mais

Banco de Leite da Evangelina Rosa é referência nacional

A principal função dos bancos de leite é o acolhimento e promoção do aleitamento materno, e o do Piauí, é um dos mais atuantes do Brasil

O Banco de Leite da Maternidade Evangelina Rosa é um dos mais atuantes do Brasil e é referência no Estado. O aleitamento materno é uma questão de saúde pública e, também, um direito humano. 

A importância do processo de formação nutricional do bebê é um dos temas trabalhados no Formação Saúde, deste domingo (15), às 20h, na telinha da Rede Meio Norte.

Como explica Vanessa Paz, coordenadora do Banco de Leite Humano MDER, a principal função dos bancos de leites é o acolhimento e promoção do aleitamento materno. 

Vanessa Paz diz que principal função dos bancos de leites é o acolhimento-DivulgaçãoVanessa Paz diz que principal função dos bancos de leites é o acolhimento-Divulgação

Banco de Leite

“O banco de leite protege o aleitamento materno. É mais do que puramente o banco de leite. Ele acolhe, sugere e indica a melhor condição de amamentação dessas mães. É uma assistência integral. Temos postos de coleta em Teresina e um em Floriano. Elas podem doar e ter apoio em vários aspectos", explica.

O leite materno é o maior e melhor alimento para o bom desenvolvimento do bebê e para lhe assegurar saúde por toda a vida. 

Os benefícios da amamentação são inúmeros, não só para o bebê e para a mãe, mas também para toda a sociedade. Doar leite contribui para a redução da mortalidade infantil, através do alimento.

Aleitamento materno

O mês do Aleitamento Materno no Brasil foi instituído pela Lei nº 13.435/2.017 que determina que, no decorrer do mês de agosto, serão intensificadas ações intersetoriais de conscientização e esclarecimento sobre a importância do aleitamento materno. No Piauí, a Maternidade Evangelina Rosa iniciou uma série de debates sobre o tema.

Milena Barros, psicóloga da maternidade, explica que o fomento ao aleitamento é fundamental. “Nós fazemos rodas de conversa sobre o aleitamento materno exclusivo. Tentamos fazer uma troca de experiências para solucionar dúvidas e superar dificuldades das mães”, aponta.

Milena destaca o fomento ao aleitamento materno-DivulgaçãoMilena destaca o fomento ao aleitamento materno-Divulgação

Estimativa

Estima-se que 80% das mulheres possuem algum tipo de dificuldade no período de amamentação. A demanda por assistência especializada vem aumentando nos últimos anos pelas futuras mães. 

A consultoria em amamentação é uma área que vem crescendo constantemente, pois tem o papel acolhedor, com objetivo de orientá-la da melhor forma possível para que consiga obter sucesso na amamentação.

A Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER) tem 45 anos de existência. A unidade é referência, pois atende gestantes da capital e também do interior do estado. A maternidade possui uma estrutura completa para atender desde o pré-natal ao nascimento do bebê. 

Diretor diz que assistência é humanizada- reproduçãoDiretor diz que assistência é humanizada- reproduçãoDiretor diz que assistência é humanizada- reprodução

Método canguru

É o que o diretor-geral da MDER, Francisco Macedo. “Nós temos um modelo de assistência humanizada onde usamos estratégias biopsicossociais. Esse é o método canguru, que traz evidências científicas de bons resultados. Nós temos um grande número de prematuros, em torno de 25%. Então assim temos um cuidado de qualidade”, revela.

Durante o processo gestacional, alguns problemas de saúde podem se agravar e até mesmo levar à morte da mulher. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a morte materna como o óbito de uma mulher durante a gravidez ou no período de até 42 dias após o término da gestação.

Óbitos maternos

No Piauí, as principais causas de óbitos maternos são hemorragias, eclâmpsia, infecções puerperais, transtornos hipertensivos e complicações de aborto

“A maternidade tem uma história que se confunde com a do Piauí. Desde a inauguração há 45 anos, ela se estabelece como um grande suporte. E tem se tornado, nos últimos anos, no tratamento de alto risco de mães e bebês. Hoje contamos como um quadro de profissionais de várias áreas de alto poder de resolução”, explica Marcos Bittencourt, diretor clínico.(L.A)

Um apoio integral a mãe e ao bebê

Joaquim parente, médico obstetra, aponta que o parto é o primeiro momento da saúde humano. “O futuro do ser humano é definido no parto. Uma gravidez de evolução normal, quando chega no trabalho de parto, ainda há um risco de 10% de transtornos. Então há a necessidade de um diagnóstico precoce, que pode indicar uma cesariana”, avalia.

Verbena Cipriano, enfermeira obstétrica, afirma que a mamãe e o bebê têm todo o apoio necessário com uma equipe multidisciplinar, que conta com todo o suporte. “Nossa equipe dá todo o apoio ao parto. Usamos tecnologias de suporte para reduzir as dores. Tem um suporte feito pelo partograma, escuta dos batimentos cardíacos”.(L.A)

Médico destaca importância do cuidado no parto - DivulgaçãoMédico destaca importância do cuidado no parto - Divulgação

Mortalidade materna é elevada no PI

A mortalidade materna no Piauí está entre as mais elevadas no país. Na capital do estado, Teresina, o aborto é uma das principais causas de mortes. Por esse motivo, o Governo do Estado do Piauí criou um comitê de investigação e análise de óbitos maternos. A Maternidade Dona Evangelina Rosa possui um comitê específico para investigar essas mortes.

Cristiane Moura Fé, diretora de Vigilância e Atenção à Saúde.  “O plano de redução de mortalidade foi criado em 2019. Tivemos ações iniciadas em 2019 e temos ações até 2023. O principal objetivo do plano é reduzir a mortalidade, qualificando o pré-natal e estimulando esse acompanhamento”, considera.

A maternidade tem buscado o cuidado as mães e os bebês - arquivo Jornal MNA maternidade tem buscado o cuidado as mães e os bebês - arquivo Jornal MN

A investigação de óbitos maternos acontece durante a gestação ou até 42 dias após o parto. A morte pode ser causada por qualquer fator relacionado ou agravado pela gravidez, ou por medidas tomadas em relação a ela. As equipes de vigilância de óbitos maternos deverão concluir e informar o resultado da investigação epidemiológica no prazo máximo de 120 dias após a data do óbito.(L.A)



Tópicos

comentários

Central do usuário

Login pelas Redes Sociais

Nunca postaremos nada em seu nome


Login por e-mail

Use sua conta cadastrada por e-mail

Não tem conta no meionorte.com?

Cadastre-se

Desbloquear Notificações

Como desbloquear notificações

Na barra de endereço, clique no cadeado e em Notificações escolha a opção permitir, como na imagem abaixo

desbloqueio de notificação push

Você precisa verificar a sua conta, acesse o seu e-mail