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Polícia Civil prende 7 funcionários da Secretaria de Fazenda e 3 empresários da empresa Relva na 'Operação Propinagem'

Contra corrupção.

Atualizada  às 18h32

Preso o 11º envolvido no esquema de proprinagem da Sefaz 

Se apresentou na tarde desta segunda-feira um dos acusados de envolvimento no esquema de sonegação do ICMS com cobrança de propina. 

O empresário Manoel Araújo Leal é proprietário da Madereira Leal e se apresentou na Greco.Ele teve sua prisão decretada na operação propinagem e é o 11º preso acusado de participar do esquema de propinagem da Sefaz no Piauí.


Ainda faltam a prisão de quatro pessoas, entre empresários e funcionários da Sefaz. Os  acusados presos estão na Polinter, Gtap e 1º Batalhão da Polícia Militar (BPM).


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Na manhã desta segunda-feira (13/07), a Polícia Civil do Piauí junto com a Secretaria Estadual de Segurança Pública deflagraram a ‘Operação Propinagem’, com o objetivo de combater a corrupção no Estado. De acordo com o delegado geral, Riedel Batista, a operação acontece em Teresina, Barras, Piripiri, União, Altos e em Juazeiro do Norte.

Segundo informações, a operação foi montada para desarticular um grupo criminoso de técnicos da Secretaria de Fazenda do Piauí juntamente com empresários. Ao todo, são seis fazendários e três empresários com mandados de prisão e busca e apreensão.

De acordo com o delegado geral, Riedel Batista, essa operação foi deflagrada visando desarticular uma associação criminosa que vinha dando prejuízo aos cofres do Estado. “Alguns técnicos fazendários em parceria com empresários estavam cometendo crimes tributários e com isso não fazendo o que é devido para algumas mercadorias que tem entrada no Estado do Piauí. Eles combinavam com os empresários, os técnicos recebiam quantias em dinheiro para não aplicar o imposto devido e com isso criava-se uma cadeia danosa de que o principal prejudicado era a sociedade, com essas prisões desarticula essa quadrilha e tem essa questão de que a policia está trabalhando no intuito de diminuir esses crimes no estado do Piauí”, declarou.

“Essa quadrilha se estende por todas as regiões, algumas pessoas estavam em deslocamento e essa operação é só o inicio de um trabalho, nós vamos intensificar no sentido de estar chamando, notificando empresários que tem algum tipo de contato com esses técnicos. O ramo dos empresários envolvidos é diversificado, não tinha um específico, temos no ramo de madeireiras, indústria de refrigerantes e em outros. Nós temos algumas prisões e as outras estão em diligências”, afirmou o delegado.

Ainda na manhã desta segunda, o delegado Carlos César do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), concedeu uma entrevista coletiva a imprensa na sede da delegacia geral do Piauí e afirmou que até o momento 10 pessoas foram presas na operação.

De acordo com o delegado, os presos serão autuados por corrupção ativa e passiva, organização criminosa e extorsão por agentes públicos:

Antônio Martins Damasceno Filho - Técnico fiscalização volante;

Francisco José dos Santos Costa - Técnico de fiscalização volante;

Joaquim Vieira Filho - Técnico fiscalização volante;

Charles de Lima Cavalcante - posto da Tabuleta;

Francisco José de Sales Filho - Técnico fiscalização do posto da Tabuleta;

Deusdete Ferreira Lima - Posto da Tabuleta;

Alberto Terceiro Neto- Técnico fiscalização posto Prensa em Pedro II;

Luiz José Leite Brinjela - Empresário;

Danilo Sampaio Bringel- Empresário;

Saulo Bringel Sampaio - Empresário


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Segundo o delegado Carlos César, a investigação começou por conta de um micro-empresário na região Sudeste de Teresina. “Nós representamos a expedição de 15 mandados de prisão temporária onde foram cumpridos na data de hoje 10 prisões e as outras cinco ainda estão pendentes, estamos com nossa equipe a procura e realizando diligências. Alguns advogados já contactaram as pessoas que estão foragidas e já se comprometeram em apresentá-las. Essa investigação vem em andamento desde julho do ano passado, um pequeno empresário da região Sudeste de Teresina que vende crediários nos procurou alegando que os técnicos fazendários haviam feito uma abordagem na sua residência e tinham lhe ameaçado por suas irregularidades, eles disseram que não iam apreender o seu material caso ele pagasse uma propina de R$ 5 mil reais. Ele trouxe esses fato ao nosso conhecimento, o inquérito policial foi instaurado e nos mês de setembro conseguimos comprovar o fato de que técnicos fazendários pressionavam as pessoas, detectavam irregularidades e cobravam propinas, e o pior que é descobrimos que alguns empresários tinham parceria com esses técnicos para que não fossem cobrado o imposto devido sobre o transporte de mercadorias que vinham do Maranhão e do Ceará e eles tinham que pagar o ICMS. Eles faziam vista grossa para o não recolhimento desses tributos em troca do pagamento de propina, todos esses fatos foram levados ao conhecimento da Central de Inquéritos e tivemos a prisão decretada, estamos muito satisfeitos com o resultado que ainda está em andamento”, declarou.

Ainda de acordo com ele, os foragidos devem se apresentar logo mais a polícia. “Os foragidos são um empresário e um gerente de uma madeireira e uma micro-empresária no ramo de frigoríficos, esses não foram encontrados, os advogados entraram em contato e prometeram entregá-los ainda essa tarde, vão ser submetidos por reconhecimento, interrogatório policial e vamos tomar uma decisão de prisão preventiva deles ou não porque algumas pessoas acabam por contribuir e ajudar a polícia e não há necessidade as vezes de todas as pessoas responderem o processo presas, provavelmente isso pode afirmar que quem estiver foragido vai ter o pedido de prisão preventiva solicitado pelo Greco”, disse.

Ao ser indagado sobre o tempo em que a quadrilha agia, o delegado afirmou. “Durante o pedido de investigação está comprovado que esse esquema criminoso estava em andamento, a gente acredita que isso pode acontecer de 5 anos para ca, é quase impossível prever desde quando eles estavam agindo porque a maioria dos funcionários tem longa data na empresa. A participação da população é fundamental todas as vítimas que vieram prestar depoimentos são de baixa condição financeira, pequenos empresários que muitas vezes não tem condição de abrir uma empresa legalmente e foram extorquidos por eles”, destacou.

O delegado afirmou ainda que eles tomaram conhecimento de uma ação dos acusados no Shopping da Cidade. “Eles passavam em vários box pegando dados e depois encaminhavam para os proprietários dos box uma proposta de propina para que eles não fossem fiscalizados pela Secretaria de Fazenda e que eles seriam avisados quando a Secretaria de Fazenda fosse fazer alguma fiscalização no Shopping da Cidade. Nós tomamos conhecimento de que esse fato estava ocorrendo, intimamos os proprietários do box e eles confirmaram em depoimento”, disse.


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