certeza. Muitas mulheres que se casaram com homens que fizeram delas objetos, homens tão estúpidos ou mais estúpidos do que elas, já que a ignorância e o analfabetismo masculino nesta área é coisa que faz muita mulher sofrer e ficar frustrada sexualmente, vivem a condenar tudo o que se relaciona a sexo, exercem patrulhamentos severos em cima das suas filhas achando que todos os homens são necessariamente iguais ao homem que ela tem em casa, e daí esta perseguição maluca ao sexo. As meninas sofrem muito, quando têm mães assim, e não são poucas.
Os ambientes religiosos são terríveis, no que diz respeito ao assunto sexo. Invariavelmente sexo é vinculado a pecado, obsessão, perturbação e imoralidade. A religião ensina que os motéis estão carregados de diabinhos, espíritos ruins e obsessores. Mentira, o que está cheio de espíritos ruins, na maioria das vezes, é o nosso próprio lar e até as igrejas, quando cheios de fofocas, intrigas, invejas, perseguições, calúnias, difamações, rancores e ódios.
O fato de muitas pessoas usarem o sexo como imoralidade não quer dizer necessariamente que ele seja imoral, da mesma maneira que se alguém fizer negócios imorais, indecentes e desonestos não quer dizer que todo negócio seja sujo.
Sugiro que as pessoas procurem orientação sexual e que, principalmente, os pais parem com essa mania de fugir do assunto quando os filhos procuram conversar sobre o tema.
Muitos pais evitam orientar os filhos, falarem em preservativos e em cuidados que se deve ter, sob a argumentação de que em se falando nisto estão incentivando o sexo. Pura bobagem e até burrice, porque se os filhos não obtiverem a orientação dentro de casa, com certeza obterão na rua, muitas vezes de forma equivocada, que poderá trazer prejuízos irreparáveis.
Nas grandes livrarias, nas prateleiras dedicadas a livros sobre Psicologia, nos dias de hoje existem livros maravilhosos, de autores fantásticos, com orientações notáveis na área do sexo, inclusive com ilustrações claras e cristalinas, mostrando pênis, vagina e tudo isto, sem problema nenhum. Não se trata de livros eróticos não, tratam-se de livros profundamente educativos.
Por falar em erotismo, é bom que muita gente passe a entender que erotismo não é sinônimo de pornografia. Existem filmes eróticos que não são necessariamente pornôs.
Quero sugerir não apenas aos jovens não, mas também aos adultos!!! Isto mesmo que estou dizendo. Tem muito adulto aí, com mais de 20 ou 30 anos de casados que não sabe nem manter relação sexual, apesar de terem filhos e até netos, porque nunca obtiveram orientação sobre isto e começaram como animais.
Sei muito bem porque estou dizendo isto, posso garantir.
Posso garantir, também, que as estatísticas científicas que dão conta de que 48% das mulheres nunca chegou ao orgasmo e no universo de 78% que, quando chega, chega com extrema dificuldade, não acontece por deficiência orgânica nenhuma, a mulher não tem doença e desajuste nenhum para que isto aconteça, apenas criou um problema psicológico exatamente por conta dessa perversidade que a sociedade faz em relação ao sexo, pela ignorância das criaturas, pelo analfabetismo e despreparo do homem, em relação a isto e pelo complexo de culpa que a mulher termina assumindo, quando em relação íntima.
O namoro é saudável, sim, e deve ser praticado com total destemor, sem medo de pecado, de obsessão, de castração religiosa, de preconceitos da sociedade e muito menos da língua dos outros. As restrições devem ser inteligentes e jamais movidas pela burrice convencional. O que faz pessoas pessoas felizes é o relacionamento com pessoas honestas, dignas, carinhosas, compreensivas, afetuosas, sinceras, francas, decentes, íntegras, dedicadas, humildes, felizes, de bem com a vida e não com pessoas de bunda grande, olhos lindos, seios durinhos e dotes físicos avantajados. Diferença de idade, cor de pele, altura, tamanho do pé, careca ou cabeludo, mais gordo ou mais magro não devem ser obstáculos, jamais.
Que todos lutem contra isto e que possamos promover uma reviravolta nos conceitos estabelecidos, sem jamais abrir mão da dignidade, da responsabilidade, da honestidade e do verdadeiro AMOR ao próximo.
Abração.
Alamar Régis Carvalho
Analista de Sistemas e Escritor
recebido por e-mail de: daltonroque@yahoo.com.br; www.consciencial.org