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José Fortes

Marco Nanini é aplaudido em filme no festival de Berlim

Marco Nanini é aplaudido em filme no festival de Berlim
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Na pele de um enfermeiro homossexual de 70 anos, fã da mítica atriz Greta Garbo e ativo na rede pública de saúde de uma Fortaleza (CE) lotada de almas solitárias, Marco Nanini levou a 69ª edição do Festival de Berlimàs lágrimas como protagonista de "Greta”. No drama do diretor cearense Armando Praça, ele vive Pedro, que tem na solidão e numa cantora trans (Denise Weinberg) suas principais companheiras. Ao ajudar um jovem acusado de assassinato a fugir do hospital (papel de Démick Lopes, de Onde Nascem os Fortes), Pedro experimenta uma chance de amar – ou quase. Na entrevista a seguir ao Gshow, no hall do multiplex Cine Star, na capital alemã, o eterno Lineu de A Grande Família faz um balanço do país e da arte após ser aplaudido pela sua performance no longa na Berlinale.

Gshow: A que universo o filme de Armando Praça te apresentou?

Marco Nanini: É um filme sobre pessoas que vivem à margem, num Nordeste onde pequenos poderes de algumas pessoas ameaçam tomar conta e subjugar os demais. Esse filme me levou a pessoas solitárias, de muita dor. A um enfermeiro que rouba remédios para ajudar a amiga. Vivendo Pedro, convivi, de alguma forma, com toda a sorte de horrores que rondam um hospital num ambiente de muita dificuldade. Mas há ali uma reflexão sobre intimidade, sobre finitude.

A Berlinale celebrou o filme com elogios diversos, muitos voltados à sua atuação. Mas é raro ver você no cinema, mesmo que, em meados dos anos 1990, você tenha estrelado um marco da produção nacional, "Carlota Joaquina, a Princesa do Brasil".

Nanini: Foi muito bonito ter feito aquele filme da Carla Camurati, pois ele provocou toda uma discussão que trouxe nosso cinema de volta. Trabalhei com muitos bons diretores, como Domingos Oliveira, Arnaldo Jabor, Roberto Guervitz, Wilson Barros, Guel Arraes e, agora, o Armando, que me trouxe um roteiro muito delicado. Durante a projeção de "Greta", em Berlim, falou-se muito em resistência na arte brasileira. O que o verbo "resistir" representa pra você?

Nanini: É um dos verbos mais importantes que existem, mas pode ser conjugado de formas variadas. Há quem resista indo para trincheiras, de arma na mão. E há quem resista na forma de um filme como esse que a gente fez, que fala de pessoas solitárias em busca de um lugar.

O Brasil ainda te alegra?

Nanini: Claro, a gente tem muita coisa bonita. O que me dá um certo vazio no peito é ver que há brasileiro corrupto. É ver professor sendo desvalorizado, a falta de respeito imperar, ver que o crime da roubalheira virou uma sociedade anônima. Mas tem muita coisa que nos dá alegria e orgulho. 

O que significa, na prática, para um ator, a sensação de envelhecer?

Nanini: Nunca tinha pensado nisso, pois nunca tinha me sentido chegando à velhice. Mas vejo agora que a velhice significa aprender... aprender... aprender... aprender.

"Greta" foi exibido na Berlinale no dia em que o Brasil perdeu a atriz Bibi Ferreira, a quem você já se referiu publicamente como um alvo da sua admiração e gratidão. Como foi sua relação com ela?

Nanini: Cheguei até a conhecer o pai dela, o grande ator Procópio Ferreira. Um dia, quando ele já era bem velhinho, e eu, um jovem, ainda começando, tivemos um encontro curioso em um avião, numa ponte aérea. A aeromoça se dirigiu a mim e disse: “O seu Procópio, ali, pediu que o senhor vá falar com ele”. Fui e ele disse: “Já vi o seu trabalho e queria cumprimentar você”. Aquilo foi uma bênção. Também fui abençoado pela Bibi, que me dirigiu numa peça, “Deus lhe Pague”. Era uma diva. Conversamos muitas vezes, saindo de teatros, quando nós estávamos em cartaz em São Paulo, ao mesmo tempo. Ela falava, contava histórias... E eu, lá, ouvindo aquela sabedoria.

Fonte: Gshow



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