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Afinal, o poder financeiro dos clubes afeta a competitividade?

Afinal, o poder financeiro dos clubes afeta a competitividade?
FOTO: Rodrigo Capelo/Infografia |

Muito se discuti nos últimos anos sobre o poder financeiro de alguns clubes, de como isso afeta a competitividade do futebol, e se existem regras para inibir a ação dessas instituições relacionadas a contratações milionárias e elencos estrelados. Alguns citam o Fair Play financeiro como forma de fiscalizar tais iniciativas, outros dizem que ser campeão é mais importante.

O futebol brasileiro passa por um momento de crise e reestruturação. Contudo, alguns clubes tem uma situação privilegiada, o Flamengo, por exemplo, já gastou R$ 190 milhões só com reforços em 2019. A equipe carioca teve um investimento proporcional a clubes importantes da Europa, entre eles Lyon e Porto. Até dezembro de 2018 o Palmeiras já havia gasto 64 milhões em reforços para esse ano. Em contrapartida, Grêmio e Inter investiram até março de 2019, 6 e 2, 5 milhões de reais, respectivamente. Na primeira divisão de 2017, o clube de maior receita (Flamengo) faturou 14 vezes mais que o de menor arrecadação (Atlético-GO). Tanto na J-League (liga japonesa) quanto na MLS (liga dos Estados Unidos), a diferença entre o time mais rico e o mais pobre é de cinco vezes (BREILLER PIRES, 2018).

Em 2018, Flamengo e Corinthians receberam de cotas de TV, o valor de 170 milhões de reais cada um, Paraná, América-MG e Ceará, 28 milhões cada. No novo modelo de divisão de cotas (iniciado em 2019), essas diferenças podem se tornar ainda maiores pois, os clubes que mais arrecadam podem ganhar até 10 vezes mais do que os clubes menores. Na Inglaterra, a diferença entre o que mais recebe e o que menos recebe é de 1,6 vezes. Na Alemanha é ainda menor, 1,3 vezes. A nova divisão de cotas no Brasil vende uma ideia mentirosa de igualdade.

Palmeiras campeão brasileiro de 2018, um dos times com maiores investimentos da América do Sul. Foto: Eduardo Carmim/Photo Premium/Folhapress 

 “O fair play financeiro faz parte de um projeto maior, que é o da luta pela transparência no futebol, bem como pela promoção da competitividade esportiva. Por isso é necessário rever mecanismos de fiscalização e discutir a eficácia das normas em vigor”, diz Paulo Reis Mourão, professor de economia da Universidade do Minho, de Portugal, e autor de estudos sobre finanças dos clubes europeus. O aumento da competitividade é bom para a sustentabilidade de cada clube e de cada liga. Campeonatos desequilibrados têm grande dificuldade em manter a estrutura (MOURÃO, 2018). Seus estudos apontam que torneios mais equilibrados e sem monopolização, são mais lucrativos e tem um envolvimento maior dos torcedores.

A UEFA pretende em um futuro próximo implantar o “fair play 2.0”, que seria uma nova roupagem do modelo que está em vigor atualmente. Nessa nova versão existe a proposta de uma limitação de gastos com salários de jogadores, e contratações dos mesmos. “Precisamos proteger a competitividade e o futebol. Há uma concentração excessiva de craques em poucos times, e isso tem de acabar. ” Afirma Aleksander Ceferin, presidente da UEFA.

As questões financeiras refletem diretamente no nível de competitividade dos campeonatos, e no Brasil, isso não é diferente. Porém, a cada ano que passa o abismo entre os clubes que mais arrecadam, em relação aos times médios e pequenos, só aumenta. Isso ajuda a reforçar a ideia de alguns estudiosos que afirmam que o futebol brasileiro caminha para uma “espanholização futebolística”, ou seja, o monopólio do futebol brasileiro na mão de 2 ou 3 clubes. Para se evitar esse fenômeno que esta em percurso, deve-se buscar iniciativas de controle fical com maior rigidez, evitando clubes de gastar além do seu orçamento, e incentivar o crescimento coletivo dos mesmos, não apenas de alguns especificamente, para com isso termos uma disparidade técnica e estrutural  menos desproporcional. 

THIAGO DE MORAIS 

REVISADO POR FRANCISCO BORGES


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