Por Rany Veloso

Ao invés de usar R$ 30 bilhões para compensar estados que fossem reduzir ICMS (imposto estadual) sobre o diesel e o gás de cozinha, o governo quer usar esse valor para aumentar o Auxílio-Brasil e o Vale-gás, aprovados ano passado no Congresso. E ainda querem implementar o Vale-Caminhoneiro no valor de R$ 1 mil, que seria pago a caminhoneiros autônomos. A decisão foi tomada após reunião no Senado.

Ao anunciar as mudanças, o senador Carlos Portinho (PL-RJ), líder do governo no Senado, chamou os governadores de insensíveis ao prever que eles provavelmente não fossem zerar o ICMS, uma vez que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 16, conhecida com PEC dos combustíveis, não seja impositiva para os estados. 

MARCELO CASTRO DEFENDE AMPLIAÇÃO DE AUXÍLIOS AO INVÉS DE REDUZIR IMPOSTO NOS ESTADOS

O senador Marcelo Castro (MDB-PI) participou da reunião e em entrevista ao blog disse que PEC não teria nenhuma finalidade prática porque nenhum governador do Brasil iria querer reduzir a zero a arrecadação do imposto responsável por bancar boa parte das despesas dos estados.

Por isso ele defende que o o governo zere a fila do Auxílio-Brasil e aumente o valor de R$ 400 para R$ 600. Assim como o vale-gás, mas duvida que o vale caminhoneiro possa ser implementado em ano eleitoral.

"O mais importante seria abranger o maior número de famílias, dada as dificuldades pelas quais estão passando hoje no Brasil", considera.

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