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Setut diz que não há como ampliar frota de ônibus sem remuneração

O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano (Setut) divulgou nota , na tarde de segunda-feira, aos veículos de comunicação, garantindo que sem remuneração pelos serviços prestados, as empresas de transporte coletivo não têm como ampliar a frota,

O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano (Setut) divulgou nota , na tarde de segunda-feira, aos veículos de comunicação, garantindo que sem  remuneração pelos serviços prestados, as empresas de transporte coletivo não têm como ampliar a frota,

Os empresários informam que continuarão mantendo em operação a frota que é possível colocar nas ruas, tendo em vista a total incapacidade financeira em que se encontram, pois para aumentar essa frota, sem o aumento da demanda, só será viável se o poder público remunerar corretamente as concessionárias para só transportar passageiros sentados. 

Além disso será necessário que a Prefeitura de Teresina disponibilize a Guarda Municipal e a Polícia Militar de forma permanente para que não se possa deixar adentrar nos ônibus, passageiros acima da capacidade da bancada.

As empresas responsáveis pelo transporte público de Teresina afirmam que a atual operação dos serviços não gera receitas suficientes para arcar com os custos operacionais da frota atual de ônibus na capital. Então, aumentar a frota é algo impossível de ser colocado em prática, por completa incapacidade financeira. 

A informação de que o sistema hoje possui ônibus para serem utilizados com a finalidade de atender ao estabelecido no Decreto é verídica. Porém, há necessidade da Prefeitura de Teresina remunerar adequadamente  pois não há demanda para tal aumento. Vale ressaltar que as concessionárias dos serviços de transporte de Teresina estão sem receber a remuneração devida pelos serviços prestados desde outubro de 2019.

Setut diz que não há como ampliar frota de ônibus sem remuneração Setut diz que não há como ampliar frota de ônibus sem remuneração 

Da mesma forma, as mesmas afirmam que não receberam nenhum tipo de remuneração ajustada às necessidades da pandemia Covid 19, oriundas do Poder Público Municipal, para o devido enfrentamento dessa situação de emergência, desde o início da crise até os dias atuais, diferentemente do que tem ocorrido em várias cidades brasileiras.

No entanto, mesmo em situação deficitária e sem receber os valores devidos, e por respeito aos usuários, os empresários informam que continuam mantendo o que é possível no atendimento à população teresinense. 

O pagamento das pendências financeiras, bem como a fixação de uma remuneração ajustada por parte da Prefeitura Municipal de Teresina, foi solicitado mais uma vez pelos concessionários, em reunião realizada na quinta-feira passada (27), com a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (STRANS), onde o responsável pelo órgão informou que iria levar a solicitação ao prefeito de Teresina, Firmino Filho.

Número de passageiros e receita do sistema de ônibus urbanos  reduziram 95%

De acordo com o SETUT, nos últimos meses, o sistema de transporte reduziu em 75% sua frota em operação, enquanto o número de passageiros e receita do sistema caiu 95%. 

Mesmo com a redução da frota, as concessionárias continuam arcando com as despesas relativas a salários, óleo diesel, peças e pneus, parcelas de financiamento de ônibus e demais insumos, como se a empresa estivesse em operação plena.

Neste momento, qualquer possibilidade de aumentar a frota em operação dependerá da Prefeitura de Teresina assumir os custos operacionais, uma vez que, as empresas não dispõem de recursos financeiros para arcar com aumento de custos sem o aumento da demanda.

A média de passageiros transportados desde o início da pandemia até o final de julho, ficou em torno de 5% da quantidade normal. Ao mesmo tempo, neste mesmo período, estavam sendo disponibilizados em torno de 20% da frota total. 

Após a reabertura gradual das atividades, em agosto, essa demanda aumentou para em torno de 30 mil passageiros, ou seja, 13% da demanda normal, e a frota subiu para 28%, mantendo-se ainda um enorme desequilíbrio entre receitas e custos.

Para os empresários, a Prefeitura se baseou em ações e tentativas de intervenções no transporte urbano realizadas em outras cidades brasileiras. No entanto, todas elas não surtiram o efeito almejado e foram canceladas, bastando observar que não há cidade brasileira adotando esse tipo de operação.

A aplicabilidade da determinação é por demais questionável, bastando observar que em várias cidades do país não foram adotadas. E alertam que quaisquer recomendações e/ou ações a serem implementadas no sistema local, necessitam de ser consideradas as peculiaridades e especificidades locais. 

Além do mais, é necessário que a Prefeitura estimule e adote urgentemente ações de incentivo para a adoção do home office por tempo indeterminado; a flexibilização de horários do comércio e outras atividades econômicas;  adequação de serviços públicos para atendimento online, campanhas maciças sobre higiene, distanciamento social, uso de máscara e não circulação de população de risco.

É mais que importante e necessário que a Prefeitura de Teresina consiga manter em dia os repasses para com as concessionárias remunerando-as a contento, para que as mesmas possam manter a estrutura operacional em atividade. A não adoção de ações conjugadas e simultâneas, certamente não trarão resultados positivos.

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