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Maior parte da bancada federal do PI é a favor das trocas de Bolsonaro

O presidente em um dia fez mudanças em seis ministérios

Maior parte da bancada federal do PI é a favor das trocas de Bolsonaro
| Isac Nobrega/ PR

Por Rany Veloso

Os parlamentares da bancada do Piauí repercutiram a maior reforma ministerial desde o início do governo Bolsonaro. Seis pastas sofreram alterações. Bolsonaro acomodou o Centrão com a deputada Flávia Arruda (PL-DF) na Secretaria de Governo; um servidor de carreira do Itamaraty nas Relações Exteriores, e a mudança mais polêmica é a demissão de Fernando Azevedo e Silva, vista com maus olhos, pelo fato de Bolsonaro querer um alinhamento maior com as Forças Armadas. 


Merlong Solano (PT)

"Bolsonaro, enfraquecido como está, tenta agradar ao centão ao mesmo tempo em que coloca um militar mais alinhado com seu autoritarismo no comando do Ministério da Defesa".

Margarete Coelho (PP)

"Estou muito esperançosa! Flávia Arruda trará melhor interlocução com o Congresso, é conciliadora e boa articuladora. É competente e tem muito apoio na Câmara".

Flávio Nogueira (PDT)

"Façam as mudanças, sem tirar de foco que há uma pandemia em marcha acelerada".

Marina Santos (SOLIDARIEDADE) 

"Mudanças são comuns de acontecer em todas as gestões, é natural. E  desejo muito sucesso a todos, em especial a deputada federal Flávia Arruda".

Marcelo Castro (MDB)

"Muito positiva, exceto a do Ministério da Defesa, porque o ministro Azevedo era francamente favorável à não participação dos militares em política, vide crítica à participação do Pazuello no ministério da Saúde".

Elmano Férrer (PP)

1. Com relação à crise Senado x Min. Ernesto Araújo aguardávamos um desdobramento. Saída e substituição Ministro, não houve surpresa.
2. Com relação às demais substituições ministeriais, pegou-nos a todos de surpresa.
3. Substituições, exclusiva competência do Presidente da República.

ANÁLISE COMPLETA SOBRE AS MUDANÇAS NO GOVERNO

Bolsonaro aproveitou o embalo da saída do ministro Ernesto Araújo para diluir o desgaste político e fazer outras mudanças no governo em pastas que para ele estavam com mau desempenho, como no Ministério da Defesa e na Advocacia-Geral da União, demitidos por "insubordinação", como o próprio presidente definiu nos bastidores.

Isso porque Fernando Azevedo e Silva ao deixar a Defesa declarou que enquanto ministro preservou as Forças Armadas como instituições de estado e não de governo e gera dúvida sobre possíveis atitudes do presidente contrárias a esse posicionamento. Além disso, há informações de que Bolsonaro teria se irritado com o comportamento de um oficial do Exército que deu entrevista sobre o controle da pandemia na Força, defendendo uso de máscara, distanciamento social e vacina. Mas também é unânime entre os aliados que o principal motivo passa pelo fato de Bolsonaro não estar satisfeito com Azevedo e Silva por não ter contribuído com as ideias do governo, como a demissão do comandante do Exército, Edson Pujol.

A mudança é um recado claro para todos os ministros. Bolsonaro quer ministros alinhados com as ideias da sua gestão, totalmente subordinados e dispostos a cumprir ordens.

Uma possível consequência dessa mudança é a entrega simultânea dos cargos dos três chefes das Forças Armados para demonstrar insatisfação com a saída de Azevedo e Silva.

Já o motivo da saída de José Levi Mello foi a recusa do então AGU de assinar a ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar os decretos de medidas restritivas em três estados. Com isso André Mendonça deixa o Ministério da Justiça e retorna à AGU. O delegado da Polícia Federal, Anderson Torres, próximo a família Bolsonaro, assume a Justiça e Segurança Pública.

Manter um bom relacionamento com o Congresso Nacional por meio de um gesto de aproximação com o bloco que o sustenta na Câmara também foi pensado pelo presidente ao indicar a deputada federal Flávia Arruda (PL-DF) para a Secretaria de Governo, onde deve desempenhar um trabalho de articulação política e alinhamento dos acordos entre Câmara, Senado e Planalto. 

Ao blog, uma fonte revelou que a indicação de Arruda foi do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, e teve apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-PI).

O PL, importante partido do Centrão, estava insatisfeito e reclamava pela ausência de cargos no governo.


VEJA A LISTA COMPLETA DOS NOVOS MINISTROS.


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