Por Rany Veloso

O novo líder do governo no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), conseguiu as 29 assinaturas para protocolar a PEC 16/2022 que prevê o pagamento de R$ 29,6 bilhões em cinco parcelas proporcionalmente aos estados que quiserem zerar o ICMS (imposto estadual) sobre gás de cozinha, gás natural e diesel. Ele espera que o presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG) leve para votação no plenário na próxima segunda-feira (13).

Mas os governadores e alguns parlamentares duvidam da aprovação da PEC, como é o caso da governadora do Piauí, Regina Sousa. "Para gente é uma enganação, é um engodo, não tem segurança que vai votar, a gente não tem porque confiar que vota", dispara.

“PEC para zerar ICMS é uma enganação”, diz governadora do Piauí  - Imagem 1

O outro argumento da governadora é que já estamos em junho e em julho, após a votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) os parlamentates não retornarão a Brasília porque estarão nas bases eleitorais. "Ninguém vai mais ver parlamentar aqui em Brasília até a eleição".

Sousa reconhece que reduzir impostos é sempre bom para a população, mas poderá prejudicar as contas dos estados.

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SENADOR DISPARA: "É CONVERSA PARA BOI DORMIR"

Quem também não acredita nesta aprovação é o senador Marcelo Castro (MDB-PI). Ele fala do pouco tempo para a tramitação. "Para mim é letra morta, não vai para lugar nenhum".

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