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PI tinha o maior número de municípios de baixa renda e agora nenhum entre os 10

PI tinha o maior número de municípios de baixa renda e agora nenhum entre os 10

Em 1991 Piauí liderava com o maior número de municípios de baixa renda e agora não tem nenhum entre os 10 mais baixos

Também em 1991, o Piauí liderava como o estado com maior número de municípios entre os de renda mais baixa. Quatro das dez cidades com menor renda eram piauienses: Lagoa de São Francisco, Júlio Borges, Bela Vista do Piauí e Sebastião Leal. A menor renda, no entanto, foi verificada em Nova Colinas (MA), de R$ 33,24, seguida por Santa Filomena (PE), de R$ 39,45.

Em 2010, nenhum município do Piauí está entre os dez piores IDHM.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do país, estudo divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) intitulado "Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013", mostrou que o Piauí possui 11 cidades entre os 50 piores IDH do Brasil. O estado perde apenas para o Pará que tem 13 municípios, incluindo o com a pior avaliação (Melgaço).

IDHM mede o nível de desenvolvimento humano de determinada região. É a terceira vez que o órgão da ONU realiza o levantamento sobre a situação nos municípios do país ? outras duas edições da pesquisa foram divulgadas em 1998 e 2003.

A pequena São Francisco de Assis do Piauí, situada a 499 quilômetros ao Sul de Teresina, é a cidade do estado com pior colocação no ranking, ficando em quarto na lista negativa do Nordeste. O município teve um IDH de 0,485, considerado muito baixo pelo estudo. São Caetano do Sul, cidade mais bem colocado do Brasil, registrou 0,862, quase o dobro da cidade piauiense.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, São Francisco de Assis tem apenas 17 anos, conta com 5.567 habitantes, apenas 362 domicílios com água encanada e não possui rede de coleta e tratamento de esgoto.

Outras cidades do Piauí que estão entre na lista de 50 piores IDH do Brasil são: Caxingó, Betânia, Cocal, Cocal dos Alves, Assunção do Piauí, Tamboril, Lagoa do Barro, Veras Mendes, Joca Marques e Caraúbas.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de São Francisco de Assis do Piauí é 0,485, em 2010. O município está situado na faixa de Desenvolvimento Humano Muito Baixo (IDHM entre 0 e 0,499). Entre 2000 e 2010, a dimensão que mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,276), seguida por Longevidade e por Renda. Entre 1991 e 2000, a dimensão que mais cresceu em termos absolutos foi Longevidade (com crescimento de 0,142), seguida por Renda e por Educação.

O IDHM passou de 0,241 em 2000 para 0,485 em 2010 - uma taxa de crescimento de 101,24%. O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 32,15% entre 2000 e 2010.

O IDHM passou de 0,143 em 1991 para 0,241 em 2000 - uma taxa de crescimento de 68,53%. O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 11,44% entre 1991 e 2000.

São Francisco de Assis do Piauí teve um incremento no seu IDHM de 239,16% nas últimas duas décadas, acima da média de crescimento nacional (47,46%) e acima da média de crescimento estadual (78,45%). O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 39,91% entre 1991 e 2010.

São Francisco de Assis do Piauí ocupa a 5549ª posição, em 2010, em relação aos 5.565 municípios do Brasil, sendo que 5548 (99,69%) municípios estão em situação melhor e 17 (0,31%) municípios estão em situação igual ou pior. Em relação aos 224 outros municípios de Piauí, São Francisco de Assis do Piauí ocupa a 224ª posição, sendo que 223 (99,55%) municípios estão em situação melhor e 1 (0,45%) municípios estão em situação pior ou igual.

Entre 2000 e 2010, a população de São Francisco de Assis do Piauí teve uma taxa média de crescimento anual de -0,70%. Na década anterior, de 1991 a 2000, a taxa média de crescimento anual foi de 2,93%. No Estado, estas taxas foram de 1,01% entre 2000 e 2010 e 1,01% entre 1991 e 2000. No país, foram de 1,01% entre 2000 e 2010 e 1,02% entre 1991 e 2000. Nas últimas duas décadas, a taxa de urbanização cresceu 0,00%.

