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No Cerrado, expansão acelerada da agricultura reduz vegetação de campo

A característica mais marcante das transformações de uso da terra do Bioma Cerrado é a expansão contínua e acelerada da agricultura, com o acréscimo de 102.603 km² entre 2000 e 2018. Nota-se que as áreas de vegetação campestre e florestal se reduziram, também, progressivamente, dando lugar a pastagem com manejo e área agrícola, mostra a pesquisa  Contas de Ecossistemas: Uso da Terra nos Biomas Brasileiros (2000-2018), que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na quinta-feira (24).

A pastagem é a segunda classe de uso da terra mais representativa nesse bioma, e sua relevância se deve às características históricas de ocupação. Em 2018, 44,61% das áreas agrícolas e 42,73% das áreas de silvicultura do Brasil encontravam-se no Bioma Cerrado.

Reprodução

De 2000 a 2018, no Cerrado, houve alta de 52,92% para as áreas agrícolas e de 104,32% para as áreas de silvicultura. A expansão da agricultura está relacionada as commodities agrícolas, com duas grandes concentrações. A primeira, na região Centro-Sul – englobando os Estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul, que possui alta capacidade de investimento dos atores envolvidos, bem como aptidão agrícola do solo.

A outra concentração, no MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), vem sendo ocupada por plantações de soja, algodão e outras monoculturas de grãos e cereais, o que representa uma expansão contínua de padrão, de sul para norte, na agricultura brasileira.

A expansão da silvicultura, por sua vez, está associada, em termos de valor da produção, às atividades da indústria de papel e celulose, em crescimento no período citado, seguidas do uso tradicional para produção de lenha e carvão vegetal.

Na Mata Atlântica, as áreas naturais sofreram pouca alteração no período

A Mata Atlântica é o único bioma terrestre brasileiro cuja classe predominante da terra não é de cobertura natural. A vegetação florestal representava em 2018 apenas 12,6% de seu território, e, em 2000, 13,3%. Ou seja: as áreas naturais sofreram pouca alteração no período, no entanto, continuam a apresentar diminuição. Os destaques nas conversões de classes nesse bioma ficaram com a área agrícola e a silvicultura, que representaram, respectivamente, 32,9% e 42,7% das áreas do país em 2018, sendo o crescimento mais expressivo dessa última, com 33,9%, seguido pela área agrícola, com 19,6%.

A Mata Atlântica é o bioma com a maior densidade demográfica do país, abrigando 49,3% das áreas urbanas nacional em 2018. Essas particularidades se devem ao seu histórico de ocupação e urbanização, a partir das áreas litorâneas rumo ao interior, na formação territorial brasileira.


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