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"Saudades, nunca mais matei ninguém”, diz um dos 14 policiais presos

Atualizado às 17h12

A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí (SSP-PI), deflagrou operação na segunda-feira (2), em Teresina e cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão na capital. A ação teve como objetivo desarticular organização criminosa composta por policiais militares e civis num total de 16 investigados.

Foram presos 13 policiais militares identificados como Genildo Vieira da Silva, Francisco das Chagas Lima Trindade, Helido Cunha de Sousa, Bruno Costa de Oliveira, Antônio Lopes Rosa, Rafael dos Santos Leal, Marcelo Ribeiro Rocha, Percyvall de Oliveira Ferreira, Lourival Ferreira de Carvalho Neto, Ellisson Costa Vieira, Wanderley Rodrigues da Silva, vulgo W.Silva, Erasmo de Morais Furtado e José Afonso Santos e Silva. 

Participaram das diligências unidades espeacilizadas da Polícia Civil e da Polícia Militar. O inquérito policial está sob alçada do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) e contou com apoio do serviço reservado PM.

O comandante geral da Polícia Militar, coronel Lindomar Castilho, informou que dos investigados, 13 são militares, que foram presos durante todo o dia.

“A ação teve como objetivo desarticular a organização criminosa composta por policiais. Sete armas foram  apreendidas, entre elas duas carabinas de pressão 5.5, pistola Beretta 7.65, revólveres calibres 38 e12. A Corregedoria está acompanhando tudo. São 13 prisões decretadas de militares. Para nós da PM é uma situação triste, porque a PM não forma policial para ser bandido e sim para defender o povo. O juramento é no sentido de colocar até sua vida em defesa da segurança e estão ferindo de morte o compromisso que tinham com a população. Então o que nos resta agora é apurar com rigor que a lei estabelece”, falou o coronel Lindomar Castilho.

A operação faz parte do desdobramento das prisões realizadas na semana passada envolvendo roubo de cargas e pistolagem.

O secretário estadual de Segurança Pública, Fábio Abreu, informou que os policiais civis e militares são suspeitos de roubo de carga, pistolagem e ajudar traficantes em boca de fumo.

A investigação teve início durante o roubo de carga no Maranhão que aconteceu este ano.




"A principal atuação é o roubo de carga de cigarros. Eles não registravam os roubos e vendiam a mercadoria. Todos os policiais são de Teresina, apenas um deles, que é um policial carioca que foi preso suspeito de roubar R$ 300 mil do assalto ao Banco do Nordeste e é considerado o líder da quadrilha", falou Fábio Abreu.

O delegado Gustavo Jung, do Greco, presidente do inquérito que investiga 16 policiais suspeitos de integrar quadrilha especializada em diversos crimes em Teresina., disse que a operação se chamou Dictum, que significa  limpeza em Latim.

“É um inquérito  com 227 páginas, q    ue  reúne material comprobatório para indiciar todos os investigados. Entre os crimes supostamente praticados por eles estão associação criminosa, roubo de carga, extorsão, tráfico de drogas, comércio ilegal de arma de fogo e até assassinatos. Cobravam de 20 mil a 30 mil reais para executar. Pelo menos dois casos foram concretizados. Entre os alvos do grupo, estavam arquivos vivos ou pessoas que poderiam atrapalhar as ações criminosas. Os PMS presos ocupam postos que vão de soldados a subtenentes”, informou Gustavo Jung.

A investigação que resultou na prisão, iniciou há um ano, após ser identificada a participação de policiais no roubo de carga de um depósito.

Para Fábio Abreu, mais uma vez a polícia corta da própria carne e deixa claro que não age com corporativismo.

Segundo ele, a Secretaria de Segurança Pública fez  limpeza em suas instituições cumprindo o  dever.

O coronel Lindomar Castilho disse que os policiais acusados no esquema criminoso  serçao expulsos da PM.

O delegado geral da Polícia Civil, Luccy Keiko, e o coordenador do Greco, delegado Tales Gomes, divulgaram áudios dos policiais que foram presos comprovando que alguns deles cobravam R$ 30 mil para matar e R$ 10 mil para espancarem pessoas;

Em uma das conversas, os policiais aparecem negociando armas para executar serviços. Um reclama que só tem um revólver 38 e quer adquirir uma pistola. "Ainda mais nós que somos pistoleiros”, diz.

Em outro diálogo, eles falam de um "contrato" no valor de R$ 10 mil para espancar uma pessoa.

"Eu tinha pedido 20 mil para derrubar, mas o cara não quer derrubar de jeito nenhum", fala um dois policiais.

Os áudios mostram que os policiais trocam serviços entre si. Um deles pede que o colega dê uma surra em um rapaz que teria incomodado a sua família. O PM que afirma fazer o serviço pergunta se pode matar e revela que está com saudades.

"Eu estou com saudades, nunca mais matei ninguém. Oh! tristeza. Vamos tirar um dia para nós rodar", fala.


Os policiais conversam também sobre supostas investigações relacionadas a milícias em Teresina. "Rapaz essa polícia daqui gosta muito é de prender polícia e os vagabundos reinam na cabeça deles", fala um dos policiais militares,

Outro policial diz que no Piauí não existe milícia e chama os policiais do estado de medrosos. "Milícia é no Rio de Janeiro rapaz, não existe no Piauí, não. Os policiais, somos todos medrosos", garante.

Os policiais também foram flagrados acertando uma carga de cigarro contrabandeado. 


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