Você precisa verificar a sua conta, acesse o seu e-mail

mais
URGENTE
Acidente em aeroporto de Teresina causa confusão em voôs para todo o país
Baixe o nosso APLICATIVO
ESCOLHA A LOJA ABAIXO: Google Play AppStore

24,9% dos teresinenses foram vítimas de crimes nos últimos 12 meses

24,9% dos teresinenses foram vítimas de crimes nos últimos 12 meses

Levantamento realizado em parceria com o Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública, da Universidade Federal de Minas Gerais, e o instituto Datafolha aponta que 24,9% dos teresinenses declararam que foram vítimas de crimes nos últimos 12 meses.

A pesquisa englobou 12 tipos de ocorrências em que pode ser feito o registro policial: furto e roubo de automóveis, furto e roubo de motocicletas, furto e roubo de objetos ou bens, sequestro, fraude, acidente de trânsito, agressão, ofensa sexual e discriminação.

No ranking da vitimização nas capitais nos últimos Teresina em 11º lugar no Brasil.

O primeiro lugar fica com o Macapá (47,1%), Belém (41,1%), Rio Branco (31,9%), Fortaleza(31,5%), Natal (31%), São Luís (28,6%), Porto Alegre (27,6%), Cuiabá (26,6%), Manaus (26,4%), Curitiba (25,4%), Teresina (24,9%), Boa Vista (24,8%), Belo Horizonte (24,2%),

Goiânia (24,2%), Recife (24,1%), São Paulo (24,%), Florianópolis (23,9%), Salvador (23,4%), Maceió (23,2%), Porto Velho (22,2%), Vitória (22,1%), Campo Grande

(21,5%), João Pessoa (21,5%), Rio de Janeiro (21%), Brasília (20,3%), Aracaju (19,8%) e Palmas (19%).

No Brasil, 21% dos entrevistados também afirmaram ter sido vítimas de algum desses crimes nos últimos 12 meses que antecederam ao questionário, aplicado em 346 municípios, de junho de 2010 a maio de 2011 e em junho de 2012. Foram ouvidas 78 mil pessoas com 16 anos ou mais.

74,2% dos habitantes de Teresina temem ser assaltados, o maior percentual do país

Em Teresina, Belém e Fortaleza, estão os maiores percentuais dos que temem ser assaltados (74,2%, 68,3% e 63%, respectivamente). Em Teresina, João Pessoa e Belém, também estão os indivíduos que mais receiam ter a casa invadida (75,8%, 67,5%, 63,1%).

O levantamento mostra, no entanto, que somente 19,9% das vítimas procuraram a polícia para registrar as ocorrências. Destas, 54,6% afirmaram que ficaram satisfeitas com a atuação da polícia no episódio.

De acordo com a pesquisa, mais da metade (53,5%) dos entrevistados disseram sentir segurança ao andar pelas ruas da cidade onde moram, enquanto 45,7% dos entrevistados afirmaram se sentir inseguros. Em relação ao bairro onde moram, 48,3% relataram se sentir muito seguros durante o dia, mas à noite esse número cai para 22,5%.

A secretária nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Regina Miki, disse que considera "preocupantes" os resultados da pesquisa, embora não os classifique como ?surpresa?.

?Para a gente que está no dia a dia trabalhando com segurança pública, (isso) pode não traduzir uma surpresa, mesmo porque temos outras pesquisas ligadas a essa divulgada hoje, de vitimização. O que nos traz surpresa é que as pessoas não fazem uso de alguns serviços que estão à disposição. Mas, sim, os números são preocupantes?, afirmou a secretária.

Regina Miki disse que ?falta confiança? da população nas polícias e que "há dificuldade" no acesso das pessoas a delegacias em diversas cidades.

Segundo ela, as polícias precisam ter ?independência política?. ?Primeiro de tudo, sobre o que pode ser feito, é a formação e a capacitação continuada, para atender no dia a dia às demandas e aos interesses da sociedade e depois fazer com que a polícia entenda que ela faz a defesa da sociedade, e não do estado. A independência política das polícias é primordial?, disse.

Crimes mais comuns

As agressões e ameaças são os crimes mais comuns, atingindo 14,3% dos brasileiros. Em seguida, aparece a discriminação, com 10,7%. Furtos de objetos e fraudes foram declarados por 9,8% e 9,2% dos entrevistados, respectivamente.

