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Teresina tem redução de 4 milhões de passageiros de ônibus em 10 anos

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O transporte público é um serviço essencial para a sociedade, contudo tem sido fortemente impactado com a ausência de aporte de recursos e valorização. Com a pandemia de Covid-19, a situação do sistema em Teresina piorou e houve grande redução de passageiros de, aproximadamente, 95% de sua totalidade. Sem a estrutura necessária, o transporte público vem perdendo passageiros nos últimos 10 anos e estas constantes quedas nas quantidades de passageiros transportados podem resultar em colapso do setor em Teresina.

Um levantamento feito pelo Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) indica que houve uma queda sistemática na quantidade de demanda do sistema nos últimos 10 anos, e esse número se agrava quando se refere ao passageiro efetivamente pagante do sistema.  Em 2010, a média anual de passageiros transportados pagantes era de 6.238.289.  Uma década depois, esse número caiu para próximo de 2 milhões (2.292.814). Uma queda aproximada de 4 milhões de passageiros do transporte urbano da cidade.

Marcelino Lopes, vice-presidente do SETUT, explica que à medida que houve redução do número de passageiros, também se percebeu um aumento significativo do número de gratuidades, que gera um grande desequilíbrio financeiro do sistema de transporte público.

"Como o transporte é mantido pela tarifa paga pelo usuário, o serviço já vinha desequilibrado e esse problema se agravou substancialmente. A mudança vem sendo sentida pelas empresas de transporte coletivo, que sofrem com os aumentos constantes dos custos e uma queda permanente da arrecadação. Em nossos dados, por exemplo, constatamos que a quantidade de gratuidades aumentou neste mesmo período. Em 2010, a quantidade de passageiros não pagantes era menor que 200 mil/mês. Hoje, este número está próximo de 800 mil/mês. E a quantidade de estudantes se manteve, levando a um aumento percentual relativo deste volume em relação ao total transportado", explica o diretor da entidade.

Em análise nacional, o sistema de transporte público tem sentido efeitos da crise e aponta queda de demanda em todo o país. O presidente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) Otávio Cunha esclarece que o prejuízo do setor, após dez meses de impacto da pandemia, é resultado da drástica redução de demanda e, consequentemente, da receita tarifária, que superou em muito a redução da oferta.

"A quantidade de viagens realizadas por passageiros chegou a cair 80% nas primeiras semanas da crise e foi se recuperando lentamente, mas sem alcançar os níveis anteriores. Em dezembro de 2020, a redução média verificada chegou a 39,1%. Os prejuízos continuarão enquanto a tarifa paga pelo passageiro for a única fonte de financiamento do serviço na maior parte das cidades", destaca.


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