Marcos Melo

Saída de Pedro Leopoldino da FMS foi por motivo administrativo

Sexta-Feira, 03 de Fevereiro de 2012 as 08h:23
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Saída de Pedro Leopoldino da FMS foi por motivo administrativo Pedro Leopoldino estava sem poder de decisão dentro da FMS (Foto Divulgação)

No último dia 25 de janeiro a Prefeitura de Teresina confirmou a saída de Pedro Lepoldino da presidência da Fundação Municipal de Saúde - FMS. O motivo seria um problema de saúde do agora ex-presidente. Mas fontes ligadas à FMS confirmaram que, na verdade, dois problemas principais acabaram com a paciência e a vontade de Leopoldino continuar no cargo.

O primeiro deles seria a terceirização de cargos da FMS. Depois de realizar o maior concurso da história da Prefeitura de Teresina -- no qual 75 mil pessoas se inscreveram --, Pedro Leopoldino estaria tendo problemas para convocar os classificados, mesmo depois de demitir centenas de terceirizados. A informação é de que pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores estariam esperando as vagas, ainda num "acordo" costurado pelo senador João Vicente Claudino (PTB) para campanha eleitoral de 2012.

O segundo motivo seria o poder da atual coordenadora de Recursos Humanos da FMS, Anaíde Maria Galisa Alves Soares. Ela é ex-esposa do atual secretário de Governo, Paulo César Vilarinho. Pedro Leopoldino e Anaíde Galisa teriam se desentendido diversas vezes sobre as contratações de servidores e de compras para a FMS, chegando ao ponto de Leopoldino proibir o coordenação de Administração e Finanças, Francisco Batista de Almeida, de assinar ordens de pagamentos e contratos solicitados por Anaíde. Ele então avisou a coordenadora de que ela não trabalharia mais ali enquanto ele fosse o presidente. Alegando que seu cargo não seria indicação dele, Anaíde assegurou que não sairia daquela coordenação.

A Prefeitura tentou contornar o problema. Deu férias para Anaíde enquanto conversava com Leopoldino sobre a ex-mulher do secretário de Governo. O presidente da FMS manteve-se irredutível e depois de reduzir a questão a um simples "ou ela, ou eu", quem saiu foi ele.

Tags: fms, leopoldino, crise

Sesapi muda de fornecedores para não ser explorada

Terça-Feira, 17 de Janeiro de 2012 as 11h:08
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O fogo que consumiu a Secretaria de Saúde do Piauí torrou documentos aos montes. Mas as histórias, essas não tem fogo que as transforme em cinzas.

Reza uma das “lendas” que alguns fornecedores pressionavam a Sesapi a comprar remédios especiais em grande volume. Estas empresas seriam do Nordeste, o que obrigou a atual gestão a buscar fornecedores em outras regiões, como Sul e Sudeste.

Exemplo: a atual gestão fazia o planejamento de comprar 10 caixas de um medicamento. O fornecedor, já acostumado, dizia que só poderia vender se fossem compradas 100 caixas.

Pela natureza urgente dos medicamentos especiais – de uso contínuo por pacientes cardíacos, hepáticos e renais em sua maioria –, no caso de negativa da Sesapi, o fornecedor dizia que estava sem o produto, numa forma de forçar a compra em larga escala.

Secretário que é deputado tem prioridade no avião do Estado

Terça-Feira, 17 de Janeiro de 2012 as 10h:48
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Na hierarquia formal do Estado, abaixo do Governador estão todos os secretários, com igual poder e direitos.

Balela. O que se sabe é que na prática o que existe é uma hierarquia política que, por vezes, deixa a competência de lado. O que vemos é o deputado virando secretário muitas vezes para acomodar outro deputado na Assembléia Legislativa. Normal? Não. É comum; o que não quer dizer que seja “normal”.

Bem, a importância do político na estrutura administrativa é tamanha que, acredite, de acordo com informações passadas a Xeque-Mate, uma determinação informal do Governo Wilson Martins passada aos secretários sem voto (aqueles que não são deputados) garante a prioridade no transporte aéreo oficial do Piauí.

Se for acontecer uma inauguração no interior, por exemplo, e no avião oficial do Governo do Estado houver apenas uma vaga, ela é automaticamente garantida ao secretário que possui mandato eletivo. O que é apenas técnico, bem, este que siga seu caminho de carro.

Petistas não querem oligarquia, diz Sales

Sexta-Feira, 13 de Janeiro de 2012 as 10h:37
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Petistas não querem oligarquia, diz Sales Sales afirma que é hora do PT ter compromisso com seus aliados (Foto Marcos Melo)

Na manhã desta sexta-feira 13 -- note a coincidência! -- o presidente do Diretório Municipal do PT, Sales **, foi entrevistado no Bom Dia Meio Norte. E disparou contra o grupo do ex-governador e atual senador Wellington Dias: "os petistas não querem oligarquia".

As declarações de Sales vão de encontro a vontade do grupo do senador (hoje composto por praticamente todos os petistas ocupantes de cargos eletivos) em lançar a ex-primeira dama e agora deputada estadual Rejane Dias como candidata a prefeita de Teresina.

Para Sales, é hora do PT ceder espaço aos aliados -- neste caso específico, ao PTB, do senador João Vicente Claudino -- para receber o apoio deles em 2014, na campanha para o Governo do Estado.

O presidente do Diretório Municipal disse ainda que desconhece as pesquisas em que se baseiam o senador Wellington e outros deputados para defender a candidatura de Rejane. "O Diretório Municipal de Teresina não tem nem dinheiro para fazer pesquisa. Se alguém fez, pagou do próprio bolso, mas não nos comunicou", ressaltou.

Sales deixou bem claro que o grupo do senador Wellington Dias tem se preocupado muito mais com seus interesses pessoais do que com as perspectyivas do PT e acredita que lançar um candidato ao invés de dar apoio ao atual prefeito Elmano Ferrer pode fortalecer a campanha tucana de retorno ao palácio da Cidade.

Confira na Entrevista!

Tags: sales, pt, teresina

Pré-candidatos de Teresina: "É briga de chinês; tudo igual", diz Heráclito

Terça-Feira, 10 de Janeiro de 2012 as 16h:33
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Pré-candidatos de Teresina: Heráclito diz que de longe, não dá para saber quem é quem entre Elmano, Firmino e Marllos (Foto Marcos Melo)

Ele está sem mandato eletivo há um ano. Continua na barca furada dos Democratas. Mas ainda assim o ex-senador Heráclito Fortes é uma personalidade influente -- e polêmica! -- na política local e nacional.

Nesta segunda-feira ele ofereceu um café da manhã para os jornalistas piauienses e numa entrevista despojada para o Xeque-Mate ele afirmou que Wilson Martins começou a governar numa "terra arrasada" pelo PT, elogiou a presidente Dilma Rousseff do PT, desconfiou da vontade própria e do livre arbítrio dos atuais senadores piauienses e disparou: "até o momento, é briga de chinês, tudo igual" ao falar dos pré-candidatos a prefeito de Teresina.

Veja a entrevista na íntegra!

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