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Mel produzido pela Pronaf no Piauí ganha selo de exportação para EUA

Mel produzido pela agricultura familiar no Piauí ganha selo de exportação para EUA, Alemanha, Itália, França e Reino Unido

O mel produzido pela agricultura familiar no Piauí ganhou selo de exportação dos Estados Unidos, Itália, Alemanha, França e Reino Unido.

A informação foi divulgada , durante assinatura virtual, na quinta-feira (22), da operação de crédito entre  o Banco de Brasília (BRB) e a Cooperativa Mista dos Apicultores da Microrregião de Simplício Mendes (Comapi), dentro do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com a participação do governador Wellington Dias (PT).

O Pronaf foi criado pelo Governo Federal para prestar apoio financeiro para o trabalhador rural e sua família, a fim de aumentar e fortalecer a capacidade produtiva, melhorar sua renda, proporcionar bem-estar social e melhoria da qualidade de vida. 

Por meio do programa, os produtores podem ter acesso a créditos para custeio, investimento e/ou industrialização. Para ser um beneficiário, o trabalhador precisa apresentar projetos individuais ou coletivos que gerem renda aos agricultores familiares.

Todo o passo a passo sobre como constituir uma cooperativa e se tornar um beneficiário do Pronaf está na Cartilha Crédito. 

Ela dispõe sobre os princípios, custos e atos do cooperativismo, composição de sócios, uso de novas tecnologias, formas de tributação, obrigações fiscais, contratos, cadastros e certidões exigidas, além das orientações para o acesso ao Pronaf BRB.

O diretor presidente da Comapi, Felipe Joaquim, contou um pouco da história da cooperativa, que tem firmado parcerias estratégicas com entidades públicas e privadas determinantes para o seu crescimento e fortalecimento. 

“A Comapi foi fundada em 2007 e hoje temos os selos de exportação, sendo nos clientes os Estados Unidos, Itália, França, Alemanha e Reino Unido. Um dos grandes desafios é o capital de giro para o período da safra de mel, que é curto. A parceria com o Consórcio Nordeste e Governo do Estado gerou o projeto piloto de apoio às cooperativas, na qual a Comapi foi o primeiro empreendimento a receber apoio financeiro para custeio, o que é muito importante para resolver um dos principais gargalos, que é justamente o capital de giro. Que seja a primeira de muitas ações”, disse.

Wellington Dias destacou a necessidade de trabalhar com estímulo fiscal, tecnologia e cooperativismo para o desenvolvimento da agricultura familiar.

“Havia um conceito de que o Nordeste era uma região sem jeito, condenada à pobreza. Foi a partir do trabalho com a ciência e experiência dos movimentos sociais que descobrimos que é possível viver em qualquer região do semiárido. Hoje precisamos adotar uma sistemática de tratamento semelhante a que é dada ao microempreendedor, uma política de estímulo para que o produtor se desenvolva. Temos que nos preparar para colocar os pequenos nesse novo mundo da tecnologia, com o que houver de mais eficiente na área da assistência técnica, com as condições de operações de crédito, com o máximo de estímulo fiscal e numa perspectiva não apenas de mercado regional e nacional, mas internacional. Nós apostamos e acreditamos na agricultura familiar”, finalizou o governador e presidente do Consórcio Nordeste, Wellington Dias.

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