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Obras do PAC estão paradas em Teresina

Obras do PAC estão paradas em Teresina

As três principais obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em Teresina foram paralisadas ou não começaram por causa de erro de concepção na execução do projeto executivo, afirmou o presidente da Agespisa (Águas e Esgotos do Piauí), Antônio Filho, empresa responsável pela execução das obras..

Segundo ele, em Teresina, a capital do Piauí com 800 mil habitantes, a cobertura de esgotos é de apenas 17% e se as obras fossem realizadas a cobertura da rede de esgotos aumentaria para 55% na cidade.

As obras do PAC que estão paradas em Teresina são a ampliação do sistema de esgotamento sanitário de coletora, ligações domiciliares, interruptores e estações, com convênio do Governo Federal com o Governo do Piauí, em novembro de 2007, no valor de R$ 60,281 milhões, dos quais R$ 16,742 milhões foram liberados e as obras paralisaram com 14,98% executados; a ampliação do sistema de esgotamento sanitário (rede coletora de esgotos, que teve convênio assinado em maio de 2008, com investimentos de R$ 42,160 milhões, sendo que R$ 12,280 milhões foram liberados. As obras foram paralisadas com 30,20% executados; e a implantação de interceptor na Avenida Raul Lopes, usada para caminhadas e corrida pelos teresinenses; coletor tronco, estação elevatória e emissário na Avenida União no Real Copágre, na zona Norte de Teresina, orçada em R$ 8,865 milhões. A obra foi iniciada, mas o Governo do Estado não recebeu nenhum centavo porque não concluiu nenhuma etapa.

?As obras do PAC estão paradas por erro na execução do projeto Os projetos tiveram início e com o desenrolar das obras apresentaram erro de execução e tiveram que ser bloqueadas pelo Ministério das Cidades e foram suspensas pela Caixa Econômica Federal?, afirmou Antônio Filho.

Segundo ele, a Agespisa está refazendo os itens dos projetos para a retomadas das duas obras de esgotamento sanitário nas zonas Sul e Leste de Teresina para que tenha local de tratamento de esgotos. Será feita uma litação de R$ 35 milhões para uma Estação de Tratamento de Esgotos compacta porque não há mais espaço na zona urbana de Teresina para uma lagoa de estabilização.

Por causa da não conclusão das obras do PAC em Teresina, 83% dos esgotos da cidade são despejados diretamente nos dois rios que cercam a cidade, o Parnaíba e o Poti. O Ministério Público Federal impetrou uma ação na Justiça Federal contra a Agespisa por não ter cumprido no final do ano passado o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) garantindo cobertura de 47% de esgotos na capital piauiense.

?As águas servidas estão caindo diretamente nos rios nas áreas em que não têm esgotos. 17% de cobertura de esgotos são muito pouco e a consequência é que nós não oferecemos qualidade de vida para a população e o estado e o município de Teresina deixam de arrecadar tarifa?, afirmou Antônio Filho.

O engenheiro Carlos Augusto Oliveira, da Diretoria Técnica da Agespisa, afirmou que as três obras do PAC são complementares e 362 quilômetros de extensão.

?Quando as obras começaram foi observado que a cidade ficou mais densa,se estendeu e foi mais ocupada e não se tinha mais espaço de 30 a 40 hectares para uma estação de tratamento de esgotos, tivemos que refazer para que tanha três hectares?, falou Carlos Augusto Oliveira.



Por falta de obras de esgotamento sanitário, as galerias e os esgotos são a céu aberto em Teresina.

Casas nas Rua Monsenhor Zaul Pedreira e da República, limite do bairro Cumprida com a Avenida Eugênia Ferraz, na zona Sudeste de Teresina, estão perdendo o solo de sustentação por causa da erosão causada pelas águas em grande volume que escorrem por uma galeria de esgotos a céu aberto.

Em um dos lados da galeria, as águas de esgotos caem em uma escadaria formando uma cachoeira. O aspecto de cachoeira e de um lugar paradisíaco é reforçado porque a escadaria por onde as águas de esgotos escorrem é

coberta por uma frondosa árvore e viçosas bananeiras, que têm no lixo e águas servidas os nutrientes que precisam para ficarem vigorosas.

Os moradores que vivem nas margens da galeria há 23 anos mostram que a base de suas casas estão desmoronando junto com as estruturas de concreto da galeria.

?As nossas casas estão desmoronando junto com as paredes e o piso da galeria. Se as chuvas este ano tivessem sido mais fortes, com certeza que as nossas casas tinham desmoronado, o que pode acontecer a qualquer momento?, falou Maria das Dores Moraes, que vive no local desde 1999.

No bairro Campestre, na zona Sudeste de Teresina, a atendente de enfermagem Maria do Socorro de Sousa diz que no cruzamento das Ruas Marcos Hidd Santos Júnior e Professor Oscar Cavalcante as águas de esgotos estão escorrendo no meio das ruas porque o mato tomou conta da esquina das duas ruas.

?Têm aumentado os casos de dengue. Há dois anos, uma garota morreu no bairro de dengue hemorrágica?, ´disse Maria do Socorro.

Como as obras do PAC não foram concluídas, as ruas da zona Sul de Teresina têm muitos buracos abertos.


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