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Associação denuncia ao MP-PI espancamento e tortura de travesti em Teresina

No primeiro momento, o vídeo mostra a travesti com dificuldade de caminhar, devido os pés estarem amarrados e sendo apresentada a dois guardas municipais fardados.

A Associação Nacional dos Travesti e Transexuais (Antra) repudiou e denunciou ao Ministério Público do Piauí e à seccional piauiense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), os ataques, tortura, violência e transfobia contra a travesti Francisca das Chagas Silva, a Amaral, presa, espancada e amarrada nos pés e nas mãos, acusada de furto de um botijão de gás de cozinha no Residencial Parque Brasil III, na zona Norte de Teresina.

Um vídeo que circula nas redes sociais, mostra Francisca das Chagas sendo presa por um morador, amarrada aos pés e espancada por dois populares em um porta-mala de um veículo.

ATENÇÃO: OS VÍDEOS APRESENTAM IMAGENS FORTES!


Francisca das Chagas  foi flagrada furtando e foi presa pelos populares.  No primeiro momento, o vídeo mostra a travesti com dificuldade de caminhar, devido os pés estarem amarrados e sendo apresentada a dois guardas municipais fardados. Na presença dos policiais e presenciado por várias pessoas, ela é deitada no chão. 

Em outro vídeo, Francisca das Chagas  aparece em um porta-mala de um carro e sendo espancada com pedaço de madeira e tapas por dois homens. 


No vídeo, uma pessoa diz: “Ei, Gabriel não bata não”. Ele não obedece e continua o espancamento. Ela chora, grita e os agressores falam: “cala a boca”. 

Em nota, a Guarda Civil Municipal de Teresina (GCM) informou que atendeu a uma ocorrência no Residencial Parque Brasil III, zona Norte de Teresina, nq segunda-feira (19). 

"Ao chegar ao local, a equipe encontrou com uma travesti amarrada, suspeita de furtar apartamentos na região. Após ouvir os envolvidos, os membros da corporação que acompanhavam a ocorrência orientaram que o suposto agressor a desamarrasse", diz a nota.


Na sequência, a suspeita foi algemada e, juntamente com o suposto agressor, foram conduzidos à Central de Flagrantes de Teresina para apuração do caso. Sobre um vídeo em que a travesti aparece sendo espancada no porta-malas de um carro, a GCM não presenciou o fato, uma vez que chegou ao local posteriormente.

Em justificativa, a Guarda Civil Municipal de Teresina esclarece que, em hipótese alguma, defende que seja feita Justiça com as próprias mãos. Por fim, o comando da GCM vai avaliar se houve falhas no procedimento", diz a nota.

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