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Operação Propinagem prende mais dois fiscais, 3 empresários e interdita câmara frigorífica com carne podre

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Operação Propinagem prende mais dois fiscais, 3 empresários e interdita câmara frigorífica com carne podre


O coordenador do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), delegado Carlos César Camelo, disse que na manhã de terça-feira foram realizados 15 mandados de prisão preventiva da Operação Propinagem, de combate à sonegação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e cobrança e pagamento de propina para liberação de cargas de mercadorias.

O delegado Carlos Camelo disse que foram presos mais dois técnicos de fiscalização da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz)  Jonas Leite de Sousa, que trabalha como técnico de fiscalização em Pedro II e Stanlley Adriano da Silva Teixeira, técnico de fiscalização do Posto Fiscal da Tabuleta, na zona Sul de Teresina; o empresário Manoel Araújo Leal, proprietário da Madeireira Leal; Guilherme de Sousa Santos, gerente da Madeireira Leal; e e a empresário Lucimar Pereira da Silva, que possui um frigorífico no Mercado do Parque Piauí, na zona Sul de Teresina.

O delegado Carlos César Camelo afirmou que os dois empresários e os dois técnicos de fiscalização da Sefaz se apresentaram no Greco acompanhado de seus advogados para a efetuação das prisões, mas Lucimar Pereira da Silva foi presa pelos agentes e delegados da Greco, que descobriram que ela tinha um frigorífico e uma refrigeradora clandestinas em seu sítio na região entre a Cerâmica Civil, povoado rural de Teresina, e o município de Nazária.

Os policiais e delegados da Greco foram ao frigorífico clandestino de Lucimar Pereira da Silva acompanhados de fiscais da Vigilância Sanitária, que interditaram o estabelecimento depois que encontraram carne podre na refrigeradora.

O delegado Carlos César Camelo disse que os nove fiscais da Sefaz e os seis empresários presos na Operação Propinagem serão indiciados em corrupção passiva, corrupção ativa, concursão (corrupção praticada por servidor público), formação de organização para o crime e de sonegação fiscal.

Segundo ele, os técnicos em fiscalização e os empresários presos estão sendo ouvidos pela Greco e estão presos provisoriamente por cinco dias, mas deve pedir na Justiça  a prorrogação das prisões  provisórias ou prisão preventiva para os 15 presos.

Ele falou que a investigação da sonegação fiscal e cobrança de propina aos empresários por funcionários da Secretaria Estadual de Fazenda vai continuar, mas será feita deforma sigilosa.

Carlos César Camelo afirmou que os técnicos de fiscalização da Sefaz presos são acusados de cobrança de propina de R$ 300 a R$ 1,5 mil para liberação de cargas de água mineral, refrigerantes, carnes e de madeira e trabalhavam em Postos Fiscais e faziam fiscalização volante e não eram acompanhados de auditores fiscais da Sefaz e não tinham relação direta com os auditores, que atuam mais na análise dos dados fiscais das empresas, em balanços e  em auditorias fiscais.

"Vamos continuar com as investigações sobre sonegação fiscal e eventuais cobrança de propina a empresários e transportadores de cargos", salientou o delegado Carlos César Camelo.

Na segunda-feira já tinham sido presos na Operação Propinagem os funcionais da Sefaz Antônio Martins Damasceno Filho, técnico de fiscalização volante; Francisco José dos Santos Costa, técnico de fiscalização volante; Joaquim Vieira Filho, técnico de fiscalização volante; Charles de Lima Cavalcante, do Postinho Fiscal da Tabuleta; Francisco José de Sales Filho, técnico de fiscalização do Posto da Tabuleta; Deusdeth Ferreira Lima, técnico do Posto da Tabuleta; Francisco Terceiro Neto, técnico de fiscalização no Posto da Sefaz em Pedro II; e os empresários Luiz José Leite Bringel, Danilo Sampaio Bringel e Saulo Bringel Sampaio, diretores da fábrica de refrigerantes e distribuiodora de água mineral Relva, de Teresina.

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