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"Uma grande cruz dos tempos de hoje", diz Dom Francisco sobre pandemia

A dor e o sofrimento impostos pelo vírus e as suas consequências são cruzes que a humanidade é obrigado a carregar para a sua própria transformação, disse o bispo.

"Uma grande cruz dos tempos de hoje", diz Dom Francisco sobre pandemia
Dom Francisco de Assis | Ryan Andrade

A celebração da Paixão de Cristo na catedral de Santo Antonio, presidida pelo bispo diocesano de Campo Maior Dom Francisco de Assis, aconteceu a portas fechadas em razão da pandemia de coronavírus. A sexta-feira da Paixão marca a morte de Jesus após ter sido flagelado e crucificado no Calvário. As redes sociais da paróquia de Santo Antonio e a rádio FM Meio Norte de Campo Maior fizeram uma transmissão simultânea ao vivo da celebração.

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Sobre o significado da sexta-feira santa para os cristão, Dom Francisco disse que o amor de Deus triunfou sobre a morte e o pecado na cruz: "Este é o dia do mistério do amor, o dia do sacramento do amor, dado a partir da cruz, sacramento de salvação. A sexta-feira santa nos faz ver até onde vai o amor de Deus. Se o pecado tem tanta força a ponto de levar a morte, o amor de Deus é quem vence a ponto de o próprio Deus nos ter nos dado o seu filho", disse.

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Dom Francisco também criticiou as exigências que o mercado impõe aos trabalhadores fazendo deles máquinas para atingir um único objetivo, o lucro: "Quantos sinais da morte, do nosso pecado, quanto sofrimento, nós os filhos de Deus impomos aos nossos irmãos e irmãs? Nós estamos vivendo uma crise mundial como nunca vista em nossa geração: a pandemia por conta de um novo vírus, e muitas vozes ainda dizem que precisamos salvar o mercado, abrir o comércio, salvar os empregos. Tudo isso a custa de quê? Do capitalismo selvagem que quer que homens sejam máquinas de produção", destacou.

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Dom Francisco também classificou a pandemia de coronavírus como uma grande cruz dos tempos de hoje, a qual somos convidados a carregá-la, com a certeza de que sairemos da crise muito melhores: "A sexta-feira santa de 2020 traz sérios questionamentos. Não interessa perguntar de onde veio o vírus, importam as consequências. Eu creio que depois desta crise mundial, sanitária e de saude pública, é preciso que nós homens saiamos muito melhores. É a mesma preocupação do papa Francisco que diz ser preciso nos refazer e perguntar a igreja como recomeçar. Se depois da tempestade vem a bonança, o que podemos esperar? Depois da angústia, do sofrimento, da morte, daz cruzes do tempo de hoje", questionou.

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O bispo encerrou a sua mensagem afirmando que não há graça que não passe pela cruz e que o sofrimento gerado por ela é necessário para a transformação da humanidade: "O trono da graça na sexta-feira santa é a cruz. Nos aproximemos com confiança do trono para conseguirmos misericórdia e alcançarmos auxílio no momento oportuno. Não existe caminho de santidade, de vida plena, que não passe pela cruz. A nossa força está na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. A nossa missão só tem sentido a partir da cruz de Cristo". finalizou.

Texto e fotos: Ryan Andrade

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