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CPI da Covid: governo ganha tempo com instalação adiada

Bolsonaro estuda acomodar senadores no primeiro escalão do governo

CPI da Covid: governo ganha tempo com instalação adiada
| Marcos Corrêa/ PR

Por Rany Veloso

Ficou para a próxima terça-feira, dia 27, às 10 horas a primeira reunião da CPI da Covid, que será presencial para a escolha do presidente, vice-presidente e do relator. O encontro ficará restrito aos integrantes da comissão e servidores. A data da instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid não agradou os senadores que já estão com o plano de trabalho em mãos e querem iniciar o quanto antes. Rodrigo Pacheco (DEM-MG) atendeu um pedido do governo adiando a instalação em alguns dias, isso porque o Planalto quer ganhar tempo negociando cargos do primeiro escalão a senadores e retirar Renan Calheiros (MDB-AL), que é muito crítico de Bolsonaoro, da relatoria. 

Os líderes do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-AL), e no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO), trabalham para adiar definitivamente a instalação e defendem que só comece após a vacinação de todos que irão atuar. 

Há um  acordo para Omar Aziz (PSD-AM) ser eleito como presidente com 8 votos dos 11 titulares. Aziz se comprometeu em indicar Renan Calheiros (MDB-AL) para a relatoria, que tem como função apresentar o parecer final da CPI, indiciando ou não os culpados. Mas Eduardo Girão (Podemos-CE) também disputará a presidência. O eleito será responsável por conduzir os trabalhos e pautar os pedidos dos integrantes, como a convocação de testemunhas.

Renan Calheiros quer começar ouvindo os ex-ministros da Saúde, Mandetta, Teich e Pazuello, e os representantes das farmacêuticas para entender o atraso na chegada das vacinas.

O senador Alesandro Vieira (Cidadania-SE) elaborou um plano de trabalho, no qual prevê acareações, quebras de sigilo e a convocação dos principais auxiliares do presidente Jair Bolsonaro sobre ações e eventuais omissões do governo federal no enfrentamento ao coronavírus. São eles: o ex-ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Fábio Wajngarten. O ex-comandante do Exército, general Edson Pujol sobre a fabricação de cloroquina pela Força Armada.  

O atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também será chamado para explicar a escassez do kit intubação, a atual demanda de oxigênio no país; a distribuição de medicamentos sem eficácia comprovada; e a aquisição de vacinas.

Paulo Guedes seria chamado para dar explicações sobre os recursos do auxílio emergencial e as medidas econômicas para a população mais vulnerável.

O plano ainda apresenta pontos para sub-relatoria:

Vacinas e outras medidas para contenção do vírus

Colapso da saúde em Manaus

Insumos para tratamento de enfermos

Emprego de recursos federais

Esse plano ainda será colocado em votação e poderá sofrer mudanças.

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