Entre os proprietários de carros, caminhões ou caminhonetes, 2,2% declararam terem sido vítimas de furto pelo menos uma vez na vida e 1%, de roubo. Entre os que possuíam motocicletas ou lambretas, 2% disseram ter sido vítimas de furto e 1,1%, de roubo.

A maior parte das ocorrências se deu dentro da casa do entrevistado (38,3%) ou em suas proximidades, como a rua onde mora (33,3%), o bairro (14,9%) ou a garagem da residência (11,1%). Já roubo de objetos (49,5%), sequestro (32,1%) e ofensa sexual (23,7%) acontecem com maior frequência em lugares abertos.

No local de trabalho, a maioria das vítimas relatou discriminação (20,5%), agressão (15,3%) e furto de objetos (12,6%) e, na maior parte das vezes, por um conhecido.

O medo de ser vítima de agressão sexual é maior entre as mulheres (52,4%) que entre os homens (21,8%). Os mais jovens (43%) também temem mais esse tipo de violência.

Na vizinhança, metade dos entrevistados receia ser vítima de bala perdida (52,0%) e estar no meio de um tiroteio (50,7%). Outros 34,3% têm medo de ser confundidos com um bandido pela polícia e 33,2%, de ser vítimas de extorsão por parte da polícia.

56,6% dos teresinenses desaprovam a atuação da polícia

O Rio também é, entre as vítimas que fizeram queixa formal, a capital que mais aprova a atuação da polícia: 69,4%, à frente de Natal (65,6%), Recife (62,4%), Belo Horizonte (62,3%) e Salvador (61,4%). As taxas mais baixas de aprovação são observada em Maceió (38,6%), Porto velho (40,4%) e Teresina (40,4%).

As agressões e ameças são os crimes mais comuns: 14,3% dizem já ter sofrido com o problema. Em seguida vêm discriminação (10,7%), furtos de objetos (9,8%) e fraudes (9,2%). Segundo a pesquisa, os agressores, em geral, são pessoas conhecidas, mesmo que não muito próximas da vítima.

Na maioria dos casos - 72,5% - não há uso de armas. A situação se inverte quando se trata de roubo de carros e motos e de sequestro. A maioria dos casos terminou sem provocar ferimentos nas vítimas. A exceção se dá nos acidentes de trânsito, em que 52,5% das vítimas afirmaram ter se machucado. Ao todo, 39,9% dos acidentados no trânsito precisaram de atendimento médico.

Subnotificação é alta

A notificação está acima da média no Centro-Oeste e Norte, destacando-se o Distrito Federal (33,3%), Roraima (31,3%) e Rondônia (31,2%). A região em pior situação é o Nordeste. O Rio de Janeiro tem a quarta menor notificação do país, empatado com Pernambuco: 14,6%. Estão à frente apenas da Paraíba (11%), Bahia (13,7%) e Rio Grande do Norte (14,2%). Entre as capitais, a que tem maior notificação é Porto Velho (35,4%). Os mais ricos e escolarizados são os que mais denunciam, mas a subnotificação entre eles também é alta, próxima à média nacional.

Os crimes para os quais há mais notificação são os roubos de carro e moto. Na outra ponta, estão as vítimas de discriminação (2,1% de notificação), ofensa sexual (7,5%), fraudes (11,6%), agressões (17,2%) e furtos de objetos (22,6%). "O motivo mais freqüente para o registro da ocorrência é a esperança de recuperar o bem perdido, especialmente nos casos de roubo e furto de motos e de automóveis", diz trecho da pesquisa. Também contribuem para isso a vontade de ver o criminoso preso e o desejo de evitar que o crime se repita.

A pesquisa mostrou ainda que a maioria (68,1%) percebe a presença de PMs na sua vizinhança ou proximidades. Ao todo, 4% disseram já ter sido vítima de violência física da PM, enquanto 6,7% relataram insultos ou agressões verbais, e 2,6% já pagaram propina a PMs. Em relação aos policiais civis, 1,1% dos entrevistados sofreram violência física, 2,1% já foram vítimas de agressão verbal ou insulto, e 0,8% sofreu extorsão ou teve que pagar propina. O Rio, ao lado do Amazonas, é o segundo estado onde mais se paga propina a policiais civis, atrás apenas do Pará.

