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Obesidade em pets pode ter fator genético; saiba o que fazer

O excesso de peso reduz a qualidade e a expectativa de vida do animal, além de contribuir com o surgimento de doenças como diabetes, complicações ortopédicas e cardiorrespiratórias.

Assim como os humanos, cães e gatos podem ter tendência à obesidade e esse quadro não deve ser sempre compreendido como culpa do tutor. Isso porque, segundo especialistas, existe a hipótese de que - aproximadamente - 60% do peso corporal (tanto em humanos quanto em animais) esteja relacionado à genética.

O desafio de manter o peso corporal dos animais é diário e, inclusive, o tutor deve resistir à tentação de ceder à "carinha de pidão" do pet.

Recentemente, um painel de debates reuniu profissionais renomados da Medicina Veterinária, incluindo o Professor Alex German, Especialista em obesidade animal, da Universidade de Liverpool, e a Nutricionista de saúde pública Dra. Hilda Mulrooney, da Universidade Kingston. Na mesa redonda, eles discutiram a necessidade dos Médicos-Veterinários e dos tutores de olharem para um cenário além dos estereótipos da obesidade e aumentarem a atenção para fatores que podem influenciar o peso dos pets, como o ambiente, o comportamento e a biologia.

A obesidade, portanto, deve ser tratada como qualquer outra condição de saúde que possui um mecanismo mais complexo e que contempla uma base genética, sem a necessidade do tutor sentir culpa ou qualquer "sentimento de falha" perante o quadro desenvolvido pelo animal.

Cão obeso: há chances de ser genético | FOTO: SghutterstockCão obeso: há chances de ser genético | FOTO: Sghutterstock

É sempre importante lembrar que é responsabilidade do tutor garantir ao pet um estilo de vida, alimentação e um ambiente saudável. Mas a ideia de que a obesidade é o resultado apenas da falta de conhecimento, força de vontade ou falta de amor dos tutores para com seus pets não é verdadeira. As mudanças devem ser feitas sempre com o reforço positivo e com o suporte necessário para manter a qualidade de vida dos gatos e cães, seguindo as orientações do Médico-Veterinário.

Portanto, o "jogo da culpa" não deve existir, independente do papel que a pessoa ocupe na vida do pet. O principal é buscar conhecimento sobre a doença e saber como gerenciar o peso corporal dos pets para ajudá-los a viver o mais saudável possível, para uma vida longa e feliz.

Controle de peso em gatos e cães

Aproximadamente 59% dos cães e 52% dos gatos apresentam sobrepeso ou obesidade, uma das doenças que mais afetam pets atualmente. Fatores como nutrição inadequada, pouca atividade física e predisposição genética contribuem para aumentar os riscos do sobrepeso e obesidade.

O excesso de peso reduz a qualidade e a expectativa de vida do animal, além de contribuir com o surgimento de doenças como diabetes, complicações ortopédicas e cardiorrespiratórias.

Considerando que a obesidade pode ser uma doença primária ou até mesmo surgir como causa secundária, recomenda-se o acompanhamento do Médico-Veterinário.

Obesidade em cães vai além da quantidade de alimento ingerido | FOTO: Matthew Beck_Citrus County ChronicleObesidade em cães vai além da quantidade de alimento ingerido | FOTO: Matthew Beck_Citrus County Chronicle

Então, como controlar o peso do pet?

• Leve o seu pet para uma consulta com um Médico-Veterinário

Fazer check-ups regulares é essencial. O Médico-Veterinário poderá identificar os fatores predisponentes e de risco, e prevenir ou identificar o excesso de peso, assim como indicar soluções específicas para o caso individual do pet.

• Atividade física ajuda na prevenção e perda de peso

Exercícios físicos regulares e adequados são fundamentais para o bem-estar do pet. Os tutores de cães podem levá-los para praticar exercícios externos, como caminhadas ou corridas de curta distância. Já no caso de gatos, podem estimulá-los com brincadeiras que promovam a atividade do animal, como varinhas, bolinhas e enriquecimento ambiental. Além dos benefícios físicos em si, isso fortalece o vínculo com o pet. Para animais com excesso de peso, a intensidade e duração da atividade física deve ser sempre recomendada e acompanhada pelo Médico-Veterinário.

• A alimentação faz toda a diferença

Oferecer ao pet uma alimentação adequada, na quantidade certa, é extremamente importante. Isso vai garantir o balanço ideal de calorias e nutrientes para o pet.

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