Além do aumento de casos de dengue no Piauí, também houve o crescimento de casos de chikungunya. De acordo com dados do 12° boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí, entre janeiro e março deste ano, foi registrado um aumento de quase 1500% no número de novos casos, em relação ao mesmo período de 2021. Em 2022, já foram registrados 335 casos. No mesmo período de 2021, foram apenas 21 casos. 

A doença é uma infecção viral transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus (os mesmos transmissores da dengue, zika e febre amarela). Segundo a médica reumatologista, Ângela Freitas (CRM 2298), cooperada Unimed Teresina, os principais sintomas são: "febre alta, manchas vermelhas na pele, dores articulares nos pés e mãos, tornozelos e pulsos. Apesar de bem parecidos com a dengue, o que mais chama a atenção é que desde o início, na Chikungunya, as dores são mais articulares. Outra característica é que depois da fase mais aguda, que dura entre três a 14 dias, as dores articulares podem voltar e persistir por meses”, explica.

Reumatologista, Ângela Freitas (CRM 2298), cooperada Unimed Teresina. Foto Dalson Carvalho | FOTO: DivulgaçãoReumatologista, Ângela Freitas (CRM 2298), cooperada Unimed Teresina. Foto Dalson Carvalho | FOTO: Divulgação

Nesses casos há uma evolução para a fase crônica da chikungunya, que pode se prolongar por vários meses. “Nós chamamos de sequelas da doença, os pacientes evoluem com quadro de dor mais persistente nas articulações e os sintomas se assemelham muito a doenças reumáticas. Isso acaba impedindo ou dificultando a retomada das atividades diárias. Para esses pacientes é preciso acompanhamento com reumatologista para controlar o processo inflamatório persistente, principalmente nas mãos e pés”, recomenda a reumatologista.

Tratamento

O tratamento para a fase crônica depende de cada paciente, mas podem incluir medicamentos para artrite reumatoide.

Já para a prevenção da Chikungunya, a médica aconselha muito cuidado com água parada, já que a doença é transmitida por mosquitos. “As recomendações são as mesmas aplicadas à prevenção da dengue. O mosquito adora água parada, precisamos redobrar esse cuidado e eliminar os focos. A responsabilidade é coletiva, tanto do poder público como de cada um”, pontua a profissional.