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Ex-editor executivo de tabloide é preso em Londres

Ex-editor executivo de tabloide é preso em Londres

Ex-editor executivo de tabloide é preso em Londres
Ex-editor executivo de tabloide é preso em Londres | arquivo internete

O ex-editor executivo do "News of the World" Neil Wallis foi preso hoje em Londres por ligação com o escândalo das escutas telefônicas.

O porta-voz da Scotland Yard divulgou que um homem de 60 anos havia sido preso em Londres hoje. A BBC e o "Guardian" informaram que o homem era Wallis.

O ex-editor foi levado à polícia para prestar depoimento.

Wallis, preso na sua casa em Londres, trabalhou como editor adjunto do tabloide em 2003 junto com o ex-diretor Andy Coulson antes de ser nomeado diretor executivo em 2007.

Ao todo, nove pessoas já foram detidas pelo caso. Entre elas está o ex-diretor do dominical Andy Coulson, antigo chefe de imprensa do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron. Coulson foi detido na última sexta-feira (8), mas acabou posto em liberdade até outubro após pagar fiança.

Há suspeita de que Coulson tenha incentivado seus jornalistas a fazer essas escutas, o que ele nega. Há suspeita de que ele também tenha autorizado pagamentos de policiais em troca de informações.

Coulson foi diretor do "News of the World" entre 2003 e 2007, quando os casos de escutas telefônicas ilegais tiveram início. Ele pediu demissão do jornal após o jornalista Clive Goodman e o detetive Glenn Mulcaire terem sido presos por terem admitido interceptar mensagens em telefones da família real britânica.

O Partido Conservador, liderado por Cameron, contratou Coulson como diretor de Comunicações em maio de 2007, mesmo após as denúncias de grampo contra funcionários da família real. Em 2009, ele tornou-se diretor de comunicações do premiê Cameron, cargo ao qual renunciou em janeiro deste ano.

ESCÂNDALO

O "News of The World" pertencia ao grupo News Corporation (News Corp.), um dos maiores conglomerados mundiais de mídia, pertencente a Rupert Murdoch.

Há anos há denúncias e relatos de que repórteres do tabloide acessaram ilegalmente mensagens de telefones de políticos, celebridades e membros da família real para obter informações exclusivas.

Nas últimas semanas, o escândalo ganhou novas proporções com denúncias de que vítimas de crimes e até familiares de soldados mortos nas guerras do Afeganistão e Iraque foram grampeados. Há ainda relatos de que o tabloide teria pago propina a policiais por informações.

A polícia acredita que até 4.000 pessoas tiveram seus telefones grampeados.

O tabloide era o jornal mais vendido aos domingos no Reino Unido, com uma circulação média de quase 2,8 milhões de exemplares. Sua última edição, com o título "Obrigado e Adeus", circulou no domingo passado (10), após decisão de Murdoch de fechar a publicação de 168 anos.

O escândalo também teve repercussão nos negócios de Murdoch. Ele se viu obrigado a retirar a oferta de adquirir a totalidade das ações do canal pago BSkyB, da qual já possui 39%.


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