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Terreiro ganha reforma das casas de Oxalá e Iemanjá

Terreiro ganha reforma das casas de Oxalá e Iemanjá

Terreiro ganha reforma das casas de Oxalá e Iemanjá
As casas de Oxalá e de Iemanjá reformadas | Valter Andrade

Ilê Axé Opô Afonjá: Terreiro ganha reforma das casas de Oxalá e Iemanjá

Foi ao som de pontos de Oxalá, tocados por alabês, que a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, foi recebida na tarde desta sexta-feira (11) no Terreiro de Xangô, em Salvador, por Mãe Stella de Oxóssi. Das mãos de Mãe Stella, Ana de Hollanda recebeu a flor branca de Oxóssi e a estatueta de Xangô, no início da cerimônia que marcou a entrega das obras de reforma das casas de Oxalá e de Iemanjá do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, localizado no bairro da Cabula. Também participaram da solenidade o governador do estado da Bahia, Jaques Wagner, o secretário executivo do ministério da Cultura, Vitor Ortiz, e os presidentes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luis Fernando de Almeida, e da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, dentre várias outras autoridades.

Em sua fala, a ministra da Cultura lembrou que a história das religiões de matriz africana sempre foi marcada por desafios. ?As perseguições policiais já não atormentam os terreiros, sinal do vitorioso processo de afirmação cultural. Mas outras ameaças surgiram, entre elas, o crescimento caótico de cidades, que foi cercando espaços sagrados e suprimindo áreas verdes, onde se encontravam plantas indispensáveis ao cultos religiosos?, observou. Ana de Hollanda ressaltou ainda questões de gênero no contexto das religiões afrobrasileiras: ?É algo que nem sempre ganha o realce que merece, mas os terreiros são palco de um capítulo fundamental da história da afirmação da mulher no Brasil?.

Para o governador Jaques Wagner, as relações entre Estado e as religiões afrobrasileiras foram profundamente modificadas ao longo do tempo: ?Deixamos para trás um Estado perseguidor e fundamos um Estado parceiro, não cooptador?, afirmou. Comemorando a entrega, o presidente do Iphan dirigiu-se à Mãe Stella: ?Posso dizer que até que enfim conseguimos, mas, junto a essa matriz, ainda somos devedores daquilo que somos como brasileiros?.

O presidente da Sociedade Cruz Santa do Axé Opô Afonjá, Pai Ribamar Feitosa, agradeceu o apoio do Ministério da Cultura: ?Começo por agradecer ao então ministro da Cultura, Juca Ferreira, que autorizou as obras e, também, à atual ministra, Ana de Hollanda, que, além de nos dar a honra de sua excelentíssima presença, nos dá prova de sua atenção e sensibilidade para com nossa causa?, celebrou. Mãe Stella de Oxóssi afirmou que, para cada ser humano, é uma honra poder trabalhar pelo sagrado.

Reforma ? As casas de Oxalá e de Iemanjá do Terreiro do Ilê Axé Opô Afonjá receberam nova estrutura de sustentação do telhado, reforma e recomposição de paredes e alvenarias, nivelamento e execução de novos pisos, readequação dos espaços internos, instalação de gás, revisão geral e execução de novas instalações elétricas e hidrossanitárias e pintura geral. O valor total da obra ficou em torno de R$ 560 mil. No ano de 2000, o local foi tombado pelo Iphan e é referência para o processo de valorização de religiões de matriz africana da Bahia.O terreiro foi fundado em 1910 por Eugênia Anna dos Santos ? conhecida como Mãe Aninha.

(Texto: Anderson Falcão/ Ascom MinC)

(Fotos: Valter Andrade/ Manu Dias/AGECOM )


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