A judoca Sarah Menezes e o seu técnico Expedito Falcão, não chegaram agora à tarde a Teresina, como estava previsto. Sarah não conseguiu embarcar no vôo marcado, que saiu às 9 horas de São Paulo. Embarcou uma hora depois em um vôo com muitas escalas e deve desembarcar em Teresina somente às 23h30.
O mais engraçado é que, segundo o repórter Júnior Araújo, que esteve no aeroporto há poucos minutos, a bagagem de Sarah e Expedito já chegou em Teresina.
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Edmilson
17.08.2008 - 21:59h
Feliz de um povo, cujo um dos orgulhos, chama-se, Sarah Menezes.
Parabéns nossa Et...
Quando cheguei em casa a prova já havia terminado. Eu nem sabia o resultado. Enquanto me preparava para ir pra cama, liguei a TV e lá esta ele, no meio do pódio. Eu nem acreditei! Aumentei o volume da televisão e ouvi o comentário, aquele que tanto esperava: o Brasil ganhou ouro! E justamente com ele, aquele que poucos conhecem, mas que a partir de agora, ou mesmo desde o início da semana, quando ganhou bronze, muitos já vão guardar na lembrança.
Cezar Cielo Filho me emocionou mais uma vez nestas olimpíadas, não somente quando o vi ganhar o ouro, a emoção veio muito antes dele começar a chorar. Dava pra ver no olhar agitado, de um lado pro outro, procurando um conhecido para acenar. Dava pra ver na boca trêmula, que não conseguia nem ao menos sorrir. Dava pra ver ou pelo menos imaginar o que poderia ter passado para estar no lugar onde está. E daí se vê o real sentido de uma medalha, de uma olimpíada. O sentido de vencer. Mas não só vencer adversários e sim vencer desafios, obstáculos.
Superação. Chegar longe, alcançar metas, objetivos. Nem sempre a medalha, ao meu ver, é a coroação principal. Em cada bronze, em cada prata, em cada ouro existe uma história. E em cada passada, braçada, golpe ou jogada também. Pra mim, não só quem faz gol é campeão, merecedor do prêmio. Quem dá o passe também, quem orienta também. Quem chega junto também. São histórias que se misturam num mundo de jogos e disputas onde, na verdade, todos que estão ali já são vencedores. Vocês já pararam pra pensar nisso?
Eu sempre estou me esquivando de me meter em comentários que criticam a falta de medalha aqui, a derrota ali, ou ‘somente bronze’, ‘de novo bronze’. Porque entendo que cada bronze tem o seu significado. Às vezes pra história do esporte de determinado país. Às vezes somente pro atleta, pois é apenas mais uma no meio de tantas em uma delegação. Mas, porra! É uma medalha, tem sua história!
E aqui digo mais. Sarah Menezes não venceu. Foram menos de 2 minutos no tatame. Mas ela também fez história. E não só a dela, ao participar pela primeira vez de uma olimpíada. Fez a história do Piauí, do esporte e do judô piauiense. Concretizou não só o seu sonho, mas o sonho da história do judô piauiense e porque não arriscar em dizer o sonho de toda uma geração de judocas, onde aqui destaco a família Queiroz, a pioneira do esporte no nosso estado. Todos eles um dia sonharam em participar dos jogos. É o sonho de todo aquele que se dispõe em seu atleta.
O 1 minuto e 7 segundos que Sarah passou no tatame significou tanto quanto a medalha de ouro de Cielo, quanto as sete medalhas de ouro de Phelps. Isso mesmo. E eu, fiquei feliz por ver mais uma página de toda esta história. Porque o esporte é isso mesmo. É EMOÇÃO. Seja ela qual for. Emoção de gritar gol, de chutar pro gol. Emoção de fazer um ponto de saque, emoção de rasgar as mãos em barras de ferro tentando fazer a melhor apresentação. Emoção até em ver a pontinha do pé fora da área na coleografia da ginástica artística. Tudo isso é o que move a competição.
Me emociono com tudo. Com quem ganha e com quem perde. Sabe porque? Porque quem perde também tem uma história pra contar. Mas o bom é ver que esta derrota pode ser só o começo de uma nova página da história. Porque enquanto houver esporte e emoção, vou chorar com a medalha e com a derrota. Vou chorar com o choro de quem está lá e conseguiu com suor uma vaga entre os melhores do mundo. Ou melhor, com o choro de quem é um dos melhores do mundo.
Porque enquanto houver esporte e emoção, vou me emocionar ao ver meus pais trocarem a noite pelo dia e acordarem no meio da madrugada para também se emocionarem. Sim, porque, às vezes, quando eu durmo, são eles que estão lá: de pé, prontos para torcer e para chorar! Enquanto houver esporte e emoção, vou ver meu celular tocar no meio da madrugada com a Vivi ligando só pra dividir comigo (que ela sabe que tanto amo o esporte) a mesma alegria que também sentiu ao ver o Cielo ganhar.
