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Fiocruz: Maior parte do Piauí está com tendência de crescimento da Covid-19

Os dados são do Boletim InfoGripe, da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (25).

Na maior parte dos municípios do Piauí, há tendência do aumento positivo de novos casos de  Covid-19, apesar de Teresina estar em tendência de baixa de casos. Os dados são do Boletim InfoGripe, da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (25).

A Fiocruz  observou que 8 das 27 capitais apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas) até a semana 46: Aracaju (SE), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Macapá (AP), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Velho (RO) e São Paulo (SP). 

No entanto, assim como destacado para os estados, a análise da evolução temporal por faixa etária sugere tratar-se apenas de crescimento leve compatível com oscilação ao redor de patamar estável. 

Em Florianópolis, Rio de Janeiro e em São Paulo o aumento se concentra nas crianças de 0-9 anos e se mantém desde o mês de outubro. Em 6 capitais observa-se sinal de queda na tendência de longo prazo: Belém (PA), plano piloto de Brasília e arredores (DF), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS) e Teresina. 

Maior parte do Piauí está com tendência de crescimento da Covid-19 (Foto: FMS)Maior parte do Piauí está com tendência de crescimento da Covid-19 (Foto: FMS)

Além disso, 5 capitais apresentam sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo (últimas 3 semanas): Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA). Porém, os dados sugerem tratar-se de leve crescimento associado a possível oscilação, apenas. Conforme apresentado pelos indicadores de transmissão comunitária, a maioria das capitais encontram-se em macrorregiões de saúde com nível alto ou muito alto, embora diminuindo gradativamente. 

Das 27 capitais, 2 integram macrorregiões de saúde em nível pré-epidêmico (Boa Vista e São Luís), 2 integram macrorregiões em nível epidêmico (Belém e Cuiabá), 21 em nível alto (Aracaju, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, Teresina e Vitória), e 2 em nível muito alto (Belo Horizonte e São Paulo). Nenhuma capital encontra-se em macrorregião de saúde com nível extremamente elevado.

Para avaliação criteriosa da evolução ao longo do tempo e volume de casos, o Boletim mostra estabilidade de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com pequenas oscilações na maioria das faixas etárias. No entanto, os grupos de crianças de zero a nove anos vêm novamente apresentando crescimento significativo de casos de vírus sincicial respiratório - a exemplo do Rinovírus, Adenovírus, Bocavírus, Parainfluenza 3 e 4. Já na faixa de jovens adultos de 20 a 29 anos, foi observado aumento de resultados positivos para o novo coronavírus. 

O pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, alerta que esse quadro reforça a importância da revisão dos protocolos adotados no ambiente escolar, como avaliação da capacidade de ventilação e circulação de ar nas salas de aula, assim como a distribuição e o uso consciente de máscaras adequadas (PFF2). A análise do Boletim é referente à Semana Epidemiológica (SE) 46, período de 14 a 20 de novembro.  

O cenário nacional mostra que nove das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a SE 46: Acre, Amazonas, Amapá, Ceará, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Rondônia, São Paulo e Tocantins. 

“No entanto, em vários desses estados o indício de crescimento recente é compatível com oscilação em torno de um valor estável”, observa o Gomes. Em relação ao recente surto de casos influenza na cidade do Rio de Janeiro, o pesquisador afirmou que somente ao longo das demais semanas será possível realizar uma análise mais conclusiva. 

Na  atualização, a Fiocruz não observou impacto nos casos de SRAG até a SE 46. No Amapá, chama a atenção o indício de possível aumento na população entre 60-69 anos. Esse crescimento, de acordo com a análise, é similar ao que vem sendo observado desde outubro no do Rio Grande do Norte, onde se verifica manutenção de crescimento na população entre 50-79 anos. 

No Tocantins, também se observa situação similar, “porém ainda incipiente”. Nos demais estados, nove apresentam queda na tendência de longo prazo: Alagoas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe. Finalmente, quatro estados têm sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo (últimas três semanas),“porém todos em situação compatível com oscilação em torno de valor estável”. 

São eles: Espírito Santo, Pará, Paraná e Rio de Janeiro.

Em São Paulo, o crescimento recente está fundamentalmente restrito às crianças de zero a nove anos, alcançando o patamar observado no pico de março deste ano. 

Já no Espírito Santo e Rio de Janeiro,  o aumento do número de casos está concentrado em crianças, adolescentes  e jovens adultos (0-9, 10-19 e 20-29 anos). 

Entre os demais estados, nove apresentam queda na tendência de longo prazo: Alagoas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe. Finalmente, quatro UFs têm sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo (últimas três semanas): Espírito Santo, Pará, Paraná e Rio de Janeiro, “porém todos em situação compatível com oscilação em torno de valor estável”. 

Com relação ao nível atual de casos semanais, apenas seis unidades da federação apresentam ao menos uma macrorregião de saúde em nível muito alto (MG, MS, PR, RS, SC e SP) e nenhuma apresenta nível extremamente alto.

 

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