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Piauienses têm a segunda menor expectativa de vida do Brasil, diz IBGE

Um piauiense nascido em 2019 tem expectativa de viver 71,6 anos em média, número que é superior apenas ao verificado para o Maranhão, onde a expectativa de vida é de 71,4 anos. As informações são da Tábua Completa de Mortalidade 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Santa Catarina possui a maior expectativa de vida ao nascer do país, cerca de 79,9 anos, o equivalente a 8,5 anos a mais do que o Piauí. No Brasil, uma pessoa nascida em 2019 tem esperança de viver por 76,6 anos, o que representa 5 anos a mais do que no Piauí.

A situação é pior entre os homens do Piauí, que têm a menor expectativa de vida do Brasil. Um piauiense do sexo masculino nascido em 2019 tem expectativa de viver 67,3 anos em média. No Brasil, a expectativa de vida de ao nascer para o sexo masculino é de 73,1 anos, o que representa 5,8 anos a mais do que os nascidos no Piauí.

 A diferença é ainda maior se comparada com a expectativa de vida que um homem tem em Santa Catarina, estado com o maior indicador. Lá, espera-se que um homem viva 76,7 anos em média, o que equivale a 9,4 anos a mais do que os homens nascidos no Piauí.

Piauienses têm 2° menor expectativa de vida- Foto: IBGE

Em geral, as mulheres têm expectativa de vida ao nascer superior aos homens. Isso ocorre como reflexo dos altos níveis de mortalidade de jovens do sexo masculino por causas violentas. No Piauí, as pessoas do sexo feminino nascidas em 2019 têm esperança de viver por 76 anos, revelando uma diferença de 8,7 anos a mais de vida do que os homens do estado. Essa diferença é a terceira maior do país, inferior apenas à Bahia (9,2 anos) e à Alagoas (9,5 anos).

Apesar de ser esperado que vivam mais do que os homens piauienses, as mulheres nascidas no Piauí têm a quarta menor expectativa de vida do Brasil. O indicador é superior apenas ao das pessoas do sexo feminino que nascem em Rondônia (75,5 anos), no Maranhão (75,3 anos) e em Roraima (75,1 anos).

A expectativa média é que as pessoas do sexo feminino nascidas no Brasil, em 2019, vivam por 80,1 anos, o que significa 4,1 anos a mais do que as nascidas no Piauí. As mulheres de Santa Catarina têm a maior expectativa de vida do país: 83,2 anos, o equivalente a 7,6 anos a mais do que as piauienses e 15,9 anos a mais do que os homens nascidos no Piauí.


A Tábua Completa de Mortalidade do IBGE é um dos parâmetros usados para determinar o fator previdenciário, influindo no cálculo dos valores das aposentadorias dos trabalhadores que estão sob o Regime Geral de Previdência Social. Os indicadores revelados pelo estudo estão diretamente associados com as condições sanitárias, de saúde e de segurança da população. Assim, os dados auxiliam também a avaliar e introduzir os ajustes necessários nas políticas sociais do país.

Taxa de mortalidade infantil do Piauí é a 4ª maior do país

 A cada mil nascidos vivos no Piauí, cerca de 17,5 morrem antes de completarem um ano de idade. É a quarta maior taxa de mortalidade infantil do país, inferior apenas ao Maranhão (18,6), à Rondônia (18,8) e ao Amapá (22,6). O estado com menor indicador é o Espírito Santo (7,8). No Brasil, o índice é de 11,9 mortes a cada mil nascidos vivos, de acordo com a Tábua Completa de Mortalidade 2019, do IBGE.

 O estudo mostra ainda que a mortalidade infantil atinge em maior proporção as crianças do sexo masculino no Piauí. Entre eles, a taxa é de 18,2 mortes a cada mil nascidos vivos. Já entre as crianças do sexo feminino, a probabilidade é que, a cada mil nascidas vivas, cerca de 16,7 não cheguem a completar um ano de idade.

