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IBGE aponta que aumentou número de famílias que vivem de doações

Efrém Ribeiro 

Da Editoria Geral

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)  divulgou , na sexta-feira (4) a Pesquisa do Orçamento Familiar (POF) mostrando que no Piauí que  um terço do exorçamento dos mais pobres (famílias que ganham até dois mínimos) vem de doações. 

As  famílias dentro desse padrão social recebem  doações de brinquedos, roupas e comida.  A pesquisa mostra o aumento de gastos com alimentação fora de casa.

São famílias cujos integrantes trabalham e comem fora de casa (pode ser restaurante ou lanchonete mas não pode ser marmita). O IBGE diz que isso tem acontecido no Nordeste porque mais mulheres estão trabalhando fora de casa.

As famílias com rendimento de até dois salários mínimos (R$ 1.908,00) comprometiam uma parte maior de seu orçamento em despesas com alimentação e habitação do que aquelas com rendimentos superiores a 25 salários mínimos (R$ 23.850,00). Somados, os dois grupos representavam 61,2% das despesas das famílias com menores rendimentos, sendo 22,0% destinados à alimentação e 39,2% voltados à habitação. Entre aquelas com os rendimentos mais altos, a soma atingia 30,2%, sendo 7,6% com alimentação e 22,6% com habitação.

Para as famílias que formam a classe de maiores rendimentos, as despesas com alimentação (R$ 2.061,34) eram mais que o triplo do valor médio do total das famílias do país (R$ 658,23) e mais de seis vezes o valor da classe com rendimentos mais baixos (R$ 328,74).

Além disso, 23,9% das famílias que recebiam até R$1.908,00 contribuíam com apenas 5,5% do valor médio recebido no Brasil. Isso significa que, da média mensal de R$ 5.426,70, apenas R$ 297,18 vêm deste grupo. Já os 2,7% das famílias que recebiam mais de R$ 23.850,00 contribuíam com R$ 1.080,26 para a média global. Dessa forma, este grupo se apropria de quase 20% de todos os valores recebidos pelas famílias. É o que mostra a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018.

A pesquisa revela também que alimentação, habitação e transporte comprometiam, em conjunto, 72,2% dos gastos das famílias brasileiras, no que refere ao total das despesas de consumo. Considerando ainda a distribuição das despesas de consumo, no caso das da alimentação, a proporção nos gastos totais da situação rural (23,8%) superou a da urbana (16,9%), bem como as despesas com transporte (20% rural e 17,9% urbano). Educação (4,7%) foi o grupo que apresentou uma participação para as famílias de residência urbana (4,9%) o dobro da observada para aquelas de situação de residência rural (2,3%).

A participação da despesa com alimentação fora do domicílio na área urbana foi de 33,9% no total das despesas com alimentação. Na área rural, chegou a 24,0%, um aumento de 11 pontos percentuais em relação à POF 2002-2003. O valor médio da despesa com alimentação fora do domicílio na área urbana foi 87,1% maior que o da área rural. Já para a alimentação no domicílio, o valor médio da despesa das famílias em áreas urbanas foi 15% maior do que em áreas rurais.

Famílias brasileiras gastam em média R$ 4,6 mil por mês

A despesa total média mensal familiar no Brasil era de R$ 4.649,03 em 2017-2018, sendo 7,2% mais alta nas áreas urbanas (R$ 4.985,39) e 45,3% menor nas áreas rurais (R$ 2.543,15). Os maiores valores ocorreram nas regiões Centro-Oeste (R$ 5.762,12) e Sudeste (R$ 5.415,49). Norte (R$ 3.178.63) e Nordeste (R$ 3.166,07) ficaram abaixo da média.

Alimentação, habitação e transporte respondem por 72,2% dos gastos de consumo das famílias

A participação das despesas de consumo no total das despesas foi de 81,0% para o Brasil, com média mensal de R$ 3.764,51. O valor médio das despesas de consumo realizadas pelas famílias residentes em situação rural (R$ 2.158,83) correspondeu a 57,3% da média nacional e a 53,7% do gasto médio das famílias em situação urbana (R$ 4.020,98).

