Saída de Pedro Leopoldino da FMS foi por motivo administrativo
Pedro Leopoldino estava sem poder de decisão dentro da FMS (Foto Divulgação)
No último dia 25 de janeiro a Prefeitura de Teresina confirmou a saída de Pedro Lepoldino da presidência da Fundação Municipal de Saúde - FMS. O motivo seria um problema de saúde do agora ex-presidente. Mas fontes ligadas à FMS confirmaram que, na verdade, dois problemas principais acabaram com a paciência e a vontade de Leopoldino continuar no cargo.
O primeiro deles seria a terceirização de cargos da FMS. Depois de realizar o maior concurso da história da Prefeitura de Teresina -- no qual 75 mil pessoas se inscreveram --, Pedro Leopoldino estaria tendo problemas para convocar os classificados, mesmo depois de demitir centenas de terceirizados. A informação é de que pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores estariam esperando as vagas, ainda num "acordo" costurado pelo senador João Vicente Claudino (PTB) para campanha eleitoral de 2012.
O segundo motivo seria o poder da atual coordenadora de Recursos Humanos da FMS, Anaíde Maria Galisa Alves Soares. Ela é ex-esposa do atual secretário de Governo, Paulo César Vilarinho. Pedro Leopoldino e Anaíde Galisa teriam se desentendido diversas vezes sobre as contratações de servidores e de compras para a FMS, chegando ao ponto de Leopoldino proibir o coordenação de Administração e Finanças, Francisco Batista de Almeida, de assinar ordens de pagamentos e contratos solicitados por Anaíde. Ele então avisou a coordenadora de que ela não trabalharia mais ali enquanto ele fosse o presidente. Alegando que seu cargo não seria indicação dele, Anaíde assegurou que não sairia daquela coordenação.
A Prefeitura tentou contornar o problema. Deu férias para Anaíde enquanto conversava com Leopoldino sobre a ex-mulher do secretário de Governo. O presidente da FMS manteve-se irredutível e depois de reduzir a questão a um simples "ou ela, ou eu", quem saiu foi ele.