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O 7X1 e a final do mundial

Por Denis Constantino

Demorei um pouco a escrever sobre a final do Mundial de Clubes porque análise é mais ampla. Eu decidi falar sobre a final da competição buscando uma trajetória que começa em 2014. É estranho, mas vai fazer sentido. O Brasil sempre imaginou que tivesse o melhor futebol do mundo. O que não era demérito porque durante muito tempo, o país conseguiu praticar o futebol que unia o talento e resultado. No entanto, o problema foi o pensamento do “sempre”. É óbvio que essa imaginação não foi à toa. 

O futebol mundial se alimentou das nossas estrelas e aqui eu posso citar Pelé, Garrincha, Zico, Rivaldo, Romário, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Marcelo, Neymar e tantos outros. Todavia, para muitos torcedores e dirigentes, a ficha ainda não caiu que paramos no tempo. Mesmo com o 7x1 para Alemanha dentro dos nossos domínios, em 2014, não tiramos um tempo para se reinventar ou discutir a forma de se fazer futebol por aqui. 

Buscamos um formato de jogo retranqueiro que foi aplicado e prevaleceu até bem pouco tempo nas nossas terrinhas. Esse formato até deu títulos importantes para os times paulistas, em especial, o Corinthians, que fez isso com muita maestria nas mãos de Mano Menezes, Tite, e Carille. 

Esse último, apesar do título de 2017 e da trajetória vitoriosa nas suas duas passagens, teve que ver a torcida protestando na porta do CT Joaquim Grava e clamando por uma mudança no formato de jogo. Após esse período de títulos, mas de futebol pouco eficiente e sem encantos, ensaiamos uma mudança através da safra dos interinos com Zé Ricardo, Jair Ventura, Roger Machado e outros. O que não deu certo. Os dirigentes não tiveram coragem de bancar esses nomes que apresentavam ideias novas. A mudança poderia levar tempo e isso cobraria o preço da paciência da torcida. 

Em 2019, tivemos que ser colonizados novamente por Portugal. Por mais doloroso e difícil que possa admitir, mas tivemos que aprender novamente a jogar o futebol unindo beleza e resultado, através das mãos de Jorge Jesus. Citei o técnico português porque devolveu ao Flamengo um patamar que é dele pela dimensão que tem através dos títulos do Brasileirão, Libertadores e chegou a final do Mundial de Clubes. Mas posso citar o Santos de Sampaoli, sem nenhum problema. 

Crédito: Gilvan de Souza/Agência O Dia

Fez muito com as poucas peças que tinha no elenco. Mas há uma luz no fim do túnel para o Brasil voltar a ocupar seu lugar de direito. Apesar “ainda” da disparidade técnica e financeira, a final do Mundial provou que dá, que o Brasil pode, se assim desejar mudar um pouco de mentalidade. O Flamengo diminuiu um pouco a régua para os times europeus. Mostrou que é possível, mesmo o futebol praticado por aqui ainda tendo tanta coisa para aprender. É óbvio que o Liverpool tá bem distante em qualidade para todos os times que temos, no entanto, o Flamengo através do formato de jogo agressivo e praticado pelo técnico português, conseguiu apresentar um bom futebol na competição. Foi um jogo interessante de se ver, e que, apesar da derrota, deixa um legado e uma reflexão nos dirigentes que ainda possuem um pensamento retrógrado.

Crédito: Divulgação/Twitter Liverpool

Além dessa reflexão, destacamos a humildade na matéria-prima que temos por aqui. Estou falando dos técnicos. Se os caras insistirem em jogar pedras na evolução do futebol, eles vão ficar pra trás. As duas boas notícias que temos é que Jorge Jesus vai permanecer por aqui neste ano e pode aumentar a disparidade para os técnicos que insistirem em não estudar e para os clubes que desejam permanecer no ostracismo. 

A outra é que alguns outros dirigentes perceberam que já chega de ficar rodando em círculos e resolveram investir nessa nova era do nosso futebol, trazendo ideias novas através do Coudet no Internacional, Augusto Inácio no Avaí, Jesualdo Ferreira no Santos e Dudamel no Atlético-MG. É importante destacar que nem tudo pode ser jogado na lata de lixo. Rogério Ceni tá aí para mostrar que é uma exceção e que os profissionais podem retomar seu posto se assim quiserem retomar a hegemonia do futebol e exorcizar a imagem do Mineraço.

Crédito: Atta Kenare/AFP


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