Déficit habitacional no PI é de 129.038 moradias e de THE 32.243

Pesquisadora da UFPI, em dissertação de mestrado, diz que equivale a 15,2%.

Em sua dissertação “O Trabalho Social em Empreendimentos do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV): avaliando a operacionalização e os resultados no município de Teresina”, apresentada em seu Mestrado em Políticas Públicas ao Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas, da Universidade Federal do Piauí, a pesquisadora Talita Kelly de Sousa Passos, revelou que o déficit habitacional do Piauí é de 129.038 habitações, equivalente a 15,2%.

De acordo com Talita Kelly, o deficit habitacional urbano do Piauí é de 78.098 habitações, equivalente a 13,7%, enquanto o déficit na zona rural é de 50.940 unidades habitacionais, correspondente a 18,2% do total.

Talita Kelly de Sousa Passos informa, em sua dissertação de Mestrado em Políticas Públicas, que o déficit habitacional de Teresina é de 32.243 habitações, correspondente a 14,5%. O déficit habitacional na zona urbana da capital piauiense é de 29.644 habitações (14,1%) e na zona rural é de 2.599 habitações, equivalente a 21,6%.

“No caso do déficit habitacional do município de Teresina, em 2014, existiam 273 ocupações irregulares, destas, 112 eram aglomerados subnormais, com 34.925 famílias; 156 se caracterizavam como vilas e favelas, com 40.395 famílias; e 5 foram identificadas como assentamentos, com 1.493 famílias. O déficit habitacional em Teresina é inferior ao do Piauí, em termos relativos, porém é superior ao do Nordeste e ao do Brasil”, afirmou.

A pesquisadora Talita Kelly de Sousa Passos acrescenta que em 2010, Teresina era a quarta com pior índice entre as capitais nordestinas, ficando acima somente de Natal, Maceió e São Luís.

“Constata-se, assim, que o processo acelerado de urbanização nas décadas de 1970 a 1980, deixou marcas de segregação e exclusão no espaço urbano, intensificando a questão urbana e a problemática habitacional. Tanto a legislação que dispõe sobre a organização espacial da cidade como os dados censitários demonstram que a cidade se

expandiu para todas as direções e zonas da capital. Teresina já nasceu sob o signo da pobreza, pois os legisladores preocupavam-se com o tipo de habitação que cercava o núcleo central da cidade, logo na segunda década do nascimento da cidade. A visão dos 'dirigentes municipais, dos intelectuais, dos cronistas e visitantes para as casas de palha era o olhar de censura, de medo', considerando que a maior parte daquelas moradias eram habitadas por pobres, vistos sob a ótica do discurso construído no Ocidente, como 'classes perigosas'.

No final da década de 1950, a cidade se expandiu nas direções norte e sul e, a partir da construção da primeira ponte de concreto sobre o Rio Poti - a Ponte Juscelino Kubitscheck -, essa expansão propagou-se para a zona Leste. Outros fatores contribuíram para a ocupação desta zona, entre eles, a instalação, em meados dos anos de 1970, da Universidade Federal do Piauí, bem como a expansão da infraestrutura urbana (água, luz, telefone, calçamento e asfaltamento nas principais vias de acesso à Universidade). Nesse período, moradores do centro se dirigiram para essa região, considerando-a menos quente que a zona da qual haviam saído.

A partir de 1977, com o revigoramento das COHABs, o governo estadual passou a investir de forma maciça no setor de habitação. Na década de 1970 observou-se que a zona Sul foi a região que mais se expandiu em decorrência da implantação de grandes conjuntos habitacionais”, aponta a pesquisadora Talita Kelly de Sousa Passos.






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