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"Eu e o Ieldyson aprendemos a nos respeitar", declara Silas Freire

O entrevistado dessa semana do programa Baphon foi o apresentador Silas Freire. Com 48 anos e 31 dedicado a comunicação, Silas é conhecido por colecionar polêmicas e possui bastantes admiradores no Estado. Atualmente o profissional comanda o programa Ronda Nacional, às 11h30, na TV Meio Norte.

- Como foi a sua descoberta para o mundo da televisão? 

Eu comecei no rádio esportivo sendo plantonista esportivo, depois comecei a narrar futebol no rádio e fui alçado na televisão, na TV Meio Norte, iniciei como repórter policial onde eu imitava o Gil Gomes. Nós montamos uma estratégia de que se eu fosse um repórter comum não ia aparecer. A turma começou a dizer que eu era ridículo, só que era ridículo mas eles me viam, aos poucos fui tirando o Gil Gomes e deixando o Silas. 

- Você acha que ainda hoje a sua voz, a sua forma de se comunicar é um pouco do Gil Gomes? 

Ficou alguma coisa do início, ele era um grande comunicador, fazia o rádio e televisão como ninguém e o Silas é uma junção do que é bom, junção também do Eudes Pereira, um grande ícone da televisão. Não tem nada demais, você tem que ter o seu estilo, você não pode ser a cópia de ninguém, o que é bom é para se inspirar, o que eu achei bom nos apresentadores eu me inspirei.

Crédito: Portal Meio Norte

- Como você avalia a comunicação piauiense? 

É inovadora, o Sistema Meio Norte teve uma grande participação nisso, inovou. Você ter uma televisão de rede com programação 24 horas não é brincadeira. O jornalista do Piauí andava de ônibus e teve uma nova fase que foi quando nós fizemos sucesso do Ronda na década de 90.

- Em que momento da sua vida você percebeu que tinha vocação para política?

Quando comecei a fazer programas populares em 1994, você começa a ter uma exigência do povo, recebe na porta da televisão algumas demandas, aí você começa a se revoltar. Minha família na semana passada foi assaltada com revólver na cabeça, eu cuido dos meus filhos mas não ajudo a cuidar do filho dos outros, os meus filhos um dia vão encontrar com os filhos dos outros, pode ser que meu filho esteja no carro e eles com uma arma na cintura porque não tiveram oportunidade. Eu não defendo bandido, mas tem muita vítima da sociedade que se tornou bandido. Quando eu entrei na política é porque eu queria fazer alguma coisa pelo filho dos outros, eu fiz e eles ainda encontraram com os meus agora. A gente cuida quando a gente se dedica, quando desaparece o dinheiro da merenda escolar, quando a escola fecha, eu não sou político eu não sei ganhar eleição, eu só ganhava eleição quando era de graça, agora é paga e fica difícil. 

- Você foi bastante comentado ultimamente por conta da camisa do Flamengo que você vestiu na segunda-feira ao vivo na TV Jornal Meio Norte. Como foi a sensação?

Olha, foi difícil, uma torcedora disse que não fazia esse tipo de aposta, aí começou um monte de comentário. Eu aceitei o desafio porque o futebol você tem que ser rival e não inimigo, eu não consigo torcer pelo Flamengo, não dá, até para eu torcer pelo River Plate não foi fácil também porque argentino é bicho chato, mas eu ainda torci por eles por causa do Flamengo.

- Você viaja muito? 

Já viajei, hoje eu estou mais parado.

- Muitas pessoas comentam que tem medo de você. Você acha que causa medo? 

Quem tem medo do Silas é porque tem medo da vida. Eu sou extrovertido, eu defendo as minhas bandeiras independentemente do pensamento dos outros, respeito todo mundo como ser humano, sou cristão praticante embora seja pecador e no Cristianismo eu aprendi que a gente precisa gostar de todos como irmãos, mas eu não sou obrigado a seguir os outros, eu sou obrigado a não desejar mal a ele, tentar ficar feliz com a felicidade dos outros e isso não é fácil. Essa nossa humanidade é tão egoísta que se o Ítalo chegar aqui com o carro novo a gente já sente inveja, nós temos que nos preparar para isso, estou amadurecendo e estou me preparando, levo a vida na alegria, aprendi com vários pensadores que você tem que deixar uma reserva para o sonho e uma para brincadeira, se você não deixa isso na mente vem a depressão. Pode ter gente que tenha medo das minhas tiradas, do meu jeito sátiro de ser.

