A mídia está prestando um grande benefício na inclusão da pessoa com deficiência ao abordar o tema em horário nobre. A personagem Luciana, interpretada por Aline Moraes na novela das 8, é uma jovem modelo, que ficou tetraplégica após um acidente automobilístico, retrata bem as limitações e preconceitos que uma pessoa com deficiência está sujeita.
A dependência e a necessidade de ajuda para fazer coisas, aparentemente simples, como se alimentar, trocar de roupa e ir ao banheiro são exemplos dos desafios que um deficiente enfrenta hoje para conviver em sociedade e muito bem retratados pela personagem Luciana.
E com um agravante, ao contrário da maioria dos deficientes (que vem de família humilde), Luciana faz parte de uma família que dispõe de condição suficiente para arcar com qualquer tratamento de saúde ou despesas para fazer adaptações em sua casa em seu meio de transporte.
A novela também serve de alerta para os “traumas” que todos nós estamos sujeitos que podem levar a uma deficiência. Assim como a maior parte das pessoas, Luciana era uma pessoa que nasceu sem nenhuma deficiência e que teve que a aprender a conviver com a paraplegia depois de um acidente de carro. No Piauí é crescente o número de acidentes automobilísticos envolvendo, sobretudo, motociclistas. Precisamos está alerta, pois, todos nós estamos sujeitos a ter que conviver com essa realidade. A prudência é fundamental.
A inclusão da pessoa com deficiência também foi pauta nacional quando foi tema da Campanha da Fraternidade, da Igreja Católica em 2006. Hoje podemos dizer que trata-se de um tema ecumênico, suprapartidário, pois respeitar as diferenças e garantir os direitos da pessoa com deficiência está acima de credo, ou qualquer motivo.
No Piauí são 500 mil pessoas que como a personagem Luciana, já enfrentaram o preconceito, precisam de ajuda para suas atividades cotidianas e que vêem a novela das oito “Viver a Vida” com um sentimento diferente. Em todo Brasil segundo IBGE são 24,5 milhões de “Lucianas”. Apesar das estatísticas somente os estados de São Paulo e Piauí contam hoje com secretárias específicas para tratar desse tema. O Piauí conta hoje 26 conselhos municipais. Essa interiorização do trabalho que foi iniciado pela SEID está sensibilizando a sociedade para a causa.