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Efrém Ribeiro

Diretor do GMNC diz que solidariedade são as características de THE

Ao discursar representando os 32 homenageados com a  comenda Medalha Conselho Saraiva, entregue pelo prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB),  em solenidade no Theatro 4 de Setembro , na sexta-feira (16), dentro das comemorações pelos 167 anos da capital piauiense, o diretor de Jornalismo do Grupo Meio  Norte de Comunicação (GMNC), jornalista José Osmando de Araújo, disse que as características fortes da cidade são o convívio comunitário , a solidariedade e a fraternidade.

"Esta necessidade de consolidar o 'local', fez com que a cidade invertesse a lógica do capital, privilegiando a humanização.

E não foi sem razão que isso aconteceu. A cidade, que tem uma enorme extensão territorial rural, fez justiça ao seu passado, conservando a sua cultura e valorizando o viver comunitário, que a torna, portanto, além de diferenciada, uma cidade muito mais feliz.

Mesmo tendo a necessidade de incorporar novos padrões de desenvolvimento econômico, de novas tecnologias, de uma expansão urbanística verticalizada, Teresina não se rendeu ao império do modismo e, assim, não se petrificou" , declarou o jornalista  José Osmando de Araújo, ao receber a Medalha Conselheiro Saraiva, concedida a quem tem relevantes prestados à cidade de Teresina.

José Osmando disse que os veículos do GCMN tem se dedicado a mostrar o trabalho de centenas de pessoas dedicadas a ajudar, a abraçar e serem solidárias para ajudar Teresina a ser uma cidade melhor e exemplificou com a edição especial do Jornal Meio Norte de comemoração dos 167 anos de Teresina mostrando teresinenses que atuam com trabalho de solidariedade às pessoas que precisam de ajudam em determinado momento de suas vidas.

"Guardo a certeza de que não haveria espaço físico nesta cidade capaz de abrigar tanta gente do bem, tanto trabalhador honesto, visionário, inquieto e dedicado, tantas pessoas que reservam seu tempo livre para abraçar as causas e as necessidades dos outros, tantas pessoas que constróem uma vida de diálogo, que se preocupam com o vizinho, que têm um gesto especial para com os que portam deficiências, e mantém uma atitude vigilante na formação de nossas crianças e jovens, tantos são os movimentos, nesta direção, espalhados por toda Teresina", analisou José Osmando.

O discurso de José de Osmando na íntegra:

"Quando aqui cheguei, em março de 1998, passados já 21 anos, chamado por Paulo Guimarães na missão de com ele colaborar na sistematização dos veículos de comunicação Meio Norte, nutri-me da convicção de que haveria de ter olhos atentos para ver e ouvidos escancarados para ouvir, porque só assim teria as condições essenciais para sentir e compreender o Piauí, a cidade de Teresina, seu povo.

Só desse jeito, vendo, ouvindo e sentido, teria as condições de observar realidades, entender carências, captar avanços, recolher manifestações e, assim, passar para meus companheiros de trabalho quais seriam os ingredientes necessários para construirmos uma comunicação servidora, democrática, via de mão-dupla, porta aberta para colher os anseios da comunidade, sempre fundado no respeito, na compreensão de cada momento, no diálogo, na colaboração e na verdade.

Aqui chegando, quem governava a cidade de Teresina era o prefeito Firmino da Silveira Soares Filho, pouco mais de um ano à frente do seu primeiro mandato, cuja posse ocorrera em inícios de 1997. Vejo-o, hoje, próximo a concluir o seu quarto mandato eletivo.

Em 1999, tive a imensa alegria de receber o título de Cidadão Teresinense, outorgado pela Câmara de Vereadores, numa iniciativa bondosa do amigo Fernando Said. Agora, Fernando é o titular da Comunicação da Prefeitura de Teresina e, certamente, deve ter culpa no cartório na indicação desta engrandecedora homenagem.

Faço essa alusão, primeiro por gratidão, mas, noutro aspecto não menos importante, para expressar a minha impressão do quanto deve ser honroso tornar-se o dirigente do povo de sua cidade durante quatro mandatos eletivos. E o digo, porque entendo ser o teresinense um povo diferenciado, com atributos extraordinários que o valorizam como uma gente vocacionada para o trabalho, para a ousadia, para a criatividade, para a solidariedade, para uma atitude, diria, libertária, e para o viver comunitário. E, sendo assim, governar este povo deve ser entendido como uma dádiva.

