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Apesar de pouco povoada, Caatinga tem redução em cobertura natural

Em 2018, predominava na Caatinga a vegetação campestre (46,8%), sendo apenas 5,6% de seu território com usos antrópicos estritos sob a forma de pastagem com manejo. Contudo, o bioma apresenta uma diminuição contínua de suas coberturas naturais, e a vegetação campestre teve sua área reduzida em 26.768 km². De 2000 a 2018, cerca de 47,3% das mudanças de uso e cobertura da terra nesse bioma foram relativas à conversão de vegetação campestre em mosaico de ocupações em área campestre, aponta  a pesquisa  Contas de Ecossistemas: Uso da Terra nos Biomas Brasileiros (2000-2018), que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na quinta-feira (24). 

As classes de mosaicos são bastante representativas na região, devido a um número elevado de estabelecimentos rurais de pequeno porte, caracterizados por cultivos de subsistência, pequenas pastagens ou sistemas agroflorestais.

Vegetação natural do Pampa perdeu 15,6 mil Km², com a maior parte convertida em áreas agrícolas e de silvicultura.

Caatinga no Nordeste-Reprodução

No Pampa, predominava em 2018 a vegetação campestre (37,42%), seguida pela classe de área agrícola (36,3%), além de 19,3% da área natural descoberta do Brasil, o que inclui dunas e areais. O seu território, porém, sofreu alterações bastante intensas nas últimas décadas. A vegetação natural campestre sofreu redução de 15.607 km² entre 2000 e 2018. No período de 2000 a 2018, as maiores áreas convertidas de áreas naturais em outros usos da terra (antrópicos) foram: 58,0% em área agrícola, e 18,8% em silvicultura.

Essa expansão ocorre sobre bacias sedimentares, importante área de recarga do Aquífero Guarani, um dos maiores e mais importantes mananciais hídricos subterrâneos do país. Tal substituição se deu seguindo a tendência nacional de investimento em commodities, sobretudo soja e outros grãos, mas também no cultivo de gêneros alimentícios, como arroz e trigo.

Desde a colonização ibérica, a pecuária extensiva sobre os campos nativos tem sido a principal atividade econômica da região, contudo nota-se que a classe de pastagem com manejo não tem representatividade no bioma, mesmo sendo essa região relevante na produção de bovinos, equinos e outros rebanhos, que acontece áreas campestres de coberturas naturais dos pampas.

Pantanal apresentou os menores decréscimos de áreas naturais

O Pantanal foi o bioma que apresentou os menores decréscimos de áreas naturais, tanto em termos absolutos (2.109 km²) quanto percentuais (1,6%). O Pantanal é considerado uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta, possuindo cerca de 90% de sua área formada por planícies, onde engloba 48,3% da área úmida nesse compartimento de relevo do Brasil. Em 2018, 87,5% de seu território tinha cobertura natural (vegetações florestal e campestre e área úmida), e a maioria (59,9%) das alterações verificadas, a partir de 2010, corresponde a conversões para pastagem com manejo sobre áreas naturais campestres.

A pastagem na vegetação campestre é o uso tradicional da região há cerca de dois séculos, com manejo pouco intenso e a manutenção do gado seguindo o regime de cheias e vazantes. O investimento no manejo do pasto, com o plantio de diferentes espécies de forrageiras exóticas e a formação de pastos delimitados, tem maior rentabilidade e vem substituindo a forma tradicional de pecuária na região, para que a atividade ganhe competitividade.


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