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Médico critica decretos e diz: imunidade de rebanho é para gado

Para infectologista, termo só mostra como Governo Federal vê a população. De acordo com o especialista, os governos não estão mandando o recado correto da situação da pandemia no país, bem como no Estado, à população em geral.

O infectologista Kelson Veras, mestre em medicina tropical pela Fiocruz e ex-presidente da Sociedade de Teresina Intensiva do Piauí, criticou nesta terça-feira (11) os decretos governamentais que estão, de algum modo, flexibilizando a abertura de alguns setores da economia, causando assim aglomerações. De acordo com o especialista, os governos não estão mandando o recado correto da situação da pandemia no país, bem como no Estado, à população em geral.

“Todo tipo de flexibilização, sinaliza para a população que estamos em uma situação confortável, que podemos relaxar quanto aos cuidados. Porém, nunca estivemos tão mal quanto agora”, afirmou Veras, em entrevista ao programa Diálogo Franco, da TV Jornal, afiliada da TV Cultura. O infectologista ressaltou sua fala em citando a variante B.1.617, identificada primeiramente na Índia no ano passado, mas que já está sendo classificada como um tipo digno de preocupação global pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

infectologista dando entrevista ao programa Diálogo Franco, da Tv Jornalinfectologista dando entrevista ao programa Diálogo Franco, da Tv Jornal

A linhagem predominante da B.1.617 foi identificada primeiramente na Índia em dezembro. Entretanto, a pandemia da Covid-19 está fora de controle no segundo país mais populoso do planeta, com infecções e mortes batendo recordes diários.  “A preocupação é global, da Índia pode vir uma variante que ponha todo o esforço que já fizemos até aqui, seja na questão de vacinas, restrições ou mortes. O momento é gravíssimo”, alertou.

Kelson Veras criticou, ainda, o termo “imunização de rebanho”, que foi escrito no novo decreto da Prefeitura de Teresina, como justificativa para ampliar a flexibilização de setores na capital. Conforme o texto, “houve um visível avanço na disponibilização de doses de vacina, o que tem possibilitado a chamada Imunização de rebanho”. Para o especialista, além de ser usado de forma o termo, nem Teresina, tão pouco o Piauí, está perto de atingir a “Imunidade Coletiva”, termo clássico e correto usado pela ciência. 

“Esse termo é usado por veterinários, para atingir um rebanho animal, no caso gado, em sua maioria. E esse termo foi massificado pelo Governo Federal e só mostra como a União vem tratando de fato a população, como gado”, afirmou, ressaltando, também, que a imunidade coletiva só é atingida quando pelo meso 60% da população está, devidamente, vacinada. “Aqui no Piauí ainda não chegamos nem a 15%, ou seja, ainda bem longe do índice mínimo, quem dirá do ideal que é 80%. Portanto, não se justifica”. 


O infectologista defendeu, ainda, um fechamento rigoroso das atividades não essenciais, como forma para conter os avanços da pandemia. Ele ressalta que isso deveria ter sido feito desde o início e com a ajuda do Governo Federal, oferecendo condições para que as pessoas possam sobreviver durante esse período. Segundo o médico, o Brasil tem reservas de trilhões de reais no exterior e que tudo deveriam está sendo usados para ajudar as pessoas a enfrentar a pandemia. 

“O que a gente precisa, e precisou desde o início, foi um fechamento rigoroso, não fingir que fecha, como ocorreu em todo o país e ainda ocorre. Mas, ao lado desse fechamento rigorosíssimo, requer que o governo federal ajude a pessoa a sobreviverem, ou seja, nós os especialistas não estamos falando em fechar e deixar as pessoas morrendo de fome, sem ter como pagar as contas, mas é obrigação da União ajudar nesse momento”, ponderou.  

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