 No Brasil, as crianças do sexo feminino também têm maior possibilidade de chegarem a completar um ano de idade do que aquelas do sexo masculino. A taxa de mortalidade infantil entre as mulheres nascidas vivas no país é de 11 a cada mil, índice que sobe para 12,8 mortes a cada mil nascidos vivos do sexo masculino. Somente em Roraima o índice de mortalidade infantil é maior entre as mulheres (16,9) do que entre os homens (16,4).

Os índices encontrados no Brasil são superiores às taxas dos países mais desenvolvidos do mundo. Japão e Finlândia, por exemplo, possuem taxas de 1,8 e 1,7 mortes a cada mil nascidos vivos no período de 2015-2020, respectivamente. No entanto, os índices do Brasil são bem menores quando comparadas com as taxas de países da África Central e Ocidental, por exemplo, onde os índices estão em torno de 90 mortes para cada mil nascidos vivos.

População piauiense tem a 2ª menor expectativa de vida após os 60 anos

 A população piauiense que tinha 60 anos de idade em 2019 deve viver por mais 20 anos, em média, de acordo com as projeções do IBGE divulgadas no estudo Tábua Completa de Mortalidade 2019. É a segunda menor perspectiva do país, melhor apenas do que em Rondônia, onde a expectativa de vida para uma pessoa que completou 60 anos de idade em 2019 é de mais 19,7 anos.

Entre os homens do Piauí que tinham 60 anos de idade em 2019, a perspectiva é ainda menor: 17,9 anos, a expectativa de vida mais baixa do país entre os idosos do sexo masculino. Entre as mulheres do Piauí, o esperado é que vivam por mais 21,8 anos. Apesar de estarem em situação melhor do que os homens do estado, as mulheres do Piauí que tinham 60 anos de idade em 2019 têm a terceira menor expectativa de vida, acima apenas de Rondônia (21,2 anos) e de Roraima (21,1 anos).

 O estado com melhores perspectivas para as pessoas com 60 anos de idade é o Espírito Santo, onde a expectativa de vida para essa população é de 24,4 anos. Lá, também estão as melhores médias do país para ambos os sexos. Espera-se que um homem do Espírito Santo que tinha 60 anos de idade em 2019 viva por mais 22,2 anos e que uma mulher na mesma condição viva por mais 26,4 anos.

  No Brasil, o esperado é que as pessoas que completaram 60 anos de idade em 2019 vivam por mais 22,7 anos. Entre os homens do país, a média fica em mais 20,4 anos. Já entre as mulheres brasileiras, a perspectiva é de que vivam por mais 24,4 anos.

Dobra a chance de sobrevivência entre os 60 e os 80 anos de idade no Piauí

 Uma pessoa que completou 60 anos de idade em 2019 possui duas vezes mais chance de chegar aos 80 anos de vida do que alguém que tinha 60 anos de idade em 1980, no Piauí. É o que aponta a Tábua Completa de Mortalidade 2019, do IBGE.

Apesar da expectativa de vida da população idosa do Piauí ser a segunda menor do país, a taxa de sobrevivência em idades avançadas teve crescimento nas últimas décadas. Em 1980, apenas 231 em cada mil pessoas com 60 anos de idade chegaria a completar 80 anos de vida. Em 2019, a perspectiva é de que 514 em cada mil pessoas com 60 anos de idade devem chegar aos 80 anos de existência. O aumento foi de 123%.

O indicador reflete a diminuição da taxa de mortalidade entre a população idosa, o que fez com que a probabilidade de sobrevivência entre os 60 e os 80 anos de idade aumentasse em todo o país. O Piauí teve o quarto maior crescimento nesse índice, atrás apenas do Maranhão (131%), de Roraima (141%) e de Rondônia (211%).

Apesar do crescimento, o Piauí tem a segunda menor probabilidade de sobrevivência entre os 60 e os 80 anos de idade (514 a cada mil). Apenas Rondônia tem índice inferior (496 a cada mil). No Brasil, cerca de 604 a cada mil pessoas que tinham 60 anos de idade em 2019 devem chegar aos 80 anos de vida.


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