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Covid-19: A cada três horas um policial é afastado no Piauí

São exatos 2.054 policiais que se afastaram das atividades, ano passado, por causa da pandemia da Covid-19.

João Henrique Bezerra

A cada três horas, em média, um agente das forças de segurança do Piauí foi afastado de suas funções por apresentar sintomas, fazer parte de algum grupo de risco ou ter contraído, de fato, a Covid-19. São exatos 2.054 policiais que se afastaram das atividades, ano passado, por causa da pandemia do novo coronavírus. Mais da metade desse número já retornou só serviço de em suas corporações. Um total de 21 deles perderam a vida para a doença. 

O número de policiais piauienses que afastados, por conta da pandemia, representa 28,7% do efetivo existente no Estado que é de 7.152 agentes, entre militares, bombeiros e civis. Essa média, inclusive, é um pouco acima do índice nacional, que ficou em 24,54%. O Brasil tem atualmente um efetivo de quase 514 mil policiais. Todos esses dados são de 2020 e foram coletados pelo Monitor da Violência, do G1, por meio de solicitação a todas as secretarias de segurança Pública dos estados. 

Agentes da força de segurança do Piauí são afetados pela Covid-19  (Foto: Divulgação)Agentes da força de segurança do Piauí são afetados pela Covid-19  (Foto: Divulgação)

Apesar de alto e acima da média nacional, o índice geral de afastamento de policiais no Piauí para tratamento do novo coronavírus foi apenas o quarto maior entre os estados da região Nordeste. Sergipe, com um afastamento de quase 37% do total de seu efetivo ficou na primeira colocação. Lá, oito agentes de segurança, todos da Polícia Militar, morreram por Covid-19.Já o Rio Grande do Norte registrou o menor percentual de afastamento, apenas 4%, com sete policiais mortos. 

Comparando com os estados líder e lanterna no Nordeste quanto ao afastamento de policiais pela covid-19, o Piauí vence ambos no quesito mortes pela doença, conforme os dados. Na verdade, o estado nordestino que registrou maior número de mortes pelo novo coronavirus em 2020 foi a Bahia. Foram exatos 33 agentes de segurança baiano que não retornaram ao trabalho ano passado porque perderam a vida para a doença. O número só é maior que o piauiense, que foram 21. 

A pesquisa mostrou ainda que todas as unidades da federação tiveram ao menos um policial morto pela doença no ano passado. Esse número hoje é certamente maior, já que não são levados em conta no dado os primeiros meses deste d 2021, quando a Covid-19 atingiu seu pico. Aqui no Piauí, a Secretaria Estadual de Segurança, procurada pela reportagem do portal Meio Norte, atualizou os dados gerais de mortes pela doença no Estado, desde o início da pandemia.

De acordo com o órgão piauiense, 47 agentes de segurança já morreram por causa da Covid-19, desde março do ano passado. São 40 PMs, 21 da ativa e 19 da reserva; um bombeiro da reserva e seis policiais civis. Inclusive o mais recente foi o agente Walter da Silva, mais conhecido como Walter Gago, de 61 anos, que trabalhava na Diretoria de Planejamento e Gestão da Secretaria de Segurança Pública do Piauí. Ele morreu no último 19 de abril.

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