Crédito: Portal Meio Norte

- Um assunto que não poderia deixar de ser tocado. Existe rivalidade com o apresentador Ieldyson Vasconcelos? 

Existiu, não existe mais, isso foi outra coisa que a humanidade criou. Eu voltei para a televisão em 2003 depois que os donos das TV’s resolveram me dar uma geladeira já que eu fui deputado estadual e não me reelegi. Aí me deram uma nova oportunidade e fui para o Bom Dia Meio Norte em 2004. Eu prometi que não ia ser mais candidato, que ia largar a política, de repente dois deputados que estavam na minha frente na suplência se elegeram prefeitos em seus municípios e a vaga veio para mim de graça. Eu tive que assumir a vaga e fui candidato em 2006, aí trouxeram o Ieldyson de Parnaíba que eu não conhecia, nunca tinha visto na minha vida. Quando eu voltei da política, que não me elegi, ele ficou no Bom Dia Meio Norte e fez por merecer. Eu fiquei em um programa no final da tarde que se chamava Voz do Povo, aí começaram as intrigas, disseram que ele falava de mim, dizendo que eu estava velho. De fato começou esse acirramento sem a gente nunca nem ter conversado, nós começamos a disputar confraternizações no final do ano, quem fazia a melhor, quem dava mais presente, aí botaram a gente para brigar e nós caímos nessa. Passada a eleição agora que eu voltei para televisão eu disse que ia acabar com o faturamento de todos e ia fazer as pazes com o Ieldyson, falei no ar que tinha acabado a briga e hoje nós nos conhecemos muito pouco ainda, mas nos respeitamos.

- Um vídeo seu circulou no Brasil inteiro como meme, que foi quando seu dente caiu no ar, no meio do programa ao vivo. O que aconteceu naquele dia? 

Eu ia colocar um implante sou teimoso, não atendi o dentista. Eu almocei naquele dia, a provisória da peca do implante amoleceu, liguei para o dentista e ele disse para eu não fazer o programa, eu disse que tinha que fazer, fiz e caiu. Disseram até que foi o Ieldyson que mandou o vídeo para a Band e viralizou, mas depois descobri que foi um produtor.


- Existe rivalidade com o Amadeu Campos? 

Essa história quem inventou foi o Amadeu, nós nunca tivemos rivalidade, nunca disputei com ele. O Amadeu quando foi candidato a prefeito veio com essa história, eu até estranhei. Inclusive quando ele sofreu o acidente eu fui lá. Na última vez quando ele foi candidato eu era presidente municipal do meu partido e a ala do meu partido não queria votar nele, aí eu falei que eles não queriam votar, mas eu nunca competi com ele. O programa Agora de 2007 até 2009 apanhou para o Amadeu, nos fazíamos o Agora só para político, quando eu comecei a fazer o programa para o povo, aí acabou Amadeu.

- Você toparia ser padrinho de um casamento gay?

Não. Eu vou continuar amando os dois como seres humanos, hoje a pessoa que eu mais admiro na igreja católica é o Papa Francisco, ele é o mais inteligente, apesar de ser argentino, porque ele quebrou muitos paradigmas dizendo que nós devemos amar as pessoas. Agora eu não concordo, casamento foi feito para homem e mulher, mas essa é minha concepção, eu não vou me tornar inimigo, nem odiar as pessoas, tenho que ver as pessoas como seres humanos, claro depois vem o seu comportamento. Mas não iria nem como convidado, imagine como padrinho.

- E as eleições desse ano? Você vai disputar? 

Eu estou a disposição do meu partido para ser prefeito, estou colocando meu nome. Posso ter perdido o voto dos gays com essa declaração, mas eu garanto que vou trabalhar para que respeitem os gays, para que respeitem a vida deles.

- Qual a importância da família para você? 

Tudo, tenho um filho que é do meu primeiro casamento e tenho três homens do meu casamento com a Karita. A família é muito importante, eu mesmo já andei e foi muito na Beth Cuscuz, mas depois da minha segunda família eu fiquei mais caseiro, ainda sou muito cabeça dura, mas aprendi alguns valores.


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