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Safra agrícola do Piauí atinge 4,742 milhões de toneladas de grãos

A Companhia Nacional de Abastecimento estimou, na quarta-feira (13),  que a safra agrícola 2020/2021 do Piauí atingiu 4,742 milhões de toneladas de grãos.

Segundo a Conab, no Piauí,  o plantio da soja iniciou-se na segunda quinzena de outubro,  após o encerramento  do vazio sanitário e quando a umidade do solo já apresentava níveis apropriados. 

Para a safra 2020/21, estima-se um aumento médio de 5,8%  devido à abertura de novas áreas e migração do milho e algodão para soja. 

Dessa forma, a área de soja deve alcançar  802,9 mil hectares. 

No período do levantamento, a cultura já se encontrava com cerca de 85% semeada, número avançado quando comparado à evolução da safra anterior, mas com a operação de plantio paralisada devido à falta de chuvas. 

Do total semeado, 11% encontra-se em germinação/emergência, 78% em desenvolvimento vegetativo e 11% em floração. 

As condições das lavouras estão assim distribuídas: 72% em bom estado, 27% regular e 1% ruins.

Os maiores destaques nesse período ficam por conta do cultivo no Piauí e na Bahia, que, juntos, devem representar mais de 86% da área estimada para o plantio do feijão-caupi em todo o país. No primeiro estado, deverão ser quase 200 mil hectares destinados à semeadura da cultura. Já no segundo, cerca de 75% dos 137,1 mil hectares estimados já estão efetivamente semeados. O clima no começo do ciclo se apresentou favorável, mas no último mês registrou baixa incidência pluviométrica em alguns pontos, podendo impactar na produtividade final da cultura.

Para a região sul do país , as previsões climáticas indicam que o  trimestre deve ficar com chuvas próximas ou abaixo da média climatológica no Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina. 

No Paraná e leste de Santa Catarina devem predominar áreas dentro da faixa normal do período ou ligeiramente acima. 

Para a região do Matopiba, que compreende os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia há uma tendência de irregularidade espacial e temporal na distribuição das chuvas. 

O modelo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), indica uma maior probabilidade de chuvas dentro da faixa normal ou acima no norte de Tocantins, Maranhão e sudoeste do Piauí. 

No Oeste baiano e no leste do Piauí, as probabilidades são de chuvas na faixa normal ou abaixo da média. 

As previsões climáticas indicam irregularidade espacial na distribuição das chuvas nas Regiões Centro-Oeste e Sudeste, com maior probabilidade de acumulado abaixo ou dentro da faixa normal do trimestral em áreas de Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. 

Nas demais localidades dessas regiões há probabilidade de chuvas dentro da faixa normal ou acima. 

Na segunda quinzena de dezembro de 2020, grande parte do Oceano Pacífico Equatorial manteve o padrão de La Niña dos últimos meses, com anomalias negativas abrangendo quase toda a faixa equatorial, como pode ser observado no mapa de anomalias de temperatura da superfície de mar (TSM).  Os registros diários da TSM no Oceano Pacífico Equatorial nos últimos meses mostram uma sequência de vários dias com anomalias negativas atingindo e persistindo em um patamar de desvios negativos perto de -1 °C, como pode ser observado no gráfico diário de anomalia de TSM na área 3.4 de El Niño/La Niña (entre 170°W-120°W). Considera-se que o Oceano Pacifico Equatorial está na fase neutra quando as anomalias médias de TSM estão entre -0,5 °C e +0,5 °C.

O plantio do arroz ocorre, principalmente, entre o final de dezembro de 2020 e início de fevereiro de 2021, na maior parte do estado. 

Estima-se que a área plantada terá aumento de 5,8%, passando de 88,3 mil hectares para 93,4 mil hectares, em razão da alta lucratividade do produto. O rendimento médio esperado está em torno de 1.606 kg/ha. 

A colheita está prevista entre março e junho de 2021. 

No Piauí, a área de arroz total deve apresentar incremento na ordem de 4,7%, atingindo cerca de 51,4 mil hectares. 

Esse aumento é devido principalmente ao preço atrativo do cereal. 

A produtividade esperada é de 1.394 kg/ha, 16,6% menor que a safra anterior.

Com um aumento de área em 3,4%, a produção de soja na safra 2020/21 pode chegar a 133,7 milhões de toneladas no país.  A oleaginosa é a principal cultura cultivada e representa cerca de 50% da colheita de grãos no Brasil, estimada em 264,8 milhões de toneladas, como indica o 4º Levantamento da Safra de Grãos. Divulgado na quarta-feira  pela Companhia Nacional de Abastecimento , o boletim ainda revela que a produção total deve registrar um crescimento de 7,9 milhões de toneladas se comparado com a safra 2019/20, quando a colheita foi de 256,94.

A colheita da oleaginosa já teve início em Mato Grosso, conforme foi divulgado pela Companhia no Progresso de Safra desta semana. Principal estado produtor de soja, a produção poderá chegar a 35,43 milhões de toneladas, com uma ligeira queda com o estimado na safra anterior, mesmo com a expectativa de aumento na área plantada. O resultado é reflexo da estimativa de menor produtividade, uma vez que as condições climáticas de 2019 não se repetiram até então.

Outro grão de destaque é o milho. Com produção total estimada em 102,3 milhões de toneladas, a primeira safra do cereal deve apresentar uma queda de 6,9%.  As condições climáticas desfavoráveis no momento do cultivo da primeira safra influenciaram a produtividade, principalmente no Sul do país. No Rio Grande do Sul, a diminuição neste índice foi estimada em 11%. Com isso, a produção tende a ser 9,3% menor. 

Em Santa Catarina, os percentuais de queda na produtividade e na colheita da primeira safra são ainda maiores, chegando a 14% e 12,7% respectivamente. Em ambos os estados, a área destinada ao plantio do grão deve crescer, o que reduz um pouco a queda no volume de produção.

No caso do arroz, o aumento de área foi menor do que o esperado, principalmente pelo fato de as chuvas não abastecerem satisfatoriamente as barragens que fornecem água para as lavouras irrigadas na região Sul. Além do menor aumento de área, as condições climáticas também impactaram a produtividade. Assim, a produção deve atingir 10,9 milhões de toneladas, queda de 2,5% em comparação com a safra anterior.

Quadro de oferta e demanda – Neste 4a levantamento, houve uma revisão da periodicidade e metodologia do quadro de oferta e demanda de arroz. A Conab alterou a janela de análise anual de cada safra, passando do período de março a fevereiro para janeiro a dezembro.

Esta mudança já era solicitada pelo setor e visa trazer maior transparência e precisão nas estimativas de estoques, uma vez que, ao estimar o estoque de passagem em fevereiro, era preciso desconsiderar o produto novo colhido nos primeiros meses do ano. Isto gerava dificuldade na extração de tal informação, além de poder levar a uma interpretação equivocada do quadro de suprimento, em vista que o estoque físico real, ao final de fevereiro, é sempre maior do que o publicado como estoque de passagem.

Com esta mudança, o estoque físico real, ao final de dezembro, será igual ao publicado como estoque de passagem no fim do mesmo mês, pois a colheita do arroz inicia-se apenas em janeiro de cada ano.


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