Alimentação representa 22,0% dos gastos das famílias com rendimentos de até 2 salários mínimos

As famílias com rendimento de até dois salários mínimos (R$ 1.908,00) comprometiam uma parte maior de seu orçamento em despesas com alimentação e habitação do que aquelas com rendimentos superiores a 25 salários mínimos (R$ 23.850,00). A relação se inverte no que se refere às despesas com transporte e educação.

Reprodução/IBGE

Gastos com saúde aumentam em todas as pesquisas desde 1974

O grupo alimentação mostrou queda de 2,3 p.p. entre as duas últimas edições da POF, passando de 19,8% para 17,5%. Habitação, educação e assistência à saúde tiveram aumentos em relação a 2008-2009, sendo que esta última mostra crescimento em todas as edições da pesquisa.

Despesa com alimentação fora do domicílio aumenta 11 p.p. na área rural

Entre a POF 2002-2003 e POF 2017-2018, houve aumento de 8,7 p.p. no peso da despesa com alimentação fora do domicílio no país. O crescimento do percentual na área rural, que foi de 13,1% em 2002-2003, aumentou 11 p.p., chegando a 24,0% em 2017-2018.

Os maiores percentuais com alimentação fora do domicílio em 2017-2018 ocorreram nas regiões Centro-Oeste (38,0%) e Sudeste (34,2%), que ficaram acima da média nacional (32,8%). O menor percentual ocorreu na região Norte (21,4%). Os maiores aumentos, entre as POFs 2002-2003 e 2017-2018, ocorreram nas regiões Centro-Oeste (13,5 p.p.) e Nordeste (12,8 p.p.).

Carnes, vísceras e pescados são 20% das despesas de alimentação no domicílio

Nas despesas com alimentos para consumo no domicílio, a participação do grupo de Cerais, leguminosas e oleaginosas vem caindo ao longo do tempo: de 10,4%, em 2002-2003 para 8,0% em 2008-2009 e 5% em 2017-2018. Óleos e gorduras também seguem em queda: respectivamente 3,4%, 2,3% e 1,7%.

Carnes, vísceras e pescados continuam sendo o grupo de maior participação nas despesas (20,2%), com discreta perda em relação a 2008-2009 (21,9%).

Famílias das áreas rurais ganham pouco mais da metade do recebido em áreas urbanas

O valor médio recebido pelas famílias, relativo ao rendimento mensal e à variação patrimonial (saques de poupança e vendas de imóveis, por exemplo), alcançou R$ 5.426,70 em 2018. Nas áreas urbanas, foi de R$ 5.806,24 enquanto em áreas rurais foi de R$ 3.050,49. Ou seja, as famílias em situação rural recebiam pouco mais da metade (52,3%) do valor recebido em áreas urbanas.

A maior participação no valor médio recebido pelas famílias (rendimento e variação patrimonial) veio do rendimento de trabalho (R$ 3.118,66), que representou 57,5% do total. Nas áreas urbanas, o rendimento de trabalho correspondia a 58,4% do valor recebido e, nas áreas rurais, a 46,8%.

A segunda maior participação veio das transferências (19,5%). Entre as transferências, as aposentadorias e pensões do INSS representaram 55,0% e os programas sociais federais, 5,4%. Nas áreas urbanas, as transferências ficaram com 19,0% do total recebido, enquanto nas áreas rurais chegavam a 25,3%.

Os rendimentos de aluguel (de bens móveis e imóveis) e as outras rendas apresentaram as menores contribuições na composição do valor médio recebido pelas famílias (1,6% e 0,7%, respectivamente), tanto nas áreas urbanas (1,7% e 0,7%, respectivamente) quanto nas rurais (0,9% e 0,9%, respectivamente).

Além disso, 14,5% do que as famílias recebiam foi não monetário, ou seja, valores referentes às aquisições pelas quais as famílias não precisaram pagar. Nas áreas rurais, o peso desse componente foi ainda maior (18,3%), enquanto nas áreas urbanas foi similar à média nacional (14,2%). Já a variação patrimonial representou 6,2%, com maior peso nas áreas rurais (7,9%).





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