O monumental brasileiro Milton Santos, o único a ganhar o prêmio Valtrin Lud, considerado o Nobel da Geografia, e aquele que se tornou referência mundial na questão da ocupação dos nossos espaços urbanos, buscou entender esse espaço, ao longo de seu rico trabalho, a partir de uma abordagem humanista e abarcando o seu passado histórico. Segundo ele, cada lugar é, ao mesmo tempo, objeto de uma razão global e de uma razão local, convivendo dialeticamente.

Ao que observo ao longo de mais de duas décadas, é que Teresina parece ter compreendido e praticado o que Milton Santos preconizou. Esta necessidade de consolidar o “local”, fez com que a cidade invertesse a lógica do capital, privilegiando a humanização.

E não foi sem razão que isso aconteceu. A cidade, que tem uma enorme extensão territorial rural, fez justiça ao seu passado, conservando a sua cultura e valorizando o viver comunitário, que a torna, portanto, além de diferenciada, uma cidade muito mais feliz.

Mesmo tendo a necessidade de incorporar novos padrões de desenvolvimento econômico, de novas tecnologias, de uma expansão urbanística verticalizada, Teresina não se rendeu ao império do modismo e, assim, não se petrificou.

Essa configuração, ao que sinto ao longo desse tempo de observação, faz de Teresina uma cidade com duas fortes características: primeiro, um espaço vigoroso de viver comunitário; segundo, um lugar de prática constante e crescente de solidariedade e fraternidade.

Hoje, por exemplo, a edição especial que o Jornal Meio Norte produziu em homenagem a Teresina, é uma exposição bela e verdadeira do que afirmo. Com a temática THEabraço, o jornal regisrou o trabalho apaixonado de centenas de pessoas que se dedicam a abraçar as dificuldades dos outros, dando-nos a lição, em tempos difíceis de ódio, de indiferença e preconceito, que é possível ter-se um viver melhor, mais humano, mais decente e mais feliz.

Com a temática THEolhando, o Meio Norte trouxe o olhar sensível de mais de duas dezenas de teresinenses, de todas as vertentes, que puseram suas lentes sobre algo belo, inusitado e edificante da nossa cidade, fornecendo aos leitores uma edição rica de encanto e valor.

Meus amigos, todos os que aqui estão sendo homenageados o são, imagino, de modo merecido. Mas guardo a certeza de que não haveria espaço físico nesta cidade capaz de abrigar tanta gente do bem, tanto trabalhador honesto, visionário, inquieto e dedicado, tantas pessoas que reservam seu tempo livre para abraçar as causas e as necessidades dos outros, tantas pessoas que constróem uma vida de diálogo, que se preocupam com o vizinho, que têm um gesto especial para com os que portam deficiências, e mantém uma atitude vigilante na formação de nossas crianças e jovens, tantos são os movimentos, nesta direção, espalhados por toda Teresina.

Penso que Teresina é uma cidade de encontro. E o mais importante é o encontro, porque os caminhos mudam-se, misturam-se a outros caminhos que inventamos somente para celebrarmos o encontro, já dizia Milton Santos, com que concordo plenamente.

Ao encerrar, desejo agradecer, de coração, ao Grupo Meio Norte de Comunicação, que me acolhe com respeito e profissionalismo, aos meus companheiros de trabalho pela sensibilidade com que olham a cidade diuturnamente, sendo capazes de traduzir sentimentos, contar histórias emocionantes, apontar caminhos e andar solidariamente junto àqueles que mais têm necessidades, sempre entendendo que o jornalismo é um serviço público essencial à vida das pessoas, à consolidação de princípios fundamentais de igualdade, justiça e fraternidade.

Por último- mas principalmente- , meu sentimento particular a minha família, pela eterna compreensão e estímulo, pela tolerância da ausência. A Laís, minha mulher, companheira de todos os momentos, inspiração para uma vida de equilíbrio, sensatez e decência. A minha adorada filha Carolina, meu neto Felipe, razão de permanente alegria e impulso de humanização, e ao nosso futuro Gabriel, que está chegando já, trazido pelas cores da Primavera.

Obrigado a todos."


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