Mais da metade tem medo de bala perdida

Os entrevistados também foram questionados sobre quais incidentes temem que ocorram na vizinhança: 52% disseram ter medo de bala perdida, 50,7% de estar no meio de um tiroteio, 43,9% de ser assaltado, 43,5% de ser vítima de agressão física, 34,3% de ser confundido com bandido pela polícia, 33,2% de ser vítima de extorsão pela polícia, 29% de ser vítima de sequestro ou sequestro relâmpago, 28,8% de serem confundidos com bandido por agentes de seguranças particulares, 26,2% de agressão sexual, 25,4% de ter carro ou moto roubados em um assalto, 7,6% de ser vítima de agressão por parte de companheiro ou ex-companheiro.

Entre os entrevistados, 2,7% declararam possuir arma de fogo em casa. Os índices são maiores no Sul (4,4%) e Centro-Oeste (4%), com destaque para o Rio Grande do Sul (6,2%) e Distrito Federal (5,8%). Os principais motivos que levam uma pessoa a ter arma em casa são a tentativa de prevenir ou se proteger de crimes ou o fato de pertencer às forças armadas e policiais.

A pesquisa ouviu 78 mil pessoas com mais de 16 anos em 346 municípios com mais de 15 mil habitantes em dois períodos distintos: entre junho de 2010 e maio de 2011, e de junho a outubro de 2012.

A secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, disse que é baixo o número de serviços colocados à disposição da população, como ouvidorias e corregedorias, nessa área. Ela fez um apelo para que a imprensa divulgue como os Disque 100 - serviço disponibilizado pela Secretaria de Direitos Humanos - e pelo Disque 180, de violência contra a mulher. Apesar de a população responder que confia pouco na Polícia Militar, como demonstrou o resultado, as vítimas ligam maciçamente para o 190, número da PM.

- É um paradoxo. A população não gosta da polícia, mas chama a polícia. O estudo revelou um Brasil muito diverso. Em alguns estados há polícia constituída e outros sem polícia - disse Regina Miki.

A pesquisa foi realizada entre 2011 e 2012 e, portanto, não captou a onda de violência gerada no rastro das manifestações de ruas ocorridas no país.

O professor Cláudio Beato, coordenador do Centro de Estudo de Criminalidade e Segurança Pública da UFMG, também autor do trabalho, ressaltou que essa é a maior pesquisa feita na área de segurança pública no país e destacou o baixo número de pessoas vítimas de algum tipo de violência que fazem notificação oficial do ocorrido. Apenas 20% dessas vítimas deram queixa nos últimos doze meses.

?As vítimas não procuram a polícia. Por algumas razões: ou consideram que foi uma coisa menor, ou porque envolve gente conhecida ou porque não confiam na polícia?, declarou disse Beato.

Quando envolve bens materiais de alto valor, as queixas são maiores. A pesquisa demonstrou que 90% dessas notificações envolvem roubo de carro, seguido de roubo de moto (80,7%), furto de moto (70,3%), furto de carro (69,5%) e sequestro (63,5%).

?É ínfimo notificações que envolvam agressões sexuais e discriminação?, disse Beato.

O jovem e o morador de periferia compõem a população que não confia na polícia.

20,6% dos piauienses já foram vítimas de crimes nos últimos 12 meses

Os estados com percentuais abaixo da média nacional são Rondônia (18,1%), Minas Gerais (19,1%), e Sergipe (19,4%). Na Região Sudeste, 19,9% disseram ter sido vítimas de algum dos crimes por pelo menos uma vez nos 12 meses que antecederam à pesquisa.

Nos demais estados, a taxa se aproxima da média nacional, pela ordem: Pernambuco (22,2%), Goiás (21,9%), Espírito Santo (21%), Bahia (20,9%), Piauí (20,6%), Alagoas (20,5%), Maranhão (20,5%), Distrito Federal (20,3%), Mato Grosso do Sul (20,6%), São Paulo (20,1%), Paraíba (20,1%) e Rio de Janeiro (20%).


Tópicos
Compartilhe

veja também

Não venda minhas informações pessoais

Central do usuário

Login pelas Redes Sociais

Nunca postaremos nada em seu nome


Login por e-mail

Use sua conta cadastrada por e-mail

Não tem conta no meionorte.com?

Cadastre-se

Podcast

Selecione seus podcasts

atualizar