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Belezas do Piauí: encante-se com o Cânion do Rio Poti

O Cânion do Rio Poti é uma das mais belas paisagens do Piauí, que é um estado que esconde muitas belezas intocáveis.

O Cânion do Rio Poti é uma das mais belas paisagens do Piauí, que é um estado que esconde muitas belezas intocáveis. Esta é uma delas. Com fauna e flora exuberante, o Parque Estadual do Cânion do Poty é dividido entre os municípios de Buriti dos Montes, Castelo do Piauí e Juazeiro do Piauí. 

A partir de abalos sísmicos, o Rio Poti passou a correr a rachadura que se fez na Serra da Ibiapaba, há milhões de anos atrás. Desde então, formou-se esse verdadeiro espetáculo da natureza. Localizado há 231 km de Teresina, o cânion possui estrutura turística ainda em desenvolvimento. Mas nada que faça feio aos turistas.

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O passeio é um espetáculo e a água é um convite para o banho. Por lá é possível visualizar cágados, jacarés, cobras, vários pássaros e os mocós, que são roedores semelhantes a esquilos. O passeio deve ser feito de lancha ou caiaque, mas sempre na presença de algum morador.


De acordo com o prefeito Magno Soares, a Prefeitura Municipal de Castelo do Piauí pensa em melhorar os acessos e a estrutura de turismo. "Nosso plano é fazer um plano decenal. A ideia é fazer um investimento em 10 anos e receber turistas do mundo todo", disse.

Um paraíso paleontológico

De acordo com Juan Cisneros, paleontólogo e professor da Universidade Federal do Piauí, o Cânion do Rio Poti está dentro de uma falha geológica. "Ou seja, faz parte de uma rachadura na crosta terrestre. No caso da falha onde ocorre o Cânion, é um Linhamento Transbrasiliano que pega o Paraguai, Mato Grosso e atravessa o Nordeste inteiro. É uma falha sem tanta atividade, o que não representa um perigo geológico. Mas ela foi ativa no passado, na Era Paleozoica", revela.

Juan Cisneros. Crédito: Raíssa Morais.Juan Cisneros. Crédito: Raíssa Morais.

A água do Rio Poti é capturada pela falha, então esse local foram o Cânion. "A região é rica para a paleontologia porque essa parte da bacia do Parnaíba esteve coberta por mar durante boa parte da Era Paleozoica. Neste momento havia uma fauna marinha muito grande. Então é difícil imaginar que o mar chegou de Castelo do Piauí até São Raimundo Nonato, mas isso aconteceu no passado. A fauna deixou marcas e fósseis, que são marcas de atividade biológica dessa fauna", acrescenta o paleontólogo. 

São animais invertebrados marinhos, como vermes, crustáceos e alguns animais com conchas. "Todos eles, em atividade biológico, fizeram marcas de movimento que ficaram impressas no leito marinho. Temos algumas pesquisas feitas pela UFPI e outras universidades. São marcas de mais de 400 milhões de anos. Precisamos conhecer e preservar", finaliza Juan Cisneros.

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