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População dá materiais para estradas, mas prefeitura retira máquinas

População dá materiais para estradas, mas prefeitura retira máquinas
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Para terem estradas de acesso aos povoados da zona rural e à estrada do Rodoanel de Teresina, que liga as rodovias BR-343 e BR-316, os moradores do assentamento Limoeiro, criado inicialmente pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na zona Sudeste de Teresina, compraram do seu bolso ou conseguiram como moradores de localidades vizinhas a piçarra e o seixo para que a Prefeitura Municipal, através da Superintendência de Desenvolvimento Rural (SDR), com dinheiro de uma emenda ao Orçamento Popular de 2013, construíssem as vias.

Efrém Ribeiro

Os moradores apesar de entrarem como a piçarra e o seixo, que foi doado por José Bispo, morador do Campestre, na região Sudeste , cuja aquisição deveria ter sido feita pelo poder público, estavam satisfeitos porque a Prefeitura de Teresina estava fazendo a obra com rapidez.

Isso até quinta-feira porque na sexta-feira a construtora responsável pela obra retirou de uma só vez as duas máquinas patrol; três caçambas; dois carros-pipas e um trator.

“Levaram tudo, não ficou nada na obra. Alegaram que suspenderam o serviço por causa do tempo chuvoso, mas está tudo enxuto”, declarou Maria de Lourdes, que mora há 24 anos no assentamento Limoeiro.

“Nós conseguimos a piçarra e o seixo foi dado por José Bispo, do Campestre. Como é uma obra prevista para 2013, pensávamos que as estradas seriam construídas, mas tiraram todas as máquinas e não disseram quando voltariam para a continuidade da construção, falou Maria de Lourdes.

Efrém Ribeiro

O assentamento Limoeiro passou a ser organizado pelo Incra há dez anos, mas muitos moradores já residiam no local ou na região.

São 40 famílias que têm casas construídas com o mesmo padrão como se fosse um conjunto habitacional, mas como foram construídas em uma área de 50 metros por 100 metros, algumas residências ganharam galpões de palha como se fosse um anexo, varanda para armar redes e muita área verde e jardins floridos.

Uma singela igreja católica dá o tom de união comunitária dos moradores do assentamento Limoeiro. É bonita e singela. Fica no centro do assentamento e as caas formam as ruas principais a partir das duas estradas, a que liga ao Rodoanel e a outra à estrada dos Afonsinhos, assentamento na zona rural de Teresina.

Efrém Ribeiro

João Damásio, lavrador de 61 anos, afirmou que os moradores de Limoeiro querem que viaturas da Polícia Militar (PM) façam rondas no assentamento porque os bandidos descobriram o local. No mês passado, os moradores, incluindo João Damásio, prenderam e amarraram, até a chegada da Polícia Militar, de seus assaltantes que estavam roubando gado dos moradores do assentamento e também do município de Pau D´Arco,na região Norte do Piauí.

“Os seis assaltantes roubaram uma motocicleta e um boi de um morador do assentamento, mas eles roubavam gado dos criadores de Pau D´Arco pegando os bois e as vacas no laço e andando de motocicletas. Eles tinham um caminhão, cedido por outro homem, para transportarem os bois e as vacas. Quando nós os amarramos e prendemos tivemos que evitar que fossem mortos pelos donos do gado roubado, que queriam matá-los. Tivemos que intervir como fomos nós que os prendemos se morressem poderiam nos responsabilizar pelo crime porque os pegamos e amarramos”, falou João Damásio.

Com a ponte sobre o rio Poti do Anel Viário, os assaltantes do conjunto Porto Alegre e Vila Irmã Dulce, na zona Sul de Teresina, descobriram como podem tentar roubar os moradores de Limoeiro.

O lavrador Eulálio Raimundo Bispo ,que mora há dez anos em Limoeiro, afirmou que o grande problema do assentamento é a falta de energia elétrica, que acontece com frequência, o que o obriga ter uma lamparina na cabeceira da cama, o que é um perigo por causa do risco de incêndio de sua residência.

“Ficamos de quatro a cinco dias sem energia, usando direto a lamparina”, afirmou Eulálio Raimundo Bispo.

Efrém Ribeiro

Eulálio Bispo é lavrador e cria galinhas e porcos, como a maioria dos moradores do assentamento Limoeiro. “A falta de energia atrapalha muito as nossas vidas e o nosso trabalho de criar bodes, porcos e galinhas, falou o agricultor Genésio Ferreira dos Santos, de 39 anos.

“Precisamos de mais segurança, das estradas e segurança porque não adianta a gente trabalhar tanto, ganhar nosso dinheiro, plantar nossas terras e criar nossos animais para os assaltantes roubarem o que a gente ganha”, afirmou o agricultor Manoel Ferreira. 


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