Entre 2000 e 2010, a razão de dependência de São Francisco de Assis do Piauí passou de 72,86% para 59,28% e o índice de envelhecimento evoluiu de 6,11% para 6,81%. Entre 1991 e 2000, a razão de dependência foi de 91,90% para 72,86%, enquanto o índice de envelhecimento evoluiu de 5,88% para 6,11%.

A mortalidade infantil (mortalidade de crianças com menos de um ano) em São Francisco de Assis do Piauí reduziu 42%, passando de 53,5 por mil nascidos vivos em 2000 para 30,9 por mil nascidos vivos em 2010. Segundo os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, a mortalidade infantil para o Brasil deve estar abaixo de 17,9 óbitos por mil em 2015. Em 2010, as taxas de mortalidade infantil do estado e do país eram 23,1 e 16,7 por mil nascidos vivos, respectivamente.

A esperança de vida ao nascer é o indicador utilizado para compor a dimensão Longevidade do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). Em São Francisco de Assis do Piauí, a esperança de vida ao nascer aumentou 15,6 anos nas últimas duas décadas, passando de 53,4 anos em 1991 para 62,0 anos em 2000, e para 69,0 anos em 2010. Em 2010, a esperança de vida ao nascer média para o estado é de 71,6 anos e, para o país, de 73,9 anos.

A proporção de crianças e jovens frequentando ou tendo completado determinados ciclos indica a situação da educação entre a população em idade escolar do município e compõe o IDHM Educação.

No período de 2000 a 2010, a proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola cresceu 168,45% e no de período 1991 e 2000, 218,91%. A proporção de crianças de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental cresceu 846,62% entre 2000 e 2010 e 1.713,64% entre 1991 e 2000.

A proporção de jovens entre 15 e 17 anos com ensino fundamental completo cresceu 0,00% no período de 2000 a 2010 e -100,00% no período de 1991 a 2000. E a proporção de jovens entre 18 e 20 anos com ensino médio completo cresceu 0,00% entre 2000 e 2010 e -100,00% entre 1991 e 2000.

Em 2010, 40,28% dos alunos entre 6 e 14 anos de São Francisco de Assis do Piauí estavam cursando o ensino fundamental regular na série correta para a idade. Em 2000 eram 15,56% e, em 1991, 4,43%. Entre os jovens de 15 a 17 anos, 10,96% estavam cursando o ensino médio regular sem atraso. Em 2000 eram 0,00% e, em 1991, 0,00%. Entre os alunos de 18 a 24 anos, 1,00% estavam cursando o ensino superior em 2010, 0,00% em 2000 e 0,00% em 1991.

Nota-se que, em 2010 , 3,99% das crianças de 6 a 14 anos não frequentavam a escola, percentual que, entre os jovens de 15 a 17 anos atingia 14,49%.

A escolaridade da população adulta é importante indicador de acesso a conhecimento e também compõe o IDHM Educação.

Em 2010, 15,77% da população de 18 anos ou mais de idade tinha completado o ensino fundamental e 7,61% o ensino médio. Em Piauí, 41,81% e 26,87% respectivamente. Esse indicador carrega uma grande inércia, em função do peso das gerações mais antigas e de menos escolaridade.

A taxa de analfabetismo da população de 18 anos ou mais diminuiu 21,53% nas últimas duas décadas.

Os anos esperados de estudo indicam o número de anos que a criança que inicia a vida escolar no ano de referência tende a completar. Em 2010, São Francisco de Assis do Piauí tinha 7,26 anos esperados de estudo, em 2000 tinha 4,33 anos e em 1991 3,13 anos. Enquanto que Piauí, tinha 9,23 anos esperados de estudo em 2010, 6,68 anos em 2000 e 5,89 anos em 1991.

A renda per capita média de São Francisco de Assis do Piauí cresceu 160,30% nas últimas duas décadas, passando de R$54,48 em 1991 para R$84,62 em 2000 e R$141,81 em 2010. A taxa média anual de crescimento foi de 55,32% no primeiro período e 67,58% no segundo. A extrema pobreza (medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 70,00, em reais de agosto de 2010) passou de 76,55% em 1991 para 58,21% em 2000 e para 48,38% em 2010.

A desigualdade aumentou: o Índice de Gini passou de 0,48 em 1991 para 0,54 em 2000 e para 0,60 em 2010.


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