Por isso, para quem ainda não entendeu o real sentido de uma olimpíada, comece a tentar enxergar que cada acontecimento dentro dos jogos tem um significado, uma história para se contar!
Em entrevista exclusiva, via e-mail, agora pela manhã, a judoca piauiense Sarah Menezes, que está em São Paulo de folga, falou à nossa reportagem da sua participação nas Olimpíadas de Pequim. O sentimento de dever cumprido, o clima da estréia e a expectativa de rever todos que torceram por ela quando chegar a Teresina, no domingo.
Confiram:
JMN - Qual seu sentimento depois de tudo?
Sarah - "Depois de tudo parei pra pensar e vi que chegar onde cheguei não é nada fácil. Me sinto muito orgulhosa do meu potencial. Acredito que as oportunidades viram mais na frente. Agora é continuar treinando mais e mais e se superar a cada dia que passa.
JMN - Como vc se sentiu estando entre as melhores judocas do mundo?
Sarah - "Me senti muito feliz, fiquei muito alegre me vendo no meio dos melhores do meu país. Representar nossa nação dá gosto.Tenho orgulho de ser brasileira!"
JMN - Quando foi que caiu a ficha de que você estava nas olimpíadas e entre as melhores do mundo, realizando o seu sonho?
Sarah - "A ficha caiu assim que recebi a notícia no começo do ano, da minha classificação para os jogos olímpicos. Realizei a metade do meu sonho. Vou realizar completo quando eu subir naquele belíssimo pódio nos jogos olímpicos, representando meu país e principalmente meu clube, o Judô Expedito Falcão, meus companheiros de treino e meu estado, o Piauí."
JMN - É difícil estar lá pela primeira vez? O que mais incomodou?
Sarah - "É muito difícil, a paneira é muito grande para chegar numa olimpíada. Passamos por várias etapas, muitos treinamentos com o grupo, muitas concetrações, muitos torneios difícies pelo mundo. São quatro anos nessa "brincadeira" para sair um atleta do Brasil todo em uma categoria. O que incomoda muito é largar todos seus amigos, familiares, sua cidade para enfrentar essa conquista. Mas, temos que nos sacrificar na vida para irmos mais longe!"
JMN - E o reconhecimento nacional que você teve na mídia?
Sarah - "Isso foi brilhante. Foi muito bom, mais poderia ter sido bem melhor. Fui a primeira mulher do Estado a conseguir este feito. Sem precisar sair da minha terra e provei que nós somos capazes de conseguir qualquer coisa. Agredito que isso sirva de auto-estima para o nosso povo piauiense!"
JMN - O resumo de tudo, como você está se sentindo e o que espera para a chegada em Teresina?
Sarah - "Estou me sentindo muito feliz, guerreira por ter conquistado todos. Espero encontrar minha familia toda reunida, orgulhosa pelo meu trabalho. Espero também a força de todos os piauienese e das pessoas que me apoiaram na minha trajetoria. Agradeço a compreensão de todos. Muito obrigada!"
JMN - Quais os planos daqui pra frente, competições?
Sarah - "Agora é continuar treinando mais forte ainda e trabalhar para o Mundial Junior que vai acontecer em outubro, na Tailândia, e também o Brasileiro Sênior que vai ser realizado em THE. Aí, quero contar com todos novamente"
JMN - E quais são suas palavras para o povo piauiense que torceu e o pessoal do blog do meionorte.com?
Sarah - "Obrigada à todos pelo contribuição, pelo colaboração que tiveram. Valeu mesmo pela torcida. Na próxima, conto com todos vocês mais uma vez!
Beijos, xauuu!"
Por Erica Maciel Paz
Portal Meio Norte
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ROSELIA
17.08.2008 - 18:10h
SARA VC JÁ É UMA VENCEDORA E NOS FEZ SER VENCEDORES POR ESTARMOS REPRESENTADOS NAS...
A judoca Sarah Menezes desembarcou hoje no Brasil, mas só chega ao Piauí no domingo, dia 17. A piauiense está em São Paulo, na casa de parentes, à espera do técnico Expedito Falcão, que ainda se encontra em Pequim, nos Jogos Olímpicos.
Os dois chegam em Teresina no domingo à tarde e serão recepcionados com uma grande festa organizada pela família de Sarah e amigos.
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francisco soares
15.08.2008 - 19:09h
Qual foi a melho lição de não ter ganhado uma medalha?...
A judoca piauiense Sarah Menezes desembarca hoje no Brasil. Ela chega a São Paulo, onde fica até o dia 17. Durante estes dias Sarah não vai participar de nenhum treinamento específico com a seleção. Estará de férias na casa de parentes.
O seu retorno a Teresina fica confirmado para o dia 17, quando Expedito também voltará dos Jogos Olímpicos.
