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Bailarina carioca ministra curso e diz que Piauí não tem preconceito com a dança

Bailarina carioca ministra curso e diz que Piauí não tem preconceito com a dança

Bailarina carioca ministra curso e diz que Piauí não tem preconceito com a dança
Liana Vasconcelos | Marilza Oliveira

A carioca Liana Vasconcelos esteve em Teresina, recentemente, a convite da Escola de Ballet Helly Batista. Ela veio ao Piauí dar um curso de técnica clássica para turmas de intermediário e avançado, além de preparar os finalistas Anne Juliet e Júlio Carlos que participam, em abril, do Youth America Grand Prix, em Nova Iorque.

Os dois terão pela frente concorrentes de vários países e disputarão vagas nas principais escolas de balé que estão localizadas nas cidades americanas. E para conseguir passar por toda essa seletiva é preciso mais que talento, é necessário dedicação e muito treino.

Liana,que acompanhou de perto o empenho da dupla, garante que eles estão preparados para o que vem pela frente.?São dois supertalentos e estão muito preparados. Mesmo o corpo do brasileiro sendo diferente do padrão para o balé, eles não ficam atrás em técnica e os meninos têm chance de serem selecionados?, comenta.

Ela, que aos três anos de idade já fazia balé, aos doze foi para o Teatro Municipal do Rio de Janeiro e foi no clássico que descobriu sua vocação. Hoje, com mais de 20 anos de dança, sabe o quanto é importante sonhar num mundo cheio de tantos obstáculos.

Formada como Bailarina Clássica pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa (Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro) no ano de 2008, traz no currículo também o ballet moderno pela Escola Ballet Contemporâneo e sapateado pela Corpus Escola de Dança, no ano de 2005. Como toda profissional, conhece as dificuldades de viver da dança no Brasil, principalmente quando se leva em consideração que é um trabalho que exige muita dedicação e é pouco recompensado. ?Não é uma coisa mecânica. Você não lida só com a técnica?, diz.

Em Teresina, Liana se mostrou surpresa com a quantidade de meninos fazendo balé, o que mostra uma mudança positiva em relação aos outros estados brasileiros, principalmente aos grandes centros, como Rio de Janeiro e São Paulo, onde as salas de dança são dominadas por mulheres. O preconceito é o principal obstáculo e é o que vem atrapalhando, afinal muitos meninos talentosos deixam de fazer balé porque a sociedade ainda é bastante machista e coloca a dança como uma prática feminina. ?A coisa está melhorando, mas ainda existe um preconceito muito grande. Uma visão muito fechada?, ressalta.

Segundo ela, a busca pelo domínio do corpo é o mesmo, mas existem diferenças na anatomia de meninos e meninas que se refletem nos movimentos do balé. ?A menina busca mais a leveza, a elasticidade. O menino é mais o vigor, técnica, é o salto, o giro, tudo isso conta mais para eles?.

A bailarina ficou impressionada com o que viu no Piauí. A determinação de alunos que se dedicam incansavelmente ao balé. O físico é um aspecto que conta entre os piauienses, que têm um corpo propício ao estilo. ?São bem alongados e isso faz uma diferença?, diz.

No Rio de Janeiro, onde existe uma escola oficial de balé, a procura é muito grande. Todos os anos há uma seletiva e candidatos de todo o país, em especial, do Rio de Janeiro, disputam um vaga na escola, que já formou grandes talentos da dança. Eles recebem certificado de conclusão expedido pelo Ministério da Educação.

?Seria muito bom se em todo estado tivesse uma iniciativa como esta. No entanto, também fico pensando que temos um país com tantos bailarinos bons se formando, mas não temos oportunidade de trabalho para essas pessoas?.

Na opinião dela, os governos precisam dar mais atenção à cultura, à dança, tantos talentos desperdiçados por falta de oportunidade. ?Acho que o governo tem a obrigação de investir em arte, na cultura. A gente respira dança no Brasil e forma muitos bailarinos que não podem trabalhar. O balé está formando muita gente boa que acaba tendo que ir para fora do país para poder trabalhar com dança. É uma pena que isso aconteça, mas, pelo menos, eles estão levando o nome do Brasil pelo mundo afora?. (Por Liliane Pedrosa)


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