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Isabel Cardoso

Anna Muylaert volta ao Festival de Berlim com o filme Mãe Só Há Uma

Filme dirigido pela cineasta brasileira Anna Muylaert participa da seção Panorama, que será realizado no período de 11 a 21 de fevereiro

Anna Muylaert volta ao Festival de Berlim com o filme Mãe Só Há Uma
Cineasta Anna Muylaert | Gleeson Paulino

A diretora Anna Muylaert volta ao Festival de Berlim para mostrar o seu mais recente longa-metragem, 'Mãe só há uma', estrelado pelos atores Matheus Nachtergaele, Dani Nefussi e Naomi Nero. O filme está na programação do Festival de Berlim, na seção Panorama, que será realizado no período de 11 a 21 de fevereiro.

No ano passado, a cineasta ganhou o prêmio do público de melhor ficção da seção Panorama de Berlim, com o filme Que Horas Ela Volta?, premiado também em Sundance e sucesso de público e crítica em vários países.

“Mãe só há uma” é livremente inspirado na história de um adolescente que vai para sua família biológica após sua suposta mãe ser presa por sequestro de bebês em maternidades. O filme acompanha a transição do jovem ao seu novo ambiente e à sua nova identidade.

No elenco, estão dois fundadores do teatro da vertigem, Matheus Nachtergaele, como o pai do adolescente, e Dani Nefussi, interpretando as duas mães do protagonista, vivido pelo jovem ator Naomi Nero.

Produzido pela África Filmes e Dezenove Som e Imagens, o filme rodado na cidade de São paulo é inspirado em um fato real: adolescente tenta se identificar em nova família após a prisão de sua mãe de criação.

Em entrevista ao Jornal Meio Norte, direto da Alemanha, Anna Muylaert diz que “Mãe Só Há Uma” é um filme sobre identidade. “O que você é se você descobrir que nada do que tem era realmente seu?”, questiona a cineasta, enfatizando que as duas famílias, tanto a biológica quanto a adotiva simbolizam a família da infância que ama incondicionalmente e quando a criança vira adolescente e começa a diferenciar-se, começam as restrições.

Segundo a diretora, “Mãe Só Há Uma” é completamente diferente de “Que Horas Ela Volta”. “Embora os dois falem de indivíduos tentando existir num contexto que espera dekes algo que eles não são - em que horas? A questão social era o centro e aqui não”, explica.

Para o Festival de Berlim, Anna acredita que os outros possam ter expectativas com relação ao seu trabalho. “Mas eu sei que este novo filme é uma quebra de expectativa em relação ao anterior. Que Horas? É um filme maduro, o meu filme mais maduro e aqui é um retorno à juventude, uma vontade de voltar a experimentar e aprender”, afirma.

Com um orçamento de R$ 1.800.000,00 considerado baixo no mercado audiovisual, a cineasta relata que para se fazer um bom filme, só precisa ter boas ideias, equipes e, principalmente, a vontade de dizer algo minimamente importante.

Na etapa de criação, Anna trabalha com liberdade e não cria personagens para atores específicos. “Prefiro trabalhar apenas com o imaginário antes de pensar no concreto”, comenta, afirmando que um dos critérios que interfere na escolha do elenco é que os atores sejam criativos e tenham capacidade de contribuir e surpreender.

Além das premiações no Festival de Berlim, Anna tem razões para seguir em frente, pois seus filmes foram muito bem recebidos pelo público brasileiro. O “que horas ela volta?” quebrou todos os recordes.

Com boas histórias e produções, a cineasta já pesquisa o novo roteiro. “Uma história que - ainda não sei qual - nos ajude a desnaturalizar práticas machistas que de tão pequenas nem percebemos que estão no nosso cotidiano”, diz, enfatizando que depois de prêmios em festival internacional ainda não procurou incentivos e patrocínios. Mas de uma coisa ela afirma com muita categoria: “Tudo é difícil, mas lidar com o autoritarismo e o machismo sem dúvida é o mais triste e doloroso pra mim”, garante.






Ficha técnica



ELENCO: Naomi Nero, Dani Nefussi, Matheus Nachtergaele, Daniel Botelho, Luciana Paes, Helena Albergaria, Rene Guerra, Luciano Bortoluzzi e Laís Dias.



ROTEIRO E DIREÇÃO: Anna Muylaert



PRODUÇÃO: Sara Silveira, Maria Ionescu e Anna Muylaert


COLABORAÇÃO DE ROTEIRO: Marcelo Caetano


DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: Bárbara Alvarez


DIREÇÃO DE ARTE: Thales Junqueira


MONTAGEM: Hélio Vilela Nunes e Anna Muylaert


TRILHA SONORA ORIGINAL: Maravilha 8/ Bernard Ceppas



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