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O que fazer com os Estaduais?

Por Marcos Monturil

A primeira rodada do Campeonato Carioca 2020 foi emblemática! Pra não dizer melancólica! Um Flamengo que já dava de ombros pro estadual, antes mesmo de surfar na onda da boa fase e agora deve abandonar de vez o torneio. Um Botafogo, que já é sofrível com time titular, imagina com reservas. Vasco e Fluminense que, mesmo levando o estadual a sério, são caóticos demais para impor respeito. Ou seja, o Campeonato Carioca começou já com cara de fim de festa…

Uso o exemplo do Rio, mas na verdade minha crítica é ao formato atual de campeonatos estaduais, cada vez mais esvaziados e pouco atrativos. Baixa audiência, nível técnico fraco e um crescente desinteresse do torcedor. Tem jeito a dar? É pra acabar? Sinceramente, acho que existe um meio termo…

Se você é saudosista, apegado demais a tradições do passado, melhor parar de ler esse texto. Sim, porque o que ontem era divertido, hoje pode não ser mais. Em tempos de calendário mais escasso, os estaduais cumpriram sua missão, servindo de tempero para apimentar rivalidades locais, consolidando o futebol nacional. Mas a realidade hoje é outra. A rivalidade regional não depende mais tanto dos estaduais pra sobreviver.

Não estou generalizando! Acho que para os pequenos e médios centros, os estaduais são vitais. O futebol piauiense, por exemplo, gira em torno do Estadual. Com a pouca representatividade dos nossos times em âmbito nacional, o torneio local acaba sendo a principal referência dos nossos clubes. Isso vale também para centro de médio porte, em que os times já conquistam feitos fora, mas ainda há predomínio das conquistas locais.

Mas para o maiores redutos, como Rio, São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul, já não vejo lógica no formato atual. Os estaduais desses lugares parecem mais uma obrigação protocolar, do que uma atração de verdade.

Crédito: Eduardo Rodrigues

E o que fazer? Eu, não acabaria totalmente com os estaduais nesses grandes centros. Mas reduziria sua ação a um “Torneio Início de Pré temporada”! Calma, eu explico e vou usar o Carioca como exemplo. 

Começa o estadual só com os pequenos. Os Cabofrienses e Olarias da vida. Enquanto isso, os quatro grandes estarão em uma pré temporada mais vitaminada. Com a chance até de poder disputar torneio internacionais, fazer intercâmbio com grandes times do mundo. Os nanicos, jogando entre si, definiriam quais os quatro melhores entre eles. E só então os grandes entrariam na disputa, em um confronto dos quatro maiores contra os quatro que vieram da seletiva dos menores. Tudo em formato de mata mata, em que provavelmente os gigantes venceriam e fariam a esperada fase final, só com time de camisa.

Crédito: Emilio Botta

O que teríamos com isso? Uma pré temporada bem feita, um estadual menor, com mais folga no calendário para outras competições. E os grandes entrando em campo só na hora que realmente interessa, sem perder tempo com jogos chatos de fases preliminares.

Sou um gênio? Essa é a fórmula perfeita? Não, mas é uma alternativa. Não dá é pra ficar como está. Os times fingindo que jogam, a imprensa fingindo que tem um produto bom pra vender e a torcida fingindo que se interessa...


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