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Acidente em aeroporto de Teresina causa confusão em voôs para todo o país
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Infraero vai promover audiências públicas para elaborar edital de reforma do Aeroporto de Teresina

Infraero vai promover audiências públicas para elaborar edital de reforma do Aeroporto de Teresina

Infraero vai promover audiências públicas para elaborar edital de reforma do Aeroporto de Teresina

A Empresa de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) vai promover audiência pública para esclarecer dúvidas e coletar sugestões sobre o edital de licitação das obras de reforma e modernização do Terminal de Passageiros do Aeroporto de Teresina Petrônio Portella.

O edital para licitação das obras no Aeroporto de Teresina tem previsão de lançamento para o inicio de 2011.

A Infraero vai investir recursos destinados à obra de reforma e modernização do Terminal de Passageiros. Com esses investimentos, a Infraero vai adequar o aeroporto para atender, com conforto e segurança, à demanda projetada de passageiros de Teresina, que está aumentando.

A Infraero está calculando o total de empregos diretos que as obras de reforma vão oferecer

Ontem, o movimento de pessoas no Aeroporto de Teresina foi intenso e foram formadas filas no embarque para os oito vôos que decolaram em Teresina.

Os passageiros que chegaram ontem em Teresina reclamaram dos atrasos em outras conexões.

O problema já vinha de sexta-feira, quando o índice de atraso de voos domésticos nos aeroportos da Rede Infraero registrou 3.8%. Em Brasília (DF), 10.1% de atrasos; em Congonhas (SP), 3.7%; 5.5% de atrasos em Guarulhos (SP). O Galeão (RJ) registrou 1.9% de atrasos no período.

Dos 960 voos domésticos programados de 0h as 11h, 13.6% sofreram atrasos de mais de 30 minutos.

Durante o dia, de 0h as 11h, no Aeroporto de Brasília, dos 69 voos programados, 14.5% registraram atraso; em Congonhas (SP), dos 81 voos programados, 18.5% sofreram atraso; em Guarulhos (SP), dos 73 voos programados, 23.3% registraram atraso. No Galeão (RJ), dos 52 voos programados, 15.4% sofreram atraso.

Por causa dos problemas nos aeroportos, a presidente eleita, Dilma Rousseff, quer remodelar o setor aéreo do país. Ela decidiu criar uma pasta específica para a área, provavelmente com status de ministério.

O objetivo é abrir o capital do setor à iniciativa privada e acelerar a construção de aeroportos para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016.

A Secretaria Especial de Aviação Civil cuidará de assuntos e órgãos que hoje estão sob a responsabilidade do Ministério da Defesa.

Responderão à nova pasta a Infraero, estatal que administra aeroportos, e a Anac, agência reguladora do setor.

Não está no desenho montado pela petista a junção dessa nova pasta com a Secretaria de Portos --ao contrário das especulações da semana passada. Os portos podem, inclusive, voltar a ser um departamento do Ministério dos Transportes.

A decisão final, contudo, passará pela negociação partidária. Dilma tenta acomodar 12 legendas aliadas em cargos do primeiro escalão.

Para comandar a nova pasta, a presidente eleita tem dito que não abre mão de um profissional com capacidade técnica. Isso não significa, porém, que não haverá negociação com alguma sigla de sua base de apoio. Ainda não há nomes em discussão.

O empenho em remodelar o setor vem de um diagnóstico do governo desde os tempos do caos aéreo, em 2006.

Dilma estabeleceu o assunto como prioridade da equipe de transição. Costuma avaliar nos bastidores que um fracasso nessa área será um fracasso pessoal.

O setor aéreo está hoje a cargo do Ministério da Defesa, chefiado por Nelson Jobim. Ele e Antonio Palocci, designado para a Casa Civil, já trataram sobre as mudanças planejadas por Dilma.

Jobim ainda não sabe se continuará no posto. Uma conversa dele com Dilma está prevista para dezembro. O presidente Lula defende a continuidade, pois considera que Jobim conquistou autoridade nas Forças Armadas, tradicionalmente reativas à subordinação a um civil.

Dilma Rousseff, porém, não bateu o martelo por duas razões: não faz avaliações positivas sobre a atuação de Jobim para resolver o problema dos aeroportos e o julga vinculado ao tucano José Serra, amigo pessoal do ministro.


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