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Rafael
12.08.2008 - 15:15h
Sarah venha logo, o Piauí lhe espera... não precisa explicação e sim um desabafo d...
Leandro Guilheiro e Ketleyn Quadros. Cada um a sua maneira, os dois judocas inscreveram seus nomes na história do esporte brasileiro nesta segunda-feira. O paulista tornou-se o primeiro judoca a obter duas medalhas seguidas em Jogos Olímpicos na modalidade. Já a brasiliense se transformou na primeira atleta nacional a subir ao pódio olímpico em uma prova individual em todos os tempos.
Por caminhos diferentes, os dois também construíram sua chegada às Olimpíadas de Pequim. O primeiro alcançou a glória em Atenas-2004, mas enfrentou três cirurgias, quatro problemas físicos sérios e não conquistou títulos importantes fora do país. E apontava apenas um responsável. "Sou o culpado pelas lesões. Não por maldade, mas por falta de autoconhecimento. Em todos os treinos, eu passava do meu limite", reconheceu o judoca em entrevista ao UOL Esporte antes de embarcar para Pequim.
A auto-sabotagem tirou o atleta do cenário internacional e poucos confiavam em uma boa performance na China. Na mesma categoria, Ketleyn Quadros ainda buscava seu espaço no judô nacional quando Guilheiro subiu ao pódio em Atenas. Ela chegou à seleção brasileira, mas não conseguia superar Danielle Zangrando, medalhista mundial.
A virada só veio neste ano, quando a brasiliense obteve bons resultados em eventos internacionais e ainda viu a concorrente se machucar. A opção da técnica Rosicléia Campos levou a ex-titular a reclamar que não teve chance de provar que poderia ir às Olimpíadas. Porém, a escolha foi mantida.
Se houve diferenças, em comum os dois medalhistas de bronze levaram a desconfiança que alcançariam bons resultados nesta segunda e também um sorteio desfavorável. A brasiliense teve de enfrentar logo na segunda rodada a holandesa Deborah Gravenstijn, dona de 17 medalhas em etapas da Copa do Mundo. Ketleyn perdeu e teve de enfrentar a espanhola Isabel Fernandez, campeã olímpica em Sydney-2000. A brasiliense ganhou o desafio e, a partir daí, embalou para a inédita conquista.
"Tudo aconteceu muito rápido. Não sei explicar. Quando ganhei, eu não acreditei", disse Ketleyn, que tratou de observar rapidamente duas pessoas que assistiam orgulhosas ao seu triunfo nas arquibancadas: a mãe e a madrinha. "Fiquei só olhando para as pessoas vendo qual a reação delas", resumiu a primeira brasileira com uma medalha em prova individual.
Guilheiro passou um verdadeiro sufoco na estréia e chegou a estar perdendo para o argentino Mariano Bertolotti. A virada só veio no minuto final, quando o atleta nascido em Suzano forçou três punições e ganhou. Porém, na terceira luta, veio o duelo com o sul-coreano Ki Chun Wang, campeão mundial. O brasileiro dificultou a vida do rival, forçou a prorrogação, mas sucumbiu. Assim, teve de enfrentar a repescagem, mas, a exemplo de Atenas-2004, soube manter o equilíbrio emocional para ganhar duas lutas e levar o bronze.
"Passei por tantas dificuldades nesses últimos três, quatro anos, que só participar dessa Olimpíada já era um presente. E recebi essa dádiva que é ganhar a medalha. Mas o fato por si só de estar aqui já é uma dádiva", celebrou o paulista, que comemorou o seu 25º aniversário na China, quatro dias antes de entrar para a história do judô como o único a conseguir duas medalhas consecutivas em Olimpíadas. Até então, apenas Aurélio Miguel fora a dois pódios, mas ele foi ouro em Seul-1988 e bronze em Atlanta-1996.
As medalhas de bronze foram o desfecho para um dia que ainda teve uma arrasadora vitória da seleção feminina de vôlei sobre a Rússia por 3 sets a 0, com incríveis 25-14, 25-14 e 25-16. "Foi a vitória mais fácil que tive na seleção sobre elas. Foi demais", resumiu o técnico José Roberto Guimarães. Um triunfo que foi uma pequena vingança das derrotas sofridas para a mesma adversária na semifinal das Olimpíadas de Atenas-2004 e na decisão do Mundial do Japão-2006.
Os favoritos Ricardo e Emanuel ganharam outra no vôlei de praia, a nadadora Gabriella Silva conquistou o sétimo lugar na final dos 100 m borboleta, e a seleção feminina de handebol empatou com a Hungria, uma das potências mundiais, por 28 a 28. O dia também foi emocionante com uma final notável do revezamento 4 x 100 m livre da natação, em que os EUA melhoraram em 3s59 o recorde mundial, mas ganharam por apenas 0s09 da França e apenas na braçada final de Jason Lezak. Além das duas equipes, outros três quartetos ficaram abaixo da antiga marca.