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Seleção de mestrado do Piauí é engodo frustrante e injusto

Seleção de mestrado do Piauí é engodo frustrante e injusto

Seleção de mestrado do Piauí é engodo frustrante e injusto
Seleções obscuras e com defeitos frustram candidatos indefesos... | internet

Por Edílson Nascimento

Manifesto esse sentimento porque necessito externar para um grande público algo que está me fazendo mal. Sem medo de ser feliz e disposto a responder aonde for preciso.

Gosto muito de estudar e sou apaixonado pela pesquisa como instrumento de transformação social crítica, como meio de estudo de uma realidade que necessita de uma intervenção racional consciente, imparcial e complexa, por não desprezar nenhum posicionamento.

Porém, depois de insisti em seleções frustadas em mestrado do Piauí quero afirmar que essas seleções são injustas, pela obscuridade, pela falta de clareza, por isso para mim são engodo, no sentido astucioso, que engana com artimanha e frustam profundamente pessoas, assim como eu, que sonham, que tem ideiais que caem por terra quando deparados com interesses escusos encobertos pelos selecionadores, que com certeza não são os todos poderosos. Prefiro acreditar em Deus Pai!

Essas seleções, especificamente, a do mestrado da educação e da comunicação são obscuras e cheias de defeito, isso eu posso garanti e até responder em juri, seja aqui na terra ou em qualquer lugar que imaginarem. Para começar o processo é totalmente subjetivo com critérios que não são esclarecedores, escondem detalhes e às vezes falham em informações dúbias.

Só para ilustrar essa inquietação quero destacar alguns aspectos que para mim representam muito bem a astúcia de um processo segregador de esperança, é porque quando um jogo é limpo apresenta as regras bem claras e sem subterfúgios. Mesmo que ocorra erros os envolvidos estão preparados até para questionar, só que no caso dessas seleções até para inquiri fica difícil pela falta de critérios claros e limpos.

O primeiro fato que comprova isso é o não acesso dos candidatos as provas dissertativas produzidas por eles em um momento altamente tenso, para o desenvolvimento de um texto de no mínimo 5 páginas e no máximo 8, que deve ser desenvolvido em quarto horas, em uma sala de aula lotada. Entendo que esses textos deveriam ser devolvidos com as devidas correções, até para o candidato procurar melhorar seu texto para a próxima seleção, porque com certeza todos querem ter a oportunidade de pesquisar de se desenvolver, de apresentar coisas novas para a comunidade, algo novo que venha, de certa forma, muda a vida das pessoas.

Existem outros pontos obscuros, mais quero evidenciar algo que para mim foi claro e comprovador da insegurança nos critérios por parte dos selecionadores, na primeira seleção do mestrado da comunicação social da UFPI tirei nota 7 no projeto, que tem a intenção de investigar o trabalho do blogueiro do Piauí como enunciador do ciberespaço, e nota 5 na prova dissertativa, não fui nem para a próxima fase, que seria a entrevista. E, agora, na segunda seleção participei com o mesmo projeto da seleção anterior e tirei 4 ? fui reprovado ? pode? O que mudou?

Para muitos, e, particularmente, para mim, o bicho papão, dessas seleções é a prova escrita. Antes algumas pessoas me aconselhavam a fazer textos prévios com as ideias dos autores sugeridos por eles na bibliografia dos editais, pense em uma coisa enfadonha, robótica, decoreba, no tempo da cibercultura. Muitos colegas, conseguiram êxito assim, eu posso citar nomes, se quizerem. No meu caso, mudei de estratégia, passei a estudar técnicas de desenvolvimento de argumento e venho me aprimorando cada vez mais. Tanto que na última seleção do mestrado da educação me superei, desenvolvi um texto de mais de seis laudas, sobre a tecnologia como instrumento da prática educativa.

Nesse texto fiz um paralelo entre o fracasso do sistema educacional público e as insistências inconsistentes do poder público relacionado a tecnologia na escola, que chegam de forma estanque e não atende de fato aos anseios dos alunos. Para não fugi da recomendação do uso de fonte, usei os pensamentos de Edgar Morin que fala da necessidade do diálogo, da comunicação para o entendimento no seio da escola. Pensamento que é fundado na dialética de Marx e que também é aproveitado pela Psicologia de Vygotsky. Sem deixar de mensionar a situação do professor da rede pública que precisa de uma atenção especial nesse sentido.

Sabe aqueles textos que você sai satisfeito! Dei tudo de mim, transpirei idéias e informações vivenciadas e minhas, parecia até que um anjo me ditava as coisas que iria escrever ali, quatro horas duraram um eternidade, parei no tempo em algo que eu procurei experimentar e não decorar, me expus naqueles papéis timbrados da faculdade. Tal grande foi o tombo quando recebi o resultado, 3,9, para mim muito suado e significativo, mas? Em outras empreitadas nesse mesmo mestrado já conseguir tirar mais de 5 pontos na mesma prova. Mas preciso de 7 para ir para entrevista. É lamentável quando nas disciplinas pedagógicas aprendemos que a avaliação é sempre falha no sentido humano e as notas quantitativas até LDB é menos significativa do que a qualitativa.

Queria muito ver o que foi que faltou, mas não tenho como, isso é altamente frustante. Então o que fazer, não existem cursos preparatórios, os professores orientadores do mestrado têm as suas preferências pessoais, mesmo não sendo deuses, possuem o poder nas mãos e fazem o que bem entendem no momento de suas escolha. Saber o que vai agradar os interesses desses avaliadores é o grande X da questão. No mestrado da educação tem caso de comadres de orientadoras que foram deixadas de lado na entrevista, quando disputava uma vaga com um médico, e, por aí, vai. Isso são coisas menores, mas cabe menção e se precisar posso dizer os nomes.

Isso é frustante! Ou não é? Por mais entusiasmo e pensamento positivo, autoestima elevada que se tenha, fica difícil de esperar êxito em seleções como essas. É triste porque aprendemos na sociologia crítica que a sociedade e desigual. E os professores nos estimulam a ter idéias revolucionárias no sentido de transformar essa realidade ideológica que pouco se abre para anseios sociais críticos. Que o diga o autodidata Paulo Freire e outros.

E, a constatação que o mestrado, que poderia servir para a abertura e transformação, não passa de mais um tentáculo de um monstro que é a sociedade, se torna mais um aparelho ideológico do estado, como destaca Loius Altusser, é clara e me entristece como pensador.

Para completar, nem o nome dos candidatos eles tem coragem de colocar no resultado, dizem que é para preservar. Entendo que é para manter essa deslealdade, na medida em que as pessoas se calam, não reivindicam mudanças. Porque eu não tenho vergonha de dizer que fui reprovado na seleção do mestrado. E poderia até afirmar com maior vigor, se percebesse nesse processo segregador critérios justos, mas não os vejo e por isso, digo com desgosto e com pouca perspectiva de que possa ter respostas convincentes.


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