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Hístória:A guerra da Cisplatina ou campanha da Cisplatina

Hístória:A guerra da Cisplatina ou campanha da Cisplatina

Hístória:A guerra da Cisplatina ou campanha da Cisplatina
O Juramento dos Treinta y Tres Orientales, 1877. | Wikipédia

A guerra da Cisplatina ou campanha da Cisplatina (língua espanhola: Guerra del Brasil) foi um conflito ocorrido entre o Império do Brasil e a Províncias Unidas do Rio da Prata, no período de 1825 a 1828, pela posse da Província Cisplatina, a região da atual República Oriental do Uruguai. Na historiografia argentina é denominada como Guerra do Brasil ou Guerra Contra o Império do Brasil.

Foi o primeiro de quatro conflitos armados internacionais em que o Brasil lutou pela supremacia sul-americana, tendo o segundo sido a Guerra do Prata, o terceiro a Questão Uruguaia e o último a Guerra do Paraguai. Juntos, integram o conjunto das Questões Platinas, na História das Relações Internacionais do Brasil.

O termo Cisplatina (cis, aquém, da parte de cá de + platina, relativa ao rio da Prata), indica a localização geográfica do território da antiga província, a Leste daquele rio; em castelhano era conhecida como Província Oriental del Río de la Plata, constituindo-se no atual Uruguai.

Localizada na entrada do estuário do Rio da Prata, a Província Oriental era uma área estratégica, já que quem a controlava tinha grande domínio sobre a navegação em todo o rio, acesso aos rios Paraná e Paraguai, e via de transporte da prata andina.

A região era disputada pelas coroas de Portugal e da Espanha desde a fundação da Colônia do Santíssimo Sacramento (1680), sendo objeto de vários tratados territoriais, dos quais os principais foram o Tratado de Madrid (1750), o Tratado de Santo Ildefonso (1777) também chamado Tratado dos Limites e o Tratado de Badajoz (1801).

Na posse espanhola, com a independência da Províncias Unidas do Rio da Prata, constituiu-se em território daquele país até 1816 quando foi invadida pelo general Carlos Frederico Lecor, comandante da Divisão de Voluntários Reais do Príncipe, para a coroa portuguesa, na Guerra contra Artigas. Ali desenvolveu uma inteligente política de ocupação, com a fundação das Escolas Mútuas do Método Lancaster e o apoio às elites Orientais. Em 1821, foi incorporado ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves pelo príncipe-regente português, com o nome de Província Cisplatina. A anexação foi justificada, à época, pelos alegados direitos sucessórios que sua mãe, a rainha Carlota Joaquina, teria sobre a região.

O conflito

Alimentando pretensões de recuperar o território da Província Oriental ou Cisplatina as Províncias Unidas do Rio da Prata ajudaram os patriotas orientais (uruguaios), liderados por Juan Antonio Lavalleja, a que se levantassem contra a dominação brasileira na região. Para esse fim, os argentinos ofereciam-lhes apoio político, além de suprimentos de boca e de guerra. O conflito acabou eclodindo em 1825, quando líderes militares orientais, como Lavalleja e Fructuoso Rivera proclamaram a independência da região. Lavalleja desembarcou com suas forças na praia da Agraciada e, com o apoio da população, declarou a incorporação da Província Oriental às Províncias Unidas do Rio da Prata. Em resposta, em 10 de dezembro, o governo imperial brasileiro declarou guerra às Províncias Unidas, que retribuíram a declaração de guerra em 1° de janeiro de 1826.

Forças oponentes

O Brasil tinha uma significativa vantagem populacional em relação aos seus inimigos. A população brasileira era de 4,5 milhões de pessoas (incluindo 1,1 milhão de escravos), enquanto que a população das Províncias Unidas era de 600.000 (150.000 na província de Buenos Aires) e a do Uruguai, 60.000.[1] O tamanho da população, entretanto, não era uma medida adequada da força dos países. Muitos brasileiros estavam fisicamente e emocionalmente afastados do conflito. Nas Províncias Unidas, somente os portenhos estavam interessados na luta. Apesar da maioria dos uruguaios terem lutado com os portenhos, alguns se aliaram aos brasileiros. Tanto o Brasil quanto as Províncias Unidas tinham dificuldades em criar exércitos nacionais. A espinha dorsal do Exército Brasileiro, que havia lutado no Uruguai entre 1811 e 1821, era portuguesa. Depois que o Brasil proclamou sua independência em 1822, as tropas portuguesas em Montevidéu retornaram à Europa em março de 1824, sendo substituídas por tropas brasileiras recém recrutadas. A partir de 1822, o Império Brasileiro começou a criar um exército nacional com as unidades brasileiras que já existiam, mas ainda havia muito a se fazer.

O efetivo da tropa, entretanto, caiu muito além do que era necessário, obrigando o governo a determinar o recrutamento forçado. John Armitage escreveu que:

? Apesar de detestarem a vida militar, [os camponeses livres] erão agarrados como malfeitores, manietados, mettidos a bordo de immundas embarcações, e mandados para as agrestes campinas do sul, soffrer os rigores de hum clima inhospito, e a tactica de hum inimigo desapiedado. Grande numero adoecia e morria na viagem [2] ?

Diante da dificuldade de recrutar brasileiros para servir no exército, mercenários foram recrutados na Alemanha e Irlanda, mas essas tropas não ofereciam ajuda imediata.[3]

O Exército Brasileiro de 1826 contava com 10.000 homens, 6.000 deles na Banda Oriental do Uruguai: 2.500 em Montevidéo, 1.100 em Colônia do Sacramento, 1.100 espalhados em guarnições ao longo dos rios Uruguai e Negro, e o restante em outros lugares. Muitos desses 6 mil homens eram recrutas locais.

As Províncias Unidas também tiveram problemas para levantar um exército. O caudilho Juan de las Heras, governador da Província de Buenos Aires levantou um exército de 800 homens sob o comando do General Martín Rodriguez perto de Concepción del Uruguay, na Argentina. A nata da força humana da cidade havia sido enviada à costa oeste da América do Sul para enfrentar os realistas, e as províncias do interior não tinham o mesmo entusiasmo com a guerra contra o Brasil quanto os portenhos e não enviaram tropas.

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Embora a população uruguaia fosse pequena comparada às do Brasil e das Províncias Unidas, o país teve menos dificuldade em levantar um exército. A maioria dos uruguaios vivia nas planícies do interior eram apropriados para servir como cavalaria irregular. Armitage descreveu o típico homem do front:

? Armado unicamente com as bolas e os laços, e com a inseparável faca enfiada no cinto, todos [os gaúchos] são soldados por hábito; e animados pelo espírito de nacionalidade, estão sempre promptos a entrar em luta ?

As marinhas eram outra questão. Apesar do Lorde Cochrane ter voltado para a Inglaterra, a Marinha do Brasil, criada por ele e integrada principalmente por 1.200 mercenários ingleses, irlandeses e norte-americanos, permaneceu praticamente intacta. Um terço dos oficiais da Marinha do Brasil era inglês. A marinha sofria por falta de oficiais juniores. Em 1826, a Marinha do Brasil possuía um navio de linha, seis fragatas, dezoito brigues e bergantins, além de umas vinte e cinco embarcações inferiores.

Consequências

A perda da Província Cisplatina foi um motivo adicional para o crescimento da insatisfação popular com o governo de D. Pedro I. Na realidade, a guerra era impopular desde o início, pois para muitos brasileiros representava aumento de impostos para o financiamento de mais um conflito.

Quando o Império do Brasil assinou o acordo pela independência da região, muitos utilizaram isto como argumento para tornar ainda mais impopular o governo, alegando que o imperador havia depauperado os cofres públicos e sacrificado a população por uma causa perdida.

Entretanto, a guerra da Cisplatina não foi uma causa direta para a abdicação do imperador, em 1831. Ela se insere dentro de uma conjuntura que concorreu para a sua queda. Entre as causas da abdicação, sem dúvida, o estilo centralizador de governar foi o principal.

Bibliografia

CARNEIRO, David. História da Guerra Cisplatina. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1946.

DONATO, Hernâni. Dicionário das Batalhas Brasileiras. São Paulo: Editora Ibrasa, 1987.

DUARTE. Paulo de Q. Lecor e a Cisplatina 1816-1828. v. 2. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 1985.

SCHEINA, Robert L. Latin Amercica"s Wars: the age of the caudillo, 1791-1899, Brassey"s, 2003.


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