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Ceja adota a videoaulas para aproximar professores e alunos

O formato de videoaula faz parte de um novo contexto educacional experimentado não só pelos alunos como também pelos professores, por conta da pandemia ocasionada pelo novo coronavírus. Os Centros de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) vêm buscando adotar este formato por terem um conteúdo informativo com linguagem acessível e atrativa aos estudantes da rede estadual de educação.

Esta é a realidade do Ceja Gayoso Almendra, localizado no bairro Poti Velho, zona norte de Teresina, e que atende 285 alunos no turno da noite. As primeiras videoaulas iniciaram com a disciplina de química ministrada pelo professor Pedro Leandro Junior, e em seguida, pelo professor de matemática, José Carlos Guimarães.

Reprodução

O compartilhamento dos vídeos junta-se ao uso dos grupos de mensagens na plataforma WhatsApp, e-mail, contato telefônico e atividades impressas adotados pela escola. O professor Pedro explica que a adoção das videoaulas foi a melhor forma para repassar o conteúdo. “Ensinar química a distância sem uma videoaula dificulta a aprendizagem. São conteúdos que necessitam uma explicação mais detalhada e neste formato facilita o entendimento dos alunos. Optei, por mim mesmo, com base no planejamento pedagógico, criar os slides e gravar as aulas, como uma maneira de tornar a relação mais próxima com os meus alunos. Eu não queria perder este vínculo”, destacou Pedro.

O professor produz os vídeos com conteúdos e exercícios para seis turmas, sendo sexta e sétima etapas, e ressalta que o formato passa a mensagem para que o aluno não desista. “São alunos que, mesmo diante das dificuldades acrescentadas à pandemia, não pararam os estudos. O resultado está sendo muito bom e percebemos isto nas devolutivas das atividades. Eles sempre entram em contato fazendo perguntas, alguns por videochamada ou ligação”, afirma.

Para o professor José Carlos, que leciona matemática no Ceja, os vídeos são atrativos porque facilitam a vida do estudante. Ele afirma que a ideia de criar os conteúdos por vídeo era ter uma maior aproximação dos alunos diante desta nova realidade. “Está sendo uma experiência maravilhosa, apesar do trabalho. Temos que buscar olhar para o lado positivo de tudo e são novos aprendizados que estou aplicando na prática. É importante estreitar a relação professor-aluno, sendo que na videoaula tem outro ponto positivo, que é o de aluno pausar, voltar a explicação e assistir quando tiver um tempo”, comentou.

Com quatro turmas, João Carlos relata que no convívio em sala de aula o aluno acaba se acostumando com a forma de explicar do professor e as videoaulas tentam resgatar este ambiente. “Vamos adotando outros meios de se chegar aos estudantes. Muitos deles são resgatados após vinte anos longe da sala e pensando nesta característica retomo conteúdos básicos a fim de facilitar na hora da explicação. Tento simular o assunto que estaria no quadro para os vídeos e detalhar todas as linhas explicativas da matemática. A linguagem de popularização dos termos matemáticos é a utilizada para o fácil entendimento nas minhas aulas”, finalizou


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