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Ministério faz mapeamento do turismo gastronômico no Brasil

Informações serão coletadas entre o dia primeiro e 10 de junho e ajudarão a consolidar um calendário com eventos do segmento.

Começou nesta terça-feira, 1º, o mapeamento dos principais programas, projetos, ações e eventos realizados no Brasil com relação ao turismo gastronômico. A proposta é elaborar um calendário com as iniciativas e atividades do segmento, que podem servir tanto para torná-las mais conhecidas aos visitantes quanto para o desenvolvimento de políticas públicas de apoio a essas agendas.

A pesquisa estará disponível até o próximo dia 10 de junho e pode ser preenchida no endereço https://turismogastronomico.tur.br/ e podem participar órgãos públicos da esfera federal, estadual e municipal, além de instituições de fomento, como o Sistema S, e outras organizações que desenvolvam iniciativas relacionadas ao segmento.

O ministro do Turismo, Gilson Machado, convida organizações públicas e privadas a inscreverem suas ações e diz que a iniciativa é mais um esforço do governo para o fortalecimento do segmento, que tem cada vez mais motivado viagens em todo o mundo.

Segundo o ministro, o Brasil é um país com sabores e temperos únicos. "Temos um potencial enorme para nos destacar no segmento de turismo gastronômico, inclusive, no cenário internacional no pós-pandemia. É para isso que temos trabalhado e contamos com o apoio de todos para construirmos esse importante instrumento, que é o calendário nacional. Tenho certeza de que será um diferencial importante na busca por uma maior valorização das experiências autênticas no segmento e interação dos visitantes com a cultura local”, pontuou Machado Neto.

Na plataforma online podem ser cadastradas iniciativas como eventos, festivais, projetos de qualificação profissional, roteiros e rotas, entre outras iniciativas diretamente ligadas ao Turismo Gastronômico.

O Ministério do Turismo tem priorizado uma série de atividades estruturantes no âmbito do Programa Nacional de Turismo Gastronômico, como aponta o secretário nacional de Desenvolvimento e Competitividade do Turismo, William França. “Temos o objetivo de desenvolver o turismo gastronômico por meio de um conjunto de ações de estruturação, valorização e de promoção de iniciativas locais, e, assim, efetivar a vocação do Brasil neste segmento”, aponta.

Dados da Organização Mundial do Turismo (OMT), apontam que a gastronomia é o terceiro maior impulsionador de viagens no mundo. No Brasil, a gastronomia movimenta cerca de R$ 250 bilhões por ano, segundo cálculos da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). E é um dos itens mais bem avaliados por estrangeiros em visita ao Brasil; 8 em cada 10 turistas internacionais aprovaram a gastronomia brasileira em 2019, segundo estudo realizado pelo Ministério do Turismo com visitantes internacionais (Demanda Turística Internacional).

O Brasil já tem quatro cidades reconhecidas internacionalmente pela inovação na gastronomia: Belo Horizonte/MG, Florianópolis/SC, Belém/PA e Paraty/RJ. Elas integram a Rede de Cidades Criativas da Unesco que, inclusive, está com inscrições abertas. No Brasil, outras seis cidades integram a rede nas seguintes áreas: design, artesanato e artes populares, música e cinema. 

Gastronomia movimenta cerca de R$ 250 bilhões por ano (Pablo Regino/MTur)Gastronomia movimenta cerca de R$ 250 bilhões por ano (Pablo Regino/MTur)

Oficinas Desafios e Oportunidades para o Turismo Gastronômico no Brasil

Na última semana, o Ministério do Turismo promoveu a oficina “Desafios e Oportunidades para o Turismo Gastronômico no Brasil”. O encontro, que ocorreu de forma online, reuniu especialistas em turismo e gastronomia de todo o país para identificar estratégicas que ajudem a estruturar e promover o turismo gastronômico. Entre as propostas levantadas na oficina estão a criação de uma rede colaborativa de especialistas no segmento, a realização de ações de divulgação dos atrativos e destinos gastronômicos e de valorização da riqueza da gastronomia brasileira, além de iniciativas de qualificação de toda a cadeia produtiva.

A parceria analisa o panorama atual do turismo gastronômico no Brasil, identificar prioridades e definir diretrizes para o Plano de Ação do Programa Nacional de Turismo Gastronômico, que deve contar com planos regionais. E, com isso, estruturar e promover o segmento no Brasil, valorizando a vocação do país como destino de excelência